Cardeal Parolin, a prisão do Cardeal Zen: vão longe os dias de São Gregório VII

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O Cardeal Pietro Parolin tem sido um defensor inveterado do Acordo Vaticano-Pequim e, muito pior, um apologista do regime comunista chinês. Segundo o Cardeal Zen, o cardeal Parolin é um homem sem Fé.

A liberdade da Santa Igreja não é concessão do Estado, ela lhe vem do mandato de Nosso Senhor: ide e evangelizai todos os povos.

O Cardeal Parolin quer salvar o Acordo a todo custo e salva o algoz chamado PCCh

Nosso Site já publicou um artigo sobre a injustiça e o caráter persecutório do regime comunista chinês prendendo o cardeal nonagenário que se levanta em defesa dos direitos da Santa Igreja, na China. https://ipco.org.br/policia-de-hong-kong-prende-cardeal-zen-de-que-vale-o-acordo-vaticano-pequim/

Cardeal Parolin, em 2019, defende o regime comunista chinês

Courtney Grogan, Cidade do Vaticano, 13 de maio (CNA): O Cardeal Parolin, “saudou a oportunidade da China e a Santa Sé trabalharem juntas para “construir um mundo mais seguro e próspero”. “A perspectiva abre-se para que duas entidades internacionais antigas, grandes e sofisticadas – como a China e a Sé Apostólica – possam se tornar cada vez mais conscientes da responsabilidade comum pelos graves problemas do nosso tempo”.

Resume bem o articulista de CNA: “Desde que chegou ao poder em 2013, o presidente (vitalício) chinês Xi Jinping ordenou a “sinicização” de todas as religiões na China, uma medida que a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional chamou de “uma estratégia abrangente para controlar, governar e manipular todos os aspectos da religião“.

   Uma espécie de TL que coloca a “fé em um molde socialista infundido com “características chinesas“”. A sinicização consiste em colocar os princípios comunistas chineses na Religião.

   O Cardeal Parolin acha positiva a “sinicização”

     Após tratar de “inculturação” continua o Cardeal Parolin: “Para o futuro, certamente será importante aprofundar este tema, especialmente a relação entre ‘inculturação’ e ‘sinicização’, tendo em mente como a liderança chinesa tem sido capaz de reiterar sua disposição de não enfraquecer a natureza e a doutrina da cada religião”. Como pode o Cardeal Parolin declarar isso contra a realidade dos fatos?

      “Parolin disse que há “uma confiança crescente entre os dois lados” desde que a China e a Santa Sé assinaram um acordo provisório em setembro de 2018 sobre a nomeação de bispos, dizendo que o acordo oferece “esperança de que possamos gradualmente chegar a resultados concretos“”. https://ipco.org.br/cardeal-parolin-a-sinicizacao-e-a-apologia-do-regime-chines/

Em 2022, Cardeal Parolin: prisão não é uma negação do Acordo Vaticano-Pequim

A propósito da recente violência moral e negação da liberdade da Santa Igreja, perpetrada pela polícia de Hong Kong contra o Cardeal Zen, o Cardeal Parolin se apressa … a salvar o Acordo e salvar o regime chinês:

“CIDADE DO VATICANO (LifeSiteNews) – De acordo com o Vatican News, o secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, disse sobre a recente prisão e libertação do cardeal Joseph Zen em Hong Kong pela polícia de segurança nacional que “o evento não deve ser lido como ‘ uma negação’ do acordo entre a Santa Sé e a República Popular da China sobre as nomeações de bispos”.

O secretário de Estado fez os comentários a repórteres em Roma em um evento realizado na Pontifícia Universidade Gregoriana, conduzido pela Fundação Vaticano João Paulo I. Ele disse que estava “triste” com a prisão e expressou sua “proximidade com o cardeal, que foi libertado e bem tratado” [preso arbitrariamente e solto sob fiança, lembramos]. No entanto, ele expressou sua esperança de que “iniciativas como esta não compliquem o já complexo e não simples caminho de diálogo entre a Santa Sé e a Igreja na China”.

O importante é renovar o Acordo com a China comunista

Ainda segundo a notícia de LifeSiteNews: “Em abril, Parolin disse em entrevista à CNA que esperava renovar, com algumas modificações, o acordo entre o Vaticano e Pequim, que deve expirar em outubro. O texto preciso do acordo, assinado pela primeira vez em setembro de 2018 e renovado em 2020, nunca foi revelado publicamente. No entanto, sabe-se que o acordo permite ao governo chinês, dirigido pelo Partido Comunista Chinês (PCC), propor exclusivamente à Santa Sé os nomes dos candidatos à nomeação episcopal na China.

