Sobre índios,“índios” e índio$

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Qual é o verdadeiro índio? De fato, há muita hipocrisia por aí. Procurarei colocar uma pequena ordem nesta confusão, agrupando-os numa árvore com seis ramos principais.

  1. O índio de nossos pais, expresso no I-Juca-Pirama de Gonçalves Dias.

Nesta última obra, o velho índio repreende o filho: Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o covarde do forte; Pois choraste, meu filho não és! Assim dizia o velho índio ao filho. É bonito, mas ninguém atribui, a essas linhas, foros de autenticidade ( pois se sabe que o verdadeiro índio não é bem assim), como também ocorre com a opera “O Guarani”, de Carlos Gomes, etc.

  1. O indígena candidato a agitador, nas “tabas” do CIMI e da FUNAI. Verdadeiros ou falsos, eles portam moto-serras (índio de moto-serra!), celulares, notebooks debaixo dos braços! Tudo pronto para se tornarem um sem teto, sem terra, um sem reservas latifundiárias do tamanho de países, ou um “sem alguma coisa”, pronto para a agitação urbana ou agrária.

Afirma o antropólogo Edward M. Luz que “um contingente cada vez maior da parcela pobre das populações mestiças cede aos encantos e estímulos do discurso pró-etnias, promovido por ONGs, antropólogos e engenheiros sociais comprometidos com a re-etnicização […] Isto é a mercantilização de direitos em troca de benefícios estatais ou organizacionais”. Uma “verdadeira perversidade praticada em relação a essas populações”.

  1. É impossível não mencionar a essa altura o pseudo-índio a procura de vantagens, como mostrou, há anos atrás, o cacique deputado Juruna.
  1. Nossos dias assistiram o surgimento de um novo personagem internacional: o índio “colonizador”. Sim, “imperialista”, ele ou alguém por ele. Senhor de grandes “colônias”, ele obteve terras que equivalem a quase duas vezes a extensão de França, pois as reservas que lhe foram sendo concedidas sobem ao astronômico número de 1,1 milhões de km2. para 250 mil índios.

Os antigos colonizadores gastavam anos em caravelas para conquistar um décimo ou um vigésimo do que obtém um “colonizador” moderno com uma simples declaração, verdadeira ou falsa, de que pertence a um clã de índios.

Em entrevista para Catolicismo1, o antropólogo Edward M. Luz denunciou um “aparelho especializado em fraudar e adulterar o sistema de demarcação das terras indígenas”. E acrescenta: “é um sistema poderoso, capaz de corromper e convencer muita gente”.

Para a International Union for Conservation of Nature (IUCN), os 11 países com mais de dois milhões de quilômetros quadrados existentes no mundo (China, EUA, Rússia etc.) dedicam 9% em média de seus territórios às áreas protegidas. Com quase 30%, o Brasil é o campeão mundial da preservação”.2

  1. Outros elementos na extensa galeria dos índios com ou sem aspas, são os estrangeiros que se fazem passar por índios brasileiros. Afirma Edward Luz que existe o “processo ilegal no País de peruanos e bolivianos em quantidade”, o que vem se intensificando nos últimos anos. “Têm a esperança de aqui serem reconhecidos como indígenas e receberem as benesses asseguradas aos nossos índios”.3

  2. Qual é então, o verdadeiro, o muito verdadeiro índio? É aquele cujo sangue grande número de brasileiros têm em suas veias, aquele que os missionários civilizaram – no tempo em que todos eles … civilizavam.

Para fazer nossas mentes repousar de tantos e tão repugnantes obsurdos, incluímos com grande satisfação o que segue.

É conhecida a propensão dos autênticos indígenas para a devoção a Nossa Senhora. De que é um belíssimo exemplo o nome de uma cidade gaúcha: Tupanciretã. Uma vez que estamos falando de autenticidade dos índios, terminamos estas brevissimas linhas com um trecho do hino lá dessa boa terra:

Charruas e Guaranis
Adotaram Pai Tupã.
Prá eles Ci era mãe,
A terra era Etã.
E desta etmologia,
Juntando os encantos teus,
Nasceu Tupanciretã
A Terra da Mãe de Deus.
São lindos os encantos teus
Minha Tupanciretã
Ó Terra da Mãe de Deus!4

Só nos resta exclamar: salve ó índios verdadeiros, co-fundadores do Brasil!

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1 – Nº 763, de julho do corrente.

2 – Evaristo Eduardo de Miranda, Doutor em ecologia, coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (GITE) da Embrapa. Site IPCO, 9-7-14.

3 – Ibid.

4 – Letra de: Amândio Vaz Gomes. Música de: Rivair Pires de Almeida.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom
    Ainda teremos que nfrentar uma guerra por causa da atuação das ONGs e das traições do Collor, do FHC e do Lula
    Por incrível que pareça a Dilma é a “menos ruim”. GF

     

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