No momento, você está visualizando Centenário dos Cristeros — quando o sangue pela Fé Católica enfrentou baionetas

Fonte: Editorial da Revista Catolicismo, Nº 906, julho/2026 * 

Uma das maiores e mais belas sagas do século XX foi travada no México, terra de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas, nos anos de 1920. Tratou-se da Guerra Cristera — também denominada Cristiada —, uma verdadeira e imortal Cruzada em defesa da Igreja Católica que livrou o México do domínio comunista.

Os Cristeros preferiam morrer a renegar Cristo, foram os heroicos contra-revolucionários da Fé Católica; quais novos Davids desafiaram os Golias marxistas que pretendiam subjugar sua Pátria.

O principal tirano e pérfido ‘Golias’ era um governo ateu, maçônico anticatólico e marxista. Entre seus principais chefes estavam o general-déspota Álvaro Obregón e o general Plutarco Elías Calles, considerado “um novo Nero”, que assumiu o poder em 1924. Seu objetivo era “descatolizar o México”, tão profundamente católico, e implantar um “México Soviético”. Para alcançar seu intento, pretendia perpetrar um ‘iglesiocídio’.

Assim, a perseguição à Igreja Católica e aos seus fiéis foi levada a cabo, cruel e implacavelmente, pelos poderes governamentais inspirados no regime comunista de Moscou. A qualquer custo, queriam exterminar a Igreja no México, ou ao menos restringir seu poder. Proibiram cultos em público, como as procissões; o ensino católico nas escolas; o uso dos trajes eclesiásticos — como as batinas para padres, hábitos para freiras etc.

Muitas igrejas e conventos foram profanados, fechados ou destruídos; as Ordens religiosas suprimidas; os bens eclesiásticos confiscados; os sinos arrancados dos campanários e as imagens sagradas destruídas; as celebrações católicas, como as da Santa Missa, tinham que ser realizadas secretamente, em lugares “catacumbais”, bem como a administração dos sacramentos, a recitação do rosário em família, e assim por diante.

Funcionários públicos eram obrigados a renegar a Religião Católica; caso não o fizessem, perdiam seus empregos; muitos padres e leigos foram expulsos do país, encarcerados, torturados ou fuzilados, sem nenhum julgamento, apenas “culpados” por levantar empecilhos aos intentos marxistas dos líderes anticlericais.

No fundo, o programa dos revolucionários consistia na destruição da civilização católica e aristocrática, construída ao longo dos séculos desde a heroica conquista de Hernán Cortés, e apagar da História todo um grandioso passado de fé e heroísmo dos mexicanos.

Em sua defesa levantou-se a gloriosa epopeia dos Cristeros, que neste mês faz 100 anos. Sendo pouco conhecida no Brasil, pedimos ao jovem Cesar Franco, membro da TFP americana, que preparasse um artigo a respeito. É a matéria de capa da edição de agosto da revista Catolicismo. Seu pai é mexicano, nascido em Encarnación de Díaz — pequena cidade em Los Altos de Jalisco, uma das regiões mais ativas da épica resistência cristera — e o irmão mais velho do seu avô materno foi um Cristero em Zacatecas.

Calles disse que destruiria a Igreja Católica… Plinio Corrêa de Oliveira fez uma afirmação que se pode aplicar aos novos Calles de nosso século: “Calles nunca destruirá o Catolicismo. Pois Deus não morre e o sangue dos mártires ainda é semente de católicos!”

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