Comunismo cubano

Beato Pio IX
Beato Pio IX

A presidente Dilma Rousseff esteve em Cuba nos últimos dias de janeiro e foi muito criticada por ter-se negado a falar sobre os chamados “direitos humanos” naquela ilha-prisão. Teve até um encontro amistoso com o sanguinário Fidel Castro, sob cujo poder milhares de cubanos foram mortos no paredón e por outros métodos.

Ela levou consigo uma parcela considerável de dinheiro – parte dos 1,27 bilhão de dólares que ali estão sendo aplicados pelo Brasil, sem perspectiva séria de retorno. O efeito prático dessa ajuda é manter o regime comunista que se aboletou em Cuba desde 1959 e se obstina em não querer largar a presa, apesar da miséria e da inconformidade que gerou.

Ora, é muito grave ajudar a manter aquela ditadura comunista. Não só porque ela oprime a população e a mantém prisioneira sem poder sair, mas principalmente porque o comunismo é antinatural e representa uma afronta a Deus, opondo-se diametralmente à doutrina católica.

Vejamos o que dizem os Papas a respeito.

Sobre o comunismo escreve o Bem-aventurado Papa Pio IX: “Essa doutrina nefanda do chamado comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana” (Encíclica Qui Pluribus).

Do Papa Leão XIII: “Nós falamos daquela seita de homens que sob diversos e quase bárbaros nomes de socialistas, comunistas ou niilistas, espalhados por todo o orbe e estreitamente ligados entre si por um pacto iníquo […] esforçam-se em levar a cabo o desígnio, que há muito tempo formaram, de subverter os fundamentos da sociedade civil. São eles certamente que, segundo atesta a palavra divina, ‘mancham toda carne, desprezam toda autoridade e blasfemam toda majestade’(Jud. Epist. I, 8)” (Encíclica Quod Apostolici Muneris).

Do Papa Pio XI: “A doutrina comunista que em nossos dias se apregoa […] apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita” (Encíclica Divini Redemptoris).

Do Papa João XXIII: “Entre comunismo e cristianismo, o pontífice Pio XI declara novamente que a oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado” (Encíclica Mater et Magistra).

E o Cardeal Joseph Ratzinger (atual Papa Bento XVI), enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no pontificado do Papa João Paulo II, afirmou: “Nestes últimos anos, o pensamento marxista se diversificou, dando origem a diversas correntes que divergem consideravelmente entre si. Na medida, porém, em que se mantêm verdadeiramente marxistas, estas correntes continuam a estar vinculadas a certo número de teses fundamentais que não são compatíveis com a concepção cristã do homem e da sociedade” (Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação; Congregação para a Doutrina da Fé, 6-8-1984).