“Só ocupar terras não muda mais a correlação de forças. O MST precisa das alianças com a cidade”, afirma Stédile ao admitir que a reforma agrária clássica, baseada em invasões, acampamentos e distribuição de terras, pela qual o movimento lutou por três décadas, está ultrapassada e perdeu a oportunidade histórica
“Só ocupar terras não muda mais a correlação de forças. O MST precisa das alianças com a cidade”, afirma Stédile ao admitir que a reforma agrária clássica, baseada em invasões, acampamentos e distribuição de terras, pela qual o movimento lutou por três décadas, está ultrapassada e perdeu a oportunidade histórica

E se colocassemos elementos da nossa turma para julgar conflitos, rurais e não-rurais, para termos “boas” sentenças? Nada de Judiciário!

— A ideia é boa, mas precisa ter um disfarce qualquer…

— É só encontrar um nome adequado. Pelo nome se “engole” muita coisa.

— Que tal “mediador”? palavra simpática que insinua alguém que teoricamente quer o bem de ambas as partes.

— Boa ideia!. Mas… como fazer para ela “pegar”?

— Muito simples, providenciar que algumas autoridades a endossem!

Terminada a imaginária, a falsa, a inventiva, a completamente fantasiosa conversa acima entre raposas da extrema esquerda, chegou a hora de pôr mãos à obra. E várias personalidades de altos postos o fizeram. Forneço ao leitor, malgrado a exiguidade do espaço, uma pequena coletânea do que saiu:

  • Página do Ministério da Justiça na Internet: O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, corroborou uma tese segundo a qual as disputas por terra entre seus legítimos donos e os chamados “povos tradicionais” que a reivindicam deveriam ser resolvidas não mais no âmbito do Judiciário, e sim por meio de “mediação”. Ele chegou a defender a criação de uma “escola de mediadores“.1

Essa animadversão contra o fazendeiro não corresponde à popularidade da classe”,afirmou com toda razão Plinio Corrêa de Oliveira2. Mas vejamos:

  • A respeito das tais “escolas de mediadores” num seminário intitulado “Conflitos Fundiários em Debate”, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, corroborou uma tese segundo a qual as disputas por terra entre seus legítimos donos e os chamados “povos tradicionais” que a reivindicam deveriam ser resolvidas não mais no âmbito do Judiciário, e sim por meio de “mediação”. Ele chegou a defender a criação de uma “escola de mediadores“. A. (Seminário “Conflitos Fundiários em Debate”).3

  • A nova fase do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é urbana, é a dos sem-teto, e traz mudanças nas táticas e no espaço onde se dará a luta pela terra nos próximos anos, segundo o economista João Pedro Stédile, princípal dirigente do movimento:

Só ocupar terras não muda mais a correlação de forças. O MST precisa das alianças com a cidade”, afirma Stédile ao admitir que a reforma agrária clássica, baseada em invasões, acampamentos e distribuição de terras, pela qual o movimento lutou por três décadas, está ultrapassada e perdeu a oportunidade histórica (grifamos).4

Se fracassaram no campo, vão agora fracassar nas cidades? Você aceita? O que vem por aí?

  • Os juízes alternativos – antecessores dos assim chamados “mediadores” — por princípio não eram imparciais. “A alternatividade assume sua não-neutralidade”. Esta frase é de Amilton Bueno de Carvalho, expoente doa direito alternativo, que. investe, pois, contra a imparcialidade. “Tal ideia de justiça ‘neutra’ leva, em consequência, a se tentar fazer crer que aplicador desta justiça também neutro é. Diz-se, pois, que o Juiz é neutro como se isso possível fosse”.5 Ora, neutro aí significa imparcial!
  • Nesta quarta-feira (19/2), o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) participou do 1º Seminário Diálogos sobre Justiça. Na ocasião, disse que “há uma mentalidade dentro do aparelho do Estado que se posiciona claramente contra tudo aquilo que é insurgência”. Ou seja, é favorável a tudo quanto seja insurgência.

Na Rússia do tempo de Lênin, foi dado o histórico brado: “Todo poder aos soviets”. Veremos isto? Como diz o provérbio,”tua desconfiança é tua segurança”! Tudo depende da capacidade do povo brasileiro de ter olho vivo e resistir a iniciativas como a que vimos analisando.

Além dos sem-terra, sem-teto, sem-universidade, sem-reservas, sem-quilombos etc., parece estar sendo lançado um grupo novo, de atribuições muito mais gerais, e bem mais perigoso! São os “sem-poder”. Existem?

1 – Acessado em 7-3-14.

