Neste último domingo, dia 2 de dezembro, houve a Marcha pela Vida Brasil, na Av. Paulista em São Paulo. A manifestação tinha como objetivo a defesa da vida humana desde a concepção e o fim do ativismo judiciário.

Através desse ativismo judiciário, alguns juízes não apenas julgam as leis, como seria o normal, mas chegam até mesmo a legislar como se fossem do Poder Legislativo. Entre outros absurdos, esse ativismo está sendo usado para ampliar ou legalizar o abominável pecado de aborto no Brasil.

Durante a manifestação do último domingo, do alto de um carro de som, ilustres oradores dirigiram-se aos presentes encorajando-os ao bom combate em defesa da vida inocente, desde a concepção até a morte natural.

Vários deles destacaram a importância desse combate, sobretudo porque há deputados no Congresso Nacional, bem como juízes e ministros do Judiciário, que promovem projetos ou julgam leis para permitir a execução do nascituro no ventre materno.

Por exemplo, os defensores do aborto, através da ADPF 442, atualmente em curso no Supremo Tribunal Federal, querem descriminalizar a prática abortiva até a 12ª semana de gestação. Outros, ainda mais extremados, atuam para se obter que a lei permita o aborto até mesmo no 9º mês de gestação!

Para barrar tais projetos que atentam contra as Leis de Deus, cooperadores do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira participaram da manifestação e distribuíram folhetos sobre um abaixo-assinado a favor de uma Emenda Constitucional a fim de se proteger a vida dos nascituros.

Em nome do IPCO, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, fez um discurso de saudação aos presentes e lembrou que o aborto, acima de tudo, é uma grave ofensa a Deus Nosso Senhor. A indignação por esta grave violação dos Direitos de Deus deve ser o principal motivo pelo qual devemos rejeitar o aborto!

A falsa alternativa da contracepção

Na tentativa de desvirtuar o debate sobre a importância dos Valores que cercam a Família e a Vida, o lobby pró-aborto procura transmitir a idéia de que a prevenção ao aborto seja entendida como prevenção à gravidez.

No entanto, o principal motivo pelo qual defendemos a Vida é o respeito à Lei Moral criada por Deus Nosso Senhor. O debate no plano médico e jurídico têm sua importância mas não deve ser tido como principal.

Sobretudo por ser esta uma das principais táticas do movimento abortista – transformar o aborto em “questão de saúde pública”. Na verdade, o aborto é uma gravíssima questão de Moral.

Além disso, há uma outra tática do lobby pró-aborto tentando confundir “prevenção ao aborto” com “prevenção da gravidez”. Isso não é apenas um grave erro, mas traz consequências funestas para toda a sociedade.

Na “Instrução Sobre o Respeito à Vida Humana Nascente e a Dignidade da Procriação”, a Congregação para Doutrina da Fé explica: “a contracepção priva intencionalmente o ato conjugal da sua abertura à procriação e, dessa forma, realiza uma dissociação voluntária das finalidades do matrimônio, isto é, as dimensões unitiva e procriativa”.

E o Catecismo da Igreja Católica nos diz que, ao salvaguardar “esses dois aspectos essenciais, unitivo e procriador, o ato conjugal conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro, e sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade”. (Catecismo, n. 2369). Por isso, qualquer tentativa de separar a dimensão unitiva da procriativa resulta em grave atentado à Vida.

Os métodos anticoncepcionais são, pois, completamente ilícitos, pois atentam contra o maior dom da pessoa, a vida.

A Castidade é a verdadeira e única solução

Em sua fala no Seminário sobre a ADPF 442/STF, o padre Rafael Solano, doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, criticou a distribuição de métodos contraceptivos pelo Estado e defendeu a castidade. Também afirmou que todo tipo de planejamento familiar, especialmente regulado pelo Estado, destrói a consciência da liberdade das pessoas.

É impressionante perceber como num país carregado de alegria e esperança como o Brasil, quando chega o Carnaval, aquilo que se oferece para a população são [preservativos] e pílulas do dia seguinte para destruir a consciência de uma das maiores virtudes, que é a castidade. Falar em castidade hoje mais do que nunca é algo urgente.”

E continua: “os jovens estão se perdendo para a pornografia nas redes sociais” e há um pensamento patológico na sociedade atual em que “o corpo está sendo exposto e princípios como pudor e dignidade foram completamente eliminados“.

A única solução verdadeira para o pecado de aborto, bem como de homossexualismo, imoralidade, drogas e tantos outros horrores que assolam nossa sociedade decadente e sensual está em uma verdadeira renovação Moral.

A Santa Virtude da Castidade, bem compreendida e praticada, é a única capaz de minar a podridão da sensualidade.  Sobretudo em um mundo onde o vício e o pecado são a norma em todos os lugares.

Agora, se dermos ouvido ao movimento abortista, argumentando no campo estritamente técnico, e ignorarmos a radical necessidade da Santa Virtude da Castidade, cedo ou tarde, o aborto estará implantado em nosso amado Brasil.

Foi este o infeliz caminho trilhado por outras nações e é para evitar essa derrocada que lutamos.

Assine você também a petição por uma PEC que defenda eficazmente o nascituro.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Nesta manhã e neste momento estou lendo o Salmo 18. A tradução que consulto agora começa assim: “Eu te amo, ADONAI, minha força! ADONAI é minha Rocha, minha fortaleza e libertação, meu Deus, minha Rocha, em quem encontro abrigo, meu escudo, o poder que me salva, minha força. Clamo a ADONAI, que é digno de louvor; e sou salvo dos meus inimigos”. É surpreendente que tantas pessoas tenham marchado na Avenida Paulista no último dia dois de dezembro para clamar contra o crime hediondo do aborto. Contra os inimigos da VIDA que a ameaçam na sua fase mais delicada e mais sublime; o nascituro, rocha de ADONAI em miniatura, portando, ADONAI é digno de Louvor também na Família que Ele estabelece para honrá-Lo, no nascimento da criança que enaltece e engrandece a HUMANIDADE na sua manifestação mais plena. Não ao crime do aborto! Não à pedofilia! Não à agenda homossexual! Não à Ditadura Gay! Sim à VIDA, à DIGNIDADE DA VIDA! Ao PODER QUE SALVA A VIDA!

     

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