Devolvam o meu Brasil: desafio a esta geração (I)

Senso de brasilidade

As recentes manifestações do Brasil autêntico (leia-se antiesquerdas) mostraram, aos experimentados analistas de opinião, que continua viva e robusta a onda de descontentamento que percorre o território nacional.

15/03/2015 – Av. Paulista, seguramente mais de 1 milhão de pessoas segundo cálculos da PM de São Paulo.

Todos se lembram das primeiras grandes concentrações populares que tomaram nossas principais cidades desde 2015.

Descontentamento profundo que vai muito além da sensibilidade ou da superficialidade oriundas de emoções. Aqueles que tiveram ocasião de apalpar “in loco” a serenidade, a calma, a ordem e a elevação de sentimentos que guiou aquelas manifestações, bem como estas de abril de 2018, com acentuada nota anticomunista, se convenceram de que uma força conservadora e cheia de vida integrou o panorama do Brasil.

“Devolvam o meu Brasil”: programa positivo

Sim, devolvam o meu Brasil, resume, numa simples frase, um profundo descontentamento e um anseio de porvir. Não se trata apenas de retirar alguns que estão no Poder e substituir por outros; não se trata de uma substituição de Partidos ou pessoas. Vejamos bem: não se trata apenas de um slogan meramente negativo, de um sentimento de alguém que foi lesado.

Devolvam o meu Brasil tem um significado “positivo” e muito realista. Significa o resgate de nossa Honra, de nosso conceito internacional, de nossos Valores Morais, de nossa brasilidade.

Em outras palavras, nós temos ideais, temos princípios, temos um programa de reconstrução da nossa nacionalidade.

O que é a brasilidade? A “Alma nacional”

Comenta o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira (1):

Aspecto da alma do brasileiro: bondade.

… há dois modos, para um país, de perder a sua existência. O primeiro é quando ele perde sua alma. O segundo quando perde seu território. Há países que existem no mapa político contemporâneo como meros vestígios do que foram outrora. (…)

Evidentemente, um povo não troca de mentalidade impunemente, como um homem troca de camisa. Em geral, cada povo tem uma missão histórica para a qual o mesmo foi dotado pela Providência de uma estrutura psicológica particular. Sempre que a psicologia nacional se encontra na linha do progresso da estrutura psicológica do País, este estará em rumo ascendente. Sempre que, pelo contrário, a alma nacional evoluir em sentido oposto à sua vocação e à sua estrutura psicológica, o declínio será inevitável.

(…) Usamos a expressão “alma nacional”. Evidentemente, trata-se de uma metáfora destinada a designar um conjunto de disposições psicológicas que existem em todos os indivíduos de uma mesma Nação e que constituem, pois, a característica psicológica da própria Nação.

Essas disposições psicológicas engendram costumes, sistemas artísticos e instituições políticas impregnados a fundo da psicologia nacional.

Alterada esta, a vida artística, social, cultural e política se alterarão inelutavelmente. E no dia em que a alteração tiver sido completa, a Nação terá perdido, até certo ponto, a identidade consigo mesma.

* * *

Estas palavras parecem escritas para esse Brasil pós PT: quiseram esquartejar nosso Território e destruir a nossa Brasilidade.

Aqui está, a nosso ver, a razão última que levou milhões de brasileiros descontentes às ruas desde as históricas manifestações de 2015: devolvam o nosso Brasil, devolvam a nossa brasilidade, devolvam a alma nacional.

Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, nos fez levantar e reagir contra essa desfiguração do nosso País.

Peçamos a Ela que nos ajude e saibamos agora não parar a meio caminho: reconstruir nossa brasilidade é o desafio desta geração. Como proceder?

Voltaremos ao tema.


Nota: 1. http://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG%20390702_OCONC%C3%8DLIO.htm