2 – Cfr. Psicose Ambientalista, Dom Bertrand de Orleans e Bragança (Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, São Paulo, 2013) p. 105.

3 – 19 de fevereiro de 2014

4 – OESP Drible no Judiciário , 3-3-2014.

5 – Id. ibid.

8 COMENTÁRIOS

  1. Há muito tento decifrar, sem êxito, a personalidade do Sr. Stédile, notório chefão do bando de celerados sem organização formal e legal chamado de MST. Afinal aonde quer chegar com suas pregações, que, como não é burro, deve saber muito bem serem absurdas e inexeqüíveis? Existe um artigo intitulado “O segredo de João Pedro Stédile”, de autoria de Olavo de Carvalho, facilmente acessível pelo Google, que descortina muita coisa sobre ele. Não é suficiente, contudo, para dissipar as brumas sobre o que quer de sua própria vida, e do que vive. Vale, mesmo assim, a pena sua leitura. Uma coisa parece certa. Não é um abnegado querendo ser um Cristo doando sua existência em prol dos que apenas querem um pedaço de terra para trabalhar (?), enfim alçarem-se a uma vida melhor que só o capitalismo pode proporcionar, porque Ele não pregava a eliminação dos que não queriam seguir seus ensinamentos, nem a destruição de seus bens. Então, ficam duas possibilidades principais capazes de explicar a ação de Stédile, podendo ambas eventualmente estarem associadas. Na primeira ele investe na possibilidade de, a longo prazo que seja, um dia ser um grande chefe, quiçá até um ditador à moda Fidel Castro, com multidões lhe sendo submissas, além de possibilitar-lhe o enriquecimento pessoal. Afinal essa linha de ação funcionou muito bem para a turma do partido hoje no poder. É como colocar um anzol na água, mesmo sem isca, que um dia algum peixe será fisgado. Outra linha de raciocínio é de que se trata de um agitador profissional , e que vive disso. Seu trabalho é promover a tal da luta de classes, base para a implantação do totalitarismo de esquerda. Por isso não lhe seriam importantes eventuais cargos no governo porque suas pretensões financeiras (coisa do capitalismo) já estariam satisfeitas. Quem paga ? Espero que alguém descubra algum dia. Li em algum lugar, afirmação atribuída a Margareth Thatcher, que é bom lembrar aqui: “O socialismo termina quando termina o dinheiro do capitalismo”.

  2. Para os interessados essa aparente sugestão de mediador, já esta contemplada no PNDH3 (plano nacional de direitos humanos versão 3) aprovada na calada da noite pelo desgoverno que comando o País

  3. O MST se desloca no país como um exército de ocupação, assim sendo, ele se posiciona onde sua presença se fizer necessária, no caso, a cidade.
    É uma força paramilitar, obedece um comando central!
    Suas armas mudam de formato de acordo com a situação, podem ser
    enxadas, facas, foices ou cartazes de propaganda! dai para o uso
    de fuzis, é uma questão de tempo e do surgimento de um contexto
    favorável!

  4. Isto é “Estado de Direito” ?
    Isto é, para quem ainda não perdeu o sentido das palavras: ESTADO DE DIREITO ?
    Ou o Direito de Propriedade estabelecido está na Constituição, ou não está. SENÃO ESTÁ, ENTÃO ESTAMOS JÁ NO REGIME COMUNISTA. Se está, então o Ministro Gilberto Carvalho, e todo o sistema que sustenta esses movimentos de invasões (MST, Via Campesina, CIMI, e assemelhados) são, com todas as letras subversivos.
    O Direito de Propriedade é Sagrado e está no Decálogo, simples assim.

  5. A idéia de todos “agitadores” é criar o CAOS, “quanto pior melhor!!!”.
    Esquecem-se porém que, nas cidades as pessoas são alimentadas pelos produtos oriundos do campo e que, normalmente os “urbanos” dão muito valor à quem se dedica a terra, “TRABALHO DURO”, portanto, NÃO destinado à qualquer um, “sonhador”, vagabundo. A terra exige conheci- mento. Com isso, quero dizer que, os”agitadores”, são duplamente odiados, no campo e na cidade, e esse é o melhor e meis justo julgamento que eles podem ter.

    PAZ E BEM À TODOS.

  6. EIS UM COVARDE, QUE SE APROVEITA DE UM BANDO DE IDIOTAS DE PLANTÃO, QUE BOTAM A CARA PRA BATER, SEM SABER O QUE QUEREM, E MUITO MENOS QUEREM TRABALHAR…..E NO FINAL NADA LEVAM, ALEM DE UNS TROCADILHOS POR OPERAÇÃO….

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