Os jornais trouxeram, na última semana, diversas reportagens analisando estatísticas sobre o número crescente de divórcios e suas nocivas consequências.

O Correio Braziliense (1/12/2011), citando dados do IBGE, diz que o “número de dissolução de casamentos cresceu 30% de 2009 para 2010”. “Para cada três casamentos celebrados em 2010, um foi desfeito”. “Em 18,3 % das uniões firmadas no ano passado uma das partes já se havia casado uma vez”.

No dia 4/12 p.p., o mesmo jornal trouxe reportagem sobre as conseqüências de uma separação para as partes: feridas emocionais profundas, gastos imprevistos enormes com cartórios, advogados, entre outros, acarretando endividamentos, aumento de trabalho para suprir despesas extras, além de ter de arcar sozinhos com mil dificuldades.

Acrescentamos a isto filhos em situações lamentáveis, delinqüência juvenil, famílias destruídas, enfim, toda a sociedade com prejuízos insanáveis.

Não abordamos aqui a provável queda, