Então Deus disse

Nilo Fujimoto
Esse trecho do Gênesis, tão bonito quanto conhecido, me veio à mente quando eu refletia sobre a foto que está no fim deste artigo, depois da última linha. O contraste com a primeira foto é simplesmente chocante…
E Deus disse:
«Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele domine os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra».(Gênesis 1,26)
ANGELICO, Fra – Fragmento do afresco Sacra Conversazione – c. 1450 – Convento di San Marco

A Idade Média foi o período histórico em que a Cristandade mais caminhou rumo à perfeição, conforme o próprio Nosso Senhor indicou: “Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai que está no Céu” (São Mateus 5,48).

Engendrou uma alta civilização: a cultura levou à fundação das grandes universidades; na arte, o gótico, o esplendor dos castelos e catedrais; o ideal de cavalaria, culminado nas Cruzadas, simbolizou a elevação de princípios e austeridade na defesa do bem. Inigualáveis obras de caridade, com o surgimento dos primeiros hospitais. Amoldou mentalidades geradoras de todas as perfeições.

O prof. Plinio Corrêa de Oliveira assim comenta esse movimento vivificador nas almas, a propósito do Menino Jesus num fragmento de um afresco de Fra Angelico: “No centro de todas as cores, de todas as belezas, existe a face adorável de Nosso Senhor Jesus Cristo; no centro da face adorável de Nosso Senhor Jesus Cristo, existe o olhar dele, requinte e compêndio de toda a face.”

Nosso Senhor conversa com quem imerge no olhar dele, límpido, afável, sereno, aveludado quase, mas no fundo com uma retidão, uma firmeza e uma força que enchem a pessoa ao mesmo tempo de encanto e de confiança.

“Vê o mais fundo de nossos defeitos, mas  também o melhor de nossas qualidades.”

Uma sociedade que buscava defender os direitos de Deus.

Em sentido diametralmente oposto, a renúncia aos ideais modelados pela Igreja produziu sucessivas decadências. Hoje enfrentamos a tentativa de criar outro ser humano. É a defesa dos “direitos humanos”. Direito à aceitação –se não imposição– desta figura por exemplo. Na defesa dos direitos humanos do PNDH3 está – um linguajar pernóstico – a “desconstrução da heteronormatividade”.

Da maneira como as coisas andam, quem garante que no PNDH-4, sob pretexto de “direitos humanos”, seja criminalizada a “horrorfobia”, isto é, a repulsa das coisas horrendas e abjetas? Alguém dirá que é exagero. Respondo: basta analisar as fotos de certos festivais, cada vez mais alardeados, de sado-masoquismo.

Desculpe-me, leitor, mas convido-o a ver a foto abaixo

“Se o diabo existe é muito parecido ao Caim” – Episódio de Tabu National Geographic Channel mostrando deformações realizadas por pessoas em si mesmas.