• Fernando de Oliveira Diniz

Farto dos absurdos que estão ocorrendo no Carnaval deste ano, no qual a blasfêmia impune está superando de longe em gravidade a imoralidade, chamou-me vivamente a atenção um envio do excelente site www.pliniocorreadeoliveira.info, remetendo a um contundente artigo de Plinio Corrêa de Oliveira sobre essas comemorações de Baco e hoje, mais do que nunca, de Satanás.

Transcrevo aqui trechos desse artigo, o qual — embora escrito no ano de 1943(*) — em nada perdeu a sua candência e atualidade. Ele apenas não se refere às blasfêmias e ultrajes a Nosso Senhor Jesus Cristo e a Nossa Senhora, impensáveis no Brasil daquela época. Julgue o leitor por si mesmo a atualidade da abordagem.

“O Carnaval não é um oásis, ou uma trégua; é um auge, um recrudescimento, crise delirante de um estado crônico.

“De fato, o Carnaval moderno não passa de uma torpe falsificação, de uma reles intrujice, de uma atroz mistificação. Sob pretexto de cultuar a alegria, o Carnaval trai a alegria. Em verdade, o que é a alegria carnavalesca? Embriaguez de álcool, embriaguez de éter, embriaguez de ritmo, em suma, a completa desordem do sistema nervoso, alucinação de pessoas que desejam fugir de si mesmas, porque em si mesmas morrerão de tédio ou de náusea. Para uma humanidade falsificada, idiotizada, brutalizada, que detesta a sua alma e não quer contemplar a sua própria face, só mesmo uma alegria falsificada: o Carnaval é inumano”.

Feita essa radiografia da falsa alegria do Carnaval, mais adiante comenta o Autor:

“Desde que as calamidades são consequências dos pecados, façamos penitência e, muito especialmente, afastemos as causas dos pecados, a fim de que Deus se compadeça de nós”.

Lendo essa frase, lembrei-me dos títulos que acabo de ver no noticiário, dos quais cito a esmo alguns:

— “Epidemia de coronavírus se espalha e OMS alerta para risco de pandemia”; — “Itália, França e Alemanha entram em lista de alerta da epidemia”; — “Bolsas despencam com o avanço do coronavirus e papéis da Petrobrás e da Vale caem 7%”; — “Policiais mantêm motim no Ceará” etc.

O que tem que ver uma coisa com a outra? Não sei. Só sei que, quando se blasfema contra Deus, Ele ainda tolera. Mas quando se trata de blasfêmias contra a Mãe de Deus, é bem o caso de colocar as barbas de molho…

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(*) Legionário, 28 de fevereiro de 1943, n° 551, pag. 2.

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