Após participarem de uma épica caravana que percorreu durante o mês de julho boa parte da Amazônia legal, os quase 50 jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira retornaram às suas respectivas sedes em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador e São Paulo.

         Suas fisionomias expressavam grande alegria pelo êxito do empreendimento, apesar de alguns percalços, facilmente superados graças ao ânimo forte que os move. Cerca de 20 mil pessoas subscreveram suas listas em defesa da soberania brasileira sobre a Amazônia. As assinaturas serão encaminhadas ao Sínodo que se reunirá no próximo mês de outubro em Roma e que tem como um dos objetivos transformar a região amazônica em uma área independente do Brasil e dos demais países aos quais ela pertence.

         Assim, a nossa campanha [foto ao lado] desmascara o plano em gestação e expõe as verdadeiras intenções do Sínodo da Amazônia.

         Anteriormente à caravana, uma dupla do Instituto recolheu várias entrevistas de índios, brancos e outros brasileiros indignados com a terrível perspectiva da perda de tão preciosa parte do nosso País.

         Furioso com a campanha, o Arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi, emitiu uma declaração para ser lida em todas as igrejas sob sua jurisdição incitando os católicos a não aderirem ao nosso abaixo assinado.

         Conversando com três dirigentes da caravana, eles disseram que a declaração de Dom Roque não surtiu qualquer efeito, nem mesmo por ocasião da segunda campanha que fizeram em Porto Velho, de regresso do Peru; o povo assinou normalmente, como se nada tivesse acontecido.

         Ora, antigamente as coisas eram diferentes. O que o clero dizia era lei. Essa mudança no público merece toda a atenção, pois algo novo está acontecendo.

         Lembro-me de que no ano de 1982 — precisamente no dia 14 de dezembro — a “Folha de S. Paulo” publicou um excelente artigo de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira [foto ao lado] intitulado “Cuidado com os pacatos”. O artigo advertia as esquerdas para o avanço açodado do esquerdismo no Brasil, com a recente eleição para importantes postos do governo de elementos empenhados na comunistização dos Brasil.

         Tal avanço era impulsionado por cinco poderes. Além dos três poderes clássicos do governo, havia um quarto poder, representado pela grande mídia, e um quinto, representado pela esquerda católica, ou seja, pelo clero de esquerda.

         O artigo previa que, a continuarem as coisas assim, futuramente haveria uma virada pela indignação do brasileiro atingido em sua pacatez, estado psicológico ao qual nosso povo é mais afeito.

         Evidentemente a esquerda não deu importância às advertências de Dr. Plinio e continuou a comprimir o Brasil com uma crescente comunistização do País.

         Qual o efeito? Está aí. Em dado momento os brasileiros deram um “basta” e ocorreu a virada direitista mais forte de nossa história. Estamos vendo as consequências: de PT, PSDB, PC do B. PSOL etc., o povo nem quer ouvir falar. O mesmo acontece com a grande mídia, sobretudo a Rede Globo.

         Os pacatos viraram a mesa…

         Ora, a bandeira da ecologia esquerdista, empunhada pela estrutura da Igreja, está sendo socada a ferro e a fogo pelo clero da esquerda como se este não tivesse outra opção para sair de seu fracasso total. Por temor desse fracasso e visando criar uma “mística” que atraia o povo católico, os bispos decidiram criar artificialmente um “mártir” para ser o Padroeiro de sua manobra.

         Além disso, estão usando as mesmas táticas do passado, o mesmo teor de teologia da libertação, a mesma argumentação com que propulsionaram a esquerdização petista, para fazer “os fiéis” engolir sua nova doutrina comuno-panteísta.

         Ora, em pelo menos um ponto os promotores dessa manobra estão completamente enganados. O povo católico, apesar de estar diminuído por culpa da mesma esquerda católica, já não tributa ao clero a mesma adesão irrestrita de antigamente. A própria modernização da Igreja com a consequente descaracterização do clero está destruindo a antiga aura dourada que o envolvia e o levava a ser aceito sem restrições.

         Hoje o católico, embora pacato, analisa mais, julga mais, e se cala. Cala-se até o dia em que uma pequena gota fizer a taça da indignação transbordar. O clero de esquerda não está mais imune neste ponto.

         Prevalecendo-me do artigo de Dr. Plinio, gostaria de dirigir uma palavra aos Srs. Bispos do Sínodo e Padres de esquerda:

         — Cuidado com os carolas! Pois a carolice que lhes foi útil em tempos passados já não os favorecerá na hora de uma reação indignada nos dias de hoje! Os carolas estão ficando fartos de serem enganados!

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