Tudo indica que, sob pretexto de combater o novo coronavírus e proteger o “bem comum”, pretende-se impor a todos os países uma governança mundial totalitária. Junto com o vírus chinês, grassa mundo afora uma epidêmica histeria coletiva, que leva a fechar igrejas, arruinar economias e famílias, paralisar cadeias de suprimentos, falir empresas, causar recessão, milhões de desempregos e muita pobreza.

A grande mídia vem se superando cada vez mais em sua capacidade de espalhar o pânico e informações contraditórias. Encarrega-se de ir predispondo as pessoas para o período pós-pandemia, por ela denominado “novo futuro” ou “nova normalidade”.

Assim, vai induzindo as pessoas a aceitarem submissamente um controle ainda mais rígido. Nisso se inclui a delegação de poderes tiranizantes a organismos internacionais, para intervirem a seu bel-prazer nos governos locais, indicando o rumo que todos devem seguir.

Entretanto, cresce na opinião pública uma apreensiva e contrafeita rejeição a tal governo, imposto com poderes ditatoriais, que cercearia nossa liberdade, por exemplo, de ir e vir (equivalente, portanto, ao estado de sítio). Por isso levantam-se reações conservadoras contra a tão propalada “Nova Ordem Mundial”.

Neste período de pandemia, muitas máscaras de figuras públicas (não as máscaras “anti-pandemia”) estão caindo, pois falam abertamente que a globalização despótica será imposta de qualquer jeito, a qualquer custo; e que, se não for por bem, será “na marra”.

Será o objetivo disso conduzir-nos a uma “nova ordem” como a que vigora amplamente na China, onde o regime comunista vigia tudo ininterruptamente? Ali todos os passos de cada um são controlados — o que comprou, onde e com quem esteve, o que falou, o que leu etc. Além dos celulares, um desses controles é realizado por meio de 200 milhões de câmeras de vigilância instaladas em todos os logradouros, 24 horas por dia, interconectadas com uma sofisticada central com tecnologia 5G.

Sobre este momentoso tema trata a matéria de capa da edição deste mês da revista Catolicismo*. O autor é o Dr. Adolpho Lindenberg [foto], fundador da construtora que leva seu nome, e presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Dr. Adolpho — que entre os colaboradores de Catolicismo é o decano — expõe o que se pretende com a implantação de um tirânico “governo mundial” e a reação que se desenvolve contra isso, presente também na crescente “onda conservadora”.

O tal “novo futuro”, dentro da chamada “nova ordem”, é o que se planeja impor, levando-nos a perspectivas sombrias, inclusive as mais sangrentas perseguições religiosas. Bem outro, no entanto, é o esplendoroso futuro que almejamos, pois nossas esperanças encontram-se unidas aos Sagrados Corações de Jesus e Maria. E nossas disposições são bem retratadas pelo hino das Congregações Marianas: “De mil soldados não teme a espada / Quem pugna à sombra da Imaculada”.

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*Fonte: Catolicismo, Nº 834, Junho/2020. Para fazer uma assinatura da revista, envie um e-mail para:

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