Majestade de Deus e dignidade do homem: lição (do Rei Davi) aos adoradores da Pachamama

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Os endeusadores da natureza, os ecologistas fundamentalistas, a ecoteologia, os cultuadores da Pachamama estão frontalmente contra o ensinamento da Sagrada Escritura.

Vejamos o que nos diz o Rei Davi, no Salmo 8.

Majestade de Deus e dignidade do homem

2 “Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, tu que elevaste a tua majestade acima dos céus. 3 Da boca das crianças e meninos de peito fizeste sair louvor contra os teus adversários, para reprimir o inimigo e o agressor. 4 Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas, que tu criastes, 5 (exclamo):

[em seguida vem a dignidade do homem]

“Que é o homem, para te lembrares dele? ou que é o filho do homem, para cuidares dele? 6 Tu o fizeste pouco inferior aos anjos, de glória e de honra o coroaste; 7 deste-lhe o mando sobre as obras das tuas mãos, sujeitastes todas as coisas debaixo de seus pés: 8 Todas as ovelhas e todos os bois e, além destes, os outros animais do campo, 9 as aves do céu e os peixes do mar; tudo o que percorre as veredas dos oceanos. Louvor a Deus, que derrotou os inimigos de David e que nunca abandona os aflitos.”

A dignidade humana, o fato de ser batizado, de ser filho da Santa Igreja toma outra dimensão, tão diferente do conceito progressista divulgado pelo Sínodo da Amazônia.

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Como observa o Pe. Matos Soares, “Deus é admirável no céu e na terra, mas principalmente no homem.” O homem é a obra prima da Criação. Por certo, Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe Santíssima, estão no ápice dessa hierarquia.

E a finalidade dos seres irracionais é servir ao homem: “deste-lhe o mando sobre as obras das tuas mãos, sujeitastes todas as coisas debaixo de seus pés“. Claro, o homem virtuoso serve-se da natureza segundo a sabedoria e as demais virtudes cristãs.

O homem não depreda a natureza por causa de um “direito” intrínseco desta mas por ser ela uma obra saída das mãos de Deus.

Longwood gardens – Pennsylvânia, EUA

A Natureza não é um deus, nem tem partículas divinas. Como ensinam os doutores da Igreja, notadamente São Boaventura, nela estão os reflexos da perfeição divina.

“Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Porém, Eu vos digo: nem o Rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles.” (Mt 6, 28-30).”

Vejamos o comentário de São Boaventura:

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A Criação do mundo é como um livro no qual resplandece, manifesta-se e se lê a Trindade criadora em três graus de expressão, isto é, como vestígio, como imagem e como semelhança” (São Boaventura, Breviloquium, 2-12).

Aos interessados em conhecer melhor a “Quarta Via”, o amor de Deus através das coisas criadas, sugerimos https://ipco.org.br/elevar-se-ate-deus-atraves-das-coisas-criadas-sagrada-escritura-sao-tomas-sao-boaventura-ii/

Fonte: Biblia Sagrada, Pe. Matos Soares, VIa. edição, Porto (Sl. 8, 2-10)

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