130324 Manif pour tous 087, ParisO quotidiano Le Monde, porta-voz do socialismo e do “progressismo católico”, indagou por que os fiéis, que até havia pouco eram apáticos diante da Revolução Cultural contrária à família e à religião, reagissem de modo novo e inesperado.

As respostas dos participantes das imensas marchas contra o “casamento” homossexual o deixaram perplexo.

Le Monde ouviu pessoas de todas as idades e profissões do país inteiro. Elas não sabiam dizer bem por que saíram à rua, mas saíram e se inebriaram com o “perfume especial da insurreição”. Desde então, não conseguem mais parar.

A mobilização contra o casamento para todos constituiu para muitos católicos um batismo de fogo. Ghislain, de 29 anos, diretor de inovação de uma empresa de start-up na região parisiense, explicou que hoje ele usa folhetos, blog e Twitter durante o dia, à noite e no fim de semana contra a agenda socialista. “Esse governo fez de mim um militante”, explicou.

Para Clémence, de 28 anos, e Thibaud, de 25, o “casamento” homossexual é um “ponto inegociável” e agora dedicam duas noites por semana à preparação de novas manifestações, sobretudo a colar cartazes.

Para Paul, 22, “o desprezo arrogante e a ignorância culpada do governo me deixaram estupefato”.

“O compromisso de lutar contra esse projeto ocupa o fundo do meu pensamento da manhã à noite e absorve-me facilmente três horas por dia seguindo as ações nas redes sociais ou as discussões com os amigos a favor ou contra, ou ainda participações nos atos realizados”, disse Esther, de 36 anos.

130324 Manif pour tous 001, ParisAxelle, de 25, indicia também a mídia: “Se eu digo que vale mais para uma criança ter um pai e uma mãe, sou fascista, de extrema-direita, identitária, católica fundamentalista! Não, senhores jornalistas, senhores políticos, vocês estão enganados”.

“Em quase todos os depoimentos – escreve Le Monde – a palavra ‘desprezo’ surge com regularidade”. Os franceses, especialmente os jovens manifestantes, se sentem “ignorados e humilhados” pelo partido socialista.

Poderia acontecer alo de pior para um movimento que aspira a ter um papel no futuro?

Assim, o frenéticohallali do presidente “normal” a exemplo de Napoleão na Rússia, sucumbe no inverno da hostilidade popular. E enquanto as ruas ardem anunciando o fracasso da ofensiva desesperada, tudo se escurece no horizonte das esquerdas.

O comentarista Ivan Rioufol, do Le Figaro, escreveu em seu blog: “A esquerda não viu a nova indignação popular chegar e já não consegue controlá-la”, acrescentando que “esses milhares de jovens indignados (…) rejeitam quarenta anos de ideologia relativista”.

Por isso não espanta que um jornal brasileiro tenha comentado com ironia que na França “está em marcha a contrarrevolução sexual! ‘Egalité’, como se diz agora, é o cassetete! Às favas, da mesma forma, o caráter libertário da rebeldia de antigamente: uma das bandeiras mais ousadas em 68”. (O Estado de S. Paulo, 25-04-2013)

O episódio da lei do “casamento” homossexual na França não está encerrado, antes pelo contrário, está começando a crescer.

6 COMENTÁRIOS

  1. Já vimos comentários que o Joaquim Barbosa deveria ser o Presidente do Brasil e a Marta Suplicy Governadora de São Paulo.
    Imaginem o que seria de nossa amada terra do Brasil.

  2. Finalmente uma “luz no fim do túnel”…eu tenho esperança de que esses movimentos franceses desencadeiem pelo mundo todo uma reação pró vida e valores da família.. Seria o milagre vivenciado por todos os cristãos, mostrando a todos que o MAL jamais prevalecerá sobre as portas da Igreja de Jesus.

  3. Por detrás da França de 68 se esconde a França de Joana D’arc.
    Que Deus possa voltar a usar a França para alguma coisa positiva na história

  4. Que maravilha!
    Como seria esplêndido se os católicos daqui do Brasil se deixassem tomar pela mesma onda… Joaquim Barbosa obriga todos os cartórios a “casar” homossexuais, Marta Suplicy quer professores gays no jardim de infância e nós não fazemos nada.
    Acordem minha gente!

  5. Um verdadeira apoteose a presença do Papa Francisco no Brasil, a resposta da população católica e as demais religiões foi contundente, sem beijar o chão, direto e verdadeiro, conquistou pela simplicidade, as pessoas acostumadas a grandiosidade das cerimônias papais. Sem dúvida um divisor de águas, daqui por diante, acredito que as coisas tomarão rumos positivos…

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