Ainda a brasilidade

Estamos comentando o significado profundo de um slogan presente nas manifestações do Brasil autêntico que culminaram no impeachment de Dilma Roussef e na pressão pacífica e ordeira a favor da prisão de condenados na 2ª. Instância: devolvam o meu Brasil.

Um slogan malfazejo caiu por terra

A esquerda (favorecida por pseudo moderados de vários partidos), useira e vezeira de artimanhas e manobras de toda sorte – algumas delas já desmascaradas pela Lava Jato – tentava desanimar a reação com um slogan que foi finalmente vencido: “nesse Pais tudo acaba em pizza”.

Sejam dadas graças a Deus: devolvam o meu Brasil derrotou os céticos, derrotou os cripto comunistas, derrotou a velha modorra e entrou em cena com um novo fator: foi-se o tempo em que tudo terminava em pizza.

Nossa vitória sobre o efeito pizza em nada se parece com a de Júlio César que, em missiva ao Senado Romano, assim descreveu sua vitória no Reino do Ponto: “Veni, vidi, vici” – “Vim, vi, venci”. Nós, brasileiros, vencemos de um outro modo.

Todos nós sabemos que a regeneração do Brasil, após dezenas de anos de desagregação moral, social, institucional (a era petista foi o último e pior estágio) não se fará à maneira do imperador romano: “Vim, vi, venci”.

Regenerar a brasilidade: desafio desta geração

Sem dúvida, a renovação da classe política já defendida em livro de vasta repercussão nacional, por ocasião de Constituinte 1988, tomou redobrada atualidade em vista dos escândalos financeiros que ainda sacodem o nosso País(1).

“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil.”, Leão XIII, Encíclica “Immortale Dei”. Iluminura da página do livro Les Très Riches Heures du Duc de Berry (1416) referente ao mês de setembro no hemisfério norte.

Entretanto, a regeneração da brasilidade não se fará principalmente na esfera política, nas leis ou nos decretos. Em célebre conferência, em Belo Horizonte, contra a Reforma Agrária de Jango, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira afirmou: “o senhor quer me fazer a gentileza de dizer qual é o seu programa para a solução dos problemas sociais?E ele (um demagogo ao estilo petista, diríamos nós) dizia:Eu não quero outra coisa senão o bem de todos”. Se não fosse violar as regras da cortesia que até aos demagogos se devem, eu gostaria de dizer a ele o seguinte: o senhor é legislador, o senhor teria coragem de fazer uma lei assim: Artigo 1º: Fica estabelecido o bem de todos…. [risos prolongados] Artigo 2º: Revogam-se as disposições em contrário…

A regeneração do tecido social brasileiro não se fará à maneira de Júlio César. As gerações precisam ser formadas com base nos princípios morais. É preciso revitalizar os pilares da nacionalidade: tradição, família, propriedade. Recomendamos a nossos leitores os artigos do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre os valores básicos de nossa civilização(2).

Uma sábia ação descentralizadora

Mas, seria o caso de se perguntar se, depois de alguns anos de violentíssima torção de toda a vida econômica e social, a verdadeira sabedoria não consistiria, ao menos em larga escala, em abster-se em matéria econômica e social de novas intervenções falseadoras, permitindo que a liberdade e espontaneidade de ação dos particulares reconduzisse lentamente a sociedade a um regime real e não fictício, espontâneo e não forçado, vital e não apenas artificial?

Julga o leitor que esse trecho ajudaria os nossos futuros governantes no processo de des-socialização do Brasil?

Essa sábia ação descentralizadora precisa ser cobrada de nossos candidatos. Assim se ajuda a construir o Brasil. Por ai encontraremos a nossa brasilidade.

Quando foi escrito, quem é o autor? Voltaremos ao tema.


Notas:

(1) http://www.pliniocorreadeoliveira.info/Constituicao_0000indice.htm#.WtVJjojwYuU
(2) http://www.pliniocorreadeoliveira.info/FSP%2069-04-24%20Familia.htm#.WtUlh4jwYuU

 

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