Em setembro de 2018, o Cardeal Zen pediu que Parolin renunciasse devido ao acordo Vaticano-Pequim, declarando-o “uma incrível traição” à Igreja Católica clandestina na China. “Acho que ele não tem fé”, disse Zen sobre Parolin. “Ele é apenas um bom diplomata em um significado muito secular e mundano. Ele deveria renunciar. É uma rendição completa… não tenho outras palavras.

Em outubro de 2018, o cardeal Gerhard Müller disse à EWTN que confiava na avaliação do cardeal Zen sobre como a Igreja deveria lidar com o PCC e questionou se um acordo poderia ser feito com “ateus comunistas”.

“Confio mais no cardeal Zen”, disse Müller, “porque ele tem toda a experiência com os comunistas e com suas mentiras e perseguições que fizeram. Certamente o Papa tem o ofício e a tarefa de chamar esses cismáticos à plena comunhão da Igreja, mas a pergunta é: “Qual é o preço disso?” Podemos fazer um acordo, a Santa Igreja, o Corpo de Cristo, com ateus comunistas?”

Não há liberdade para a Igreja no Estado Comunista

O livro do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, A Liberdade da Igreja no Estado Comunista, toma especial relevância nessa investida do PCCh contra a Santa Igreja.

Distribuido a todos os Padres Conciliares (1963) esse estudo mostra que a Igreja Católica não pode aceitar um “modus vivendi” com o regime comunista que lhe impeça de pregar claramente a doutrina católica, nem pode silenciar sobre os Mandamentos que fundamentam a propridade privada (não furtar e não cobiçar as coisas alheias) e sobre o 6o. e 9o. Mandamentos que fundamentam a família monogâmica e indissolúvel.

O livro recebeu uma elogiosa carta do Cardeal Pizzardo, então Prefeito da Sagrada Congregação dos Seminários e Universidades: o congratulamo-nos com o “egrégio Autor, merecidamente célebre pela sua ciência filosófica, histórica e sociológica, e auguramos a mais larga difusão ao denso opúsculo, que é um eco fidelíssimo dos Documentos do supremo Magistério da Igreja…”

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Quão distantes estamos dos dias de São Gregório VII que obrigou o maior monarca da Cristandade a dobrar os joelhos, em Canossa, e pedir perdão. Como comparar a pretensão de Henrique IV com os atuais déspotas comunistas de Pequim que prendem sacerdotes, bispos, destroem igrejas, e impõem a “sinicização” que não passa de um artifício para usar a Religião a serviço do comunismo?

Quão distantes estamos dos dias do Papa Pio IX que não cedeu às pressões e prisões de D. Vital e D. Macedo Costa na Questão Religiosa?

Escreveu o Papa Pio IX, a imperador D. Pedro II: “Majestade! Peço-lhe  que a  reflita  que devemos  compreender perante o tribunal  de Deus e que tanto mais alto, estiver alguém, mais severo  há de seu ajuste, razão pela qual  enquanto  vivos peregrinamos por este mundo, é  mister  que façamos  tudo  quanto  se acha ao nosso alcance para  prevenirmos um juízo  severo e sem  apelação.

“Oro por V. M., suplicando humildemente  a Deus  queira  condenar-lhe, pela  intercessão  da Virgem Santíssima salutares  conselhos  e a  graça  necessária para a  traduziu- los  em obra. Liberte os bispos  e ponha  termo a essa  dolorosa história. É o que  espero  de generoso coração de V.M. a quem concede, bem como a  augusta família , a  benção  apostólica”. Do Vaticano- 9 de fevereiro de 1875. (Legionário, 13 de julho de 1930).

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Qual seriam a atitudes de São Gregório VII e do Beato Pio IX face à essa perseguição cruel da China comunista contra a Santa Igreja?

Que os Santos Pontífices nos inspirem na verdadeira posição a tomar face ao regime comunista, perseguidor da Santa Igreja.

Fonte: https://www.lifesitenews.com/news/vatican-says-cardinal-zens-arrest-should-not-affect-deal-with-china-on-appointment-of-bishops/

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