“Casamento” homossexual – católicos franceses pedem a seus bispos que abandonem letargia danosa

    'Veilleurs debout' na Place Vendôme diante do Ministério da Justiça, de Mme Taubira, promotora da lei de "casamento igualitário" ou "casamento homossexual"
    ‘Veilleurs debout’ na Place Vendôme diante do Ministério da Justiça, de Mme Taubira,
    promotora da lei de “casamento igualitário” ou “casamento homossexual”

    A polêmica originada pelo “casamento” homossexual aprovado na França está longe de ter concluído.

    Católicos franceses estão multiplicando vigílias diurnas e noturnas em locais públicos para protestar contra essa lei.

    Sindicato da polícia se sente fadado a uma “missão ridícula” de fundo ideológico socialista
    Sindicato da polícia se sente fadado a uma “missão ridícula”
    de fundo ideológico socialista

    Entre os locais públicos escolhidos figura a sede da Conferência dos Bispos da França – CEF, em Paris, hoje presidida pelo arcebispo de Marselha, Mons. Pontier.

    Os católicos fazem a vigília segundo o estilo dos veilleurs debout [vigilantes de pé]. Eles ficam de pé, porém separados.

    Desta maneira, a polícia não tem como alegar pretextos para prendê-los ou praticar violências, aliás já já tentadas em alguns locais.

    Os católicos pedem de um modo mudo, mas muito expressivo ao Episcopado francês que saia de seu silêncio sobre a escandalosa lei do “casamento” homossexual e sobre as arbitrariedades policiais contra os fiéis que defendem a família nas ruas da França.

    "Veilleurs debout" diante da sede da Conferência Episcopal Francesa - CEF, Paris
    “Veilleurs debout” diante da sede da Conferência Episcopal Francesa – CEF, Paris

    Em blogs e redes sociais, os comentários populares são claros. Por exemplo, no popularíssimo “Le Salon Beige”:

    “nossos bispos dormem quando deveriam estar na frente de batalha!”;

    “eu aguardo sempre uma resposta da CEF, que está imersa na letargia”;

    “como é possível que os bispos da França sequer venham cumprimentar os católicos que fazem vigília?”;

    “é realmente o cúmulo ficar obrigado a acordar o clero para que ele não deixe de ser católico. Parece que para eles a destruição de Sodoma só foi uma lenda”;

    “vemos bem o mal que causou ao povo francês o silêncio dos bispos sobre a lei Veil [lei do aborto]!”;

    “deputados, senadores e bispos abaixaram os braços, só fica o povo da França aguentando o combate, e a vitória será só dele”;

    “os tíbios são piores que os inimigos francamente declarados e a mensagem da CEF é mais bem inaudível ou muito pouco compreensível”;

    “a CEF vive soltando declarações sobre assuntos que não são de sua competência. Ela, agora, só vai se mexer se sentir constrangida pelos fiéis, e o fará de má vontade”;

    “eu não aguardava nada dos políticos e da mídia, mas esperava um pouco mais de coragem dos clérigos. Que eles depois não venham lacrimejar nas folhinhas paroquiais. Se os bispos tivessem ido todos à testa da passeata, esta teria tido uma outra força”;

    “precisamente quando eles proíbem ‘fazer política’, se conduzem como vulgares deputados prestes antes a garantir a própria reeleição do que defender suas convicções”;

    “todos devemos ir diante da CEF para cessar o escândalo de seu silêncio”;

    “eu agora percebi o que acontece com alguns de nossos bispos. Com a lei Taubira [“casamento” igualitário ou homossexual] tudo o que estava escondido, larvado, dissimulado, aparece a plena luz do dia”;

    “temos mais de 120 bispos e só uma dezena reagiu. Estes bispos não agem como Pastores, um bispo que estava saindo da CEF nos tratou de extremistas”.

    "Veilleurs debout" diante da sede da Conferência Episcopal Francesa - CEF, Paris
    “Veilleurs debout” diante da sede da Conferência Episcopal Francesa – CEF, Paris

    Na tradicional grande passeata militar do dia 14 de Julho na avenida dos Champs Elysées, o presidente socialista François Hollande teve que ouvir amargurado vaias e assovios de reprovação provenientes do público que ostentava bandeirolas do movimento anti-“casamento” homossexual.

    Por sua vez, a Polícia Nacional fez sentir seu descontentamento porque se sente manipulada pelo governo socialista para impor uma agenda ideológica.

    Notadamente dois editoriais coletivos da revista “Tribune du Commissaire”, do sindicato dos delegados dessa Polícia (SCPN), sublinharam “o crescente mal-estar” entre os delegados forçados a reprimir as manifestações contra o “casamento” homossexual, segundo informou o grande diário de Paris “Le Figaro” (12.07.2013).

    “Nunca vimos algo parecido”, disse um membro desse sindicato que representa o 60% dos delegados do país, segundo “Le Figaro”.

    Preso por usar blusão com símbolo pela família normal
    Preso por usar blusão com símbolo pela família normal

    Poucos dias antes, informou o jornal parisiense, o sindicato Alliance dos muito conhecidos CRS (Compagnies Républicaines de Sécurité, tropa de choque da polícia nacional) fez circular um folheto manifestando indignação e qualificando de “missão ridícula” a tarefa encomendada pelo governo contra os “veilleurs debout”.

    A polêmica está despertando o senso da verdadeira família e as respostas do governo socialista estão assumindo o ar de gestos totalitários inclusive para aqueles que devem executá-los.

    Infelizmente não pode se dizer o mesmo da Conferencia Episcopal Francesa que, após muitos anos de aproximação com o socialismo e o comunismo, continua imersa num enigmático silêncio diante da demolição da vida e da família.