Comemoramos o 12 de outubro, dedicado à nossa Padroeira, Nossa Senhora Aparecida. À Ela as nossas preces para nós mesmos, nossas famílias e um apelo: salvar a Terra de Santa Cruz.
Estamos plena disputa eleitoral; haveria uma intenção que poderíamos incluir em nossas preces a Nossa Senhora?
O MAL DAS FAKE NEWS
Pode causar surpresa ao leitor, mas tenhamos em vista também a erradicação de Fake News. É o contrário da lealdade que devemos ter para com Deus, com a Pátria, com os nossos irmãos. Brasil católico não é terra para germinar mentiras.
Fake News é uma forma light de encobrir a abominação da mentira? Desde uma brincadeira com um amigo até inventar as piores calúnias contra adversários ou criar uma bateria de mentiras contra o opositor político…
Em sentido contrário diz a Escritura: “Os lábios mentirosos são abominação para o Senhor, mas os que procedem fielmente agradam-lhe.” (Pr. 12-22). Deus tem horror à boca mentirosa.
O que dizer da moralidade pública quando “fake News” passa a ser arma política¿
Honra, lealdade, veracidade, espírito cavalheiresco são palavras (que indicam comportamento moral) eram pilares do comportamento humano, até em povos pagãos.
A HONRA DO CAVALEIRO CRISTÃO
O cavaleiro era respeitado e amado. Mesmo entre os infiéis o prestígio da instituição era extraordinário. Seus brasões e cruzes infundiam terror e admiração.
Na cruzada de São Luís contra o Egito deu-se um episódio característico.
Em Forescour estavam os prisioneiros cristãos, inclusive São Luís. No meio dessa angústia, Octai entrou na tenda São Luís com a espada ensangüentada.
O maometano disse: “Almoadam já não existe. Que me darás por ter-te libertado de um inimigo que premeditava a tua ruína e a nossa?”
São Luís nada respondeu.
O infiel apontou-lhe a espada, e exclamou irado: “Não sabes que eu sou senhor de tua pessoa? Faze-me cavaleiro, ou serás morto!”
São Luís respondeu então: “Faze-te cristão, e te farei cavaleiro”.
Octai retirou-se, sem fazer mal a São Luís.
Um pagão ainda admirava o cavaleiro cristão.
VERGONHA DE NOSSO TEMPO
Foi-se a honra, foi-se a veracidade, foi-se a dignidade da verdade?
Essa guerra de “Fake News” é uma guerra de desonra. Devemos medir o abismo moral em que caíram certos setores dos mais decisivos em nossa Pátria.
Quando desejamos a renovação da classe política, reservemos um lugar especial, vamos dar uma primazia à honra, à dignidade, à veracidade. Em pleno debate dos Constituintes em 1987-1988, publicou o Dr. Plinio um apelo à renovação da classe política. (1)
Esse livro teve uma divulgação espetacular, exatamente porque acertava no alvo: o brasileiro estava cansado, angustiado, diante da falta de perspectivas para nosso País. Mas, ainda não era a guerra suja das fake news.
No livro, essa conclusão cheia de esperança: “Essa Proposta, a TFP a deposita aos pés de Nossa Senhora Aparecida, à qual ergue a súplica comovida e confiante: Rainha do Brasil, salvai nossa Pátria!”
Quarenta anos depois, podemos verificar que, em parte, está havendo uma renovação da classe política: temas como a ascensão dos Valores Morais, dos postulados católicos, da lealdade, da transparência vão ganhando espaço.
E a esquerda, coerente com seu credo materialista, mostra cada vez mais a sua fisionomia bem oposta, é preciso dizer, aos princípios de honra do cavaleiro medieval. Esse culto às “fake News” é um atestado de falência, é um atestado de desonra.
Palavras de esperança
Esse ainda será um grande País, insistia o Dr. Plinio. Nós cremos, o Brasil ainda realizará a sua missão providencial no âmbito das Américas e em todo o mundo livre.
Nesse dia, consagrado à Padroeira do Brasil, voltamos nossas preces à Nossa Senhora Aparecida que salvará a terra de Santa Cruz.
(1) https://lnx.pliniocorreadeoliveira.info/livros/1987%20-%20Projeto%20de%20Constitui%C3%A7ao.pdf




