Colômbia: narcoterrorismo e crime progridem, infiltrando o Judiciário

Enrique Gómez Hurtado,
ex-presidente do Senado da Colômbia

O ressurgimento do narcoterrorismo, do sequestro, da extorsão e de ataques contra povoados em que até crianças são assassinadas ou recrutadas à força pelos bandos comuno-guerrilheiros e criminosos na Colômbia só é possível pela “deterioração do sistema da Justiça”.

A denúncia está contida em carta enviada por Enrique Gómez Hurtado, ex-presidente do Senado da Colômbia, e Rafael Nieto Navia, ex-magistrado da Corte Interamericana de Direitos Humanos e do Tribunal Penal Internacional, à presidente da Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes dos EUA, Ileana Ros-Lehtinen, tendo sido noticiada pelo “The Wall Street Journal Americas”.

“Levantamos a voz de alarma para advertir contra a infiltração de agentes [do narcoterrorismo] em nosso sistema judicial, e também em ONGs onde, sob o disfarce da defesa dos direitos humanos, apoiam iniciativas que visam atacar as instituições democráticas”.

As extraordinárias acusações apontam claros erros dos juízes, só explicáveis por um apriorismo ideológico dissimulado.

Como “caso emblemático” os autores mencionam a condenação de dois oficiais do Exército pela sua participação no resgate de reféns do Palácio de Justiça de Bogotá, em 1985, durante uma tentativa de golpe de Estado narcoguerrilheiro.

Naquela ocasião o movimento guerrilheiro M-19, com financiamento do narcotraficante Pablo Escobar, invadiu a Corte Suprema de Justiça, sequestrou mais de 200 pessoas e tocou fogo nos documentos da Corte. Houve dezenas de mortos. O comandante de Brigada do Exército, Jesús Armando Arias, e o coronel Alfonso Plazas foram tratados como heróis, e o M-19 condenado judicialmente pelo terrível ataque.

Soldados salvam funcionários da Justiça.
O Judiciário infiltrado inverte realidade,
denunciam

Mas a esquerda não se deu por vencida. Um falso testemunho, apresentado por um sacerdote jesuíta notório pelas suas pregações de esquerda, foi então recusado. Mas, em 2007, outra falsa declaração juramentada foi usada como base para condenar o coronel Plazas e o general Arias.

Embora tenha ficado provado que o depoimento fora falso, um tribunal de três juízes em Bogotá manteve a condenação dos heróis. E não se tratou de um caso isolado. Com base em testemunhos pouco fiáveis, mas considerados bons pelos tribunais, centenas de militares colombianos já foram condenados.

O marido da Fiscal Geral da Nação, Viviane Morales, é um antigo membro do M-19 e ex-assessor do ELN e de paramilitares, informa o “Wall Street Journal”. Ele passou anos em contato com as pessoas que sua mulher devia investigar.

Porém, foi a Corte Suprema da Colômbia que escolheu a Viviane Morales para Fiscal Geral. O mesmo tribunal vem tomando decisões incompreensíveis do ponto de vista do Direito, sempre favorecendo as FARC ou os fatores de dissolução da família e da sociedade.

Se os autorizados signatários da carta – Drs. Gómez e Nieto – têm razão, fica patente que a narcoguerrilha marxista derrotada no combate, está triunfando pela infiltração de seus agentes no Judiciário.

Nesse caso, dizem os autores, a Colômbia não ganhou de maneira alguma a guerra contra a droga e a subversão marxista.

Os terroristas marxistas-leninistasa só trocaram de trincheira, conclui o jornal americano, e o uniforme pela toga.