Lições da História: Hitler começou pela invasão da Áustria

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A História nos fornece lições: a sabedoria nos convida a aprender com elas. A tentação do expansionismo ditatorial continua se bem que Hitler não esteja no poder. Xi Jinping cobiça Taiwan e enforca a liberdade em Hong Kong. Putin, após abocanhar a Crimeia, em 2014, lança agora suas tropas para a fronteira da Ucrânia.

A Rússia é conhecidamente uma aliada da Venezuela.

O governo russo, aliado de Maduro, elogiou as eleições “transparentes”. “O processo eleitoral foi organizado de forma mais responsável e transparente do que em certos países que costumam se apresentar como um exemplo de democracia”, afirmou, em nota a chancelaria russa. https://ipco.org.br/russia-de-putin-legitima-eleicoes-na-venezuela-reacao-do-brasil/

Perguntamos: Putin aproveitou o centenário da Revolução comunista (2017) a fim de pedir perdão pelo passado da URSS? Condenou ele a revolução bolchevista?

Remetemos nossos leitores para o artigo de Péricles Capanema, em nosso Site, “Putin desfaz ilusões” publicado em “New Europe” em que o líder russo expõe suas convicções e orientação política. https://ipco.org.br/putin-desfaz-ilusoes/

Vejamos as lições da História.

Pretextos expansionistas de Hitler

Da esquerda para direita: Chamberlain, Daladier, Hitler, Mussolini e Ciano após a assinatura do Acordo de Munique.

O ano crucial da crise europeia foi 1938. Em 11 de Março teve lugar a invasão da Áustria e a sua ocupação pela Alemanha, que a História registrou com o nome de Anschluss. Este foi o primeiro acto da Segunda Guerra Mundial (1)

Assim comentava o Prof. Plinio: “O dramático desaparecimento, do mapa europeu, da Áustria católica, esmagada com criminosa brutalidade pelo tacão da bota nazista, torna oportuno um retrospecto político que fazemos com a alma indignada e o coração em sangue.”

Em 1938, consolidado o eixo Roma-Berlin, Hitler começa a exigir imperiosamente a anexação da Áustria à Alemanha. A Itália manifesta discretamente seu agrado. As chancelarias inglesa e francesa franzem a testa.

Schuschnigg, o imortal sucessor de Dollfuss resiste tanto quanto pode. No entanto, em um gesto brusco e inesperado, com violação de todos os princípios, com profanação ultrajante dos brios de toda a Europa, Hitler, novo Juliano Apóstata, se apodera da Áustria infeliz.

Imediatamente a paganização começa. Dois Arcebispos são aprisionados, todas as associações de moços católicos são dissolvidas, nazistas paganizantes são instalados no governo e todos os meios de influenciar a opinião são colocados nas mãos desses pagãos. É esta a situação da Áustria! (2)

Mussolini endossa a invasão da Áustria

“Mussolini, deitando por terra a sua tomada de posição de 1934 quando, para evitar a anexação da Áustria, tinha enviado divisões alpinas à fronteira de Brenner, desta vez aprovou a acção de Hitler. Para celebrar a amizade ítalo-germânica, o Führer realizou uma visita oficial a Itália de 3 a 9 de Maio de 1938. Naquela ocasião, Pio XI recolheu-se a Castelgandolfo, fora do período costumeiro, para, como afirmou, não ter de assistir, “no dia da Santa Cruz”, à apoteose “de uma cruz que não é a de Cristo” (3).

França e Inglaterra se omitem

“O que faz a Inglaterra? Enquanto as tropas alemãs se preparam para invadir a Áustria, enquanto Schuschnigg apela para toda a Europa contra a prepotência de que sua pátria está sendo vítima, o Sr. Von Ribbentropp, Ministro do Exterior do Reich, oferece em Londres uma grande recepção, à qual comparecem 600 personalidades da “elite inglesa”. “Delenda est Britania…”

“A França, a gloriosa primogênita da Igreja, dileta entre todas e valente como nenhuma, está vitalmente interessada na manutenção da independência austríaca, porém não pode intervir. É que os comunistas se incumbiram de provocar uma crise ministerial na França, exatamente no momento em que isto facilitará a ação de seu pseudo-adversário, o sr. Hitler. É em grande parte aos comunistas franceses, com o sr. Hitler, que este deve seu sucesso.

“Quanto a Mussolini, em cujas mãos está a direção de um dos mais nobres e católicos povos da terra… nem é bom falar. Um telegrama benevolente e generoso do Führer o recompensa: “Mussolini, não me esquecerei de vosso gesto”.

“Deus também não se esquecerá… e a hora dele chegará.” (4)

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A História nos fornece lições: a sabedoria nos convida a aprender com elas. A tentação do expansionismo continua se bem que Hitler não esteja no poder. Xi Jinping cobiça Taiwan e enforca a liberdade em Hong Kong. Putin, após abocanhar a Crimeia lança suas tropas para a fronteira da Ucrânia.

Irão as potências ocidentais imitar o exemplo suicida de Neville Chamberlain e Daladier face ao expansionismo de Hitler? Haverá aqueles que preferem seguir Mussolini apoiando a invasão da Áustria?

Deus Nosso Senhor tenha misericórdia do Ocidente e evite essa capitulação.

(1) https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Cruzado0208.htm

(2) https://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG_380320_conjuracao_cesares.htm

(3) https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Cruzado0208.htm

(4) https://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG_380320_conjuracao_cesares.htm

Mais do que qualquer argumentação, este retrospecto provará a solidariedade com que os Césares totalitários e os sinédrios liberais trabalham para crucificar mais uma vez o Salvador, representado hoje pela Santa Igreja.

Com o Anschluss, o Estado austríaco foi praticamente varrido do mapa da Europa (95). Com “a alma indignada e o coração em sangue”, Plínio Corrêa de Oliveira denunciou, em artigo de cinco colunas na primeira página, o “dramático desaparecimento do mapa europeu da Áustria católica” (96).

No número 289 do Legionário, de 27 de Março de 1938, apareceu em primeira página uma imagem do Coliseu, com a notícia de que o grande monumento teria sido iluminado em honra da visita de Hitler a Roma. “O Coliseu, testemunha multi-secular do martírio dos primeiros cristãos e da insaciável crueldade do paganismo, será iluminado em honra do perseguidor dos cristãos dos nossos dias e restaurador do paganismo na Alemanha… com uma forte luz vermelha!”

Em 12 de Setembro de 1938, depois da anexação da Áustria, ocorreu a dos Sudetos. Para impedir que a situação se precipitasse, o primeiro ministro britânico Neville Chamberlain deslocou-se pessoalmente a Berchtesgaden para negociar com o Führer. Plínio Corrêa de Oliveira não tinha ilusões: “A guerra –escrevia naquela ocasião– é uma questão de dias, ou de meses, mas fatalmente explodirá (…). Enquanto Hitler estiver no poder, ela será inevitável” (98).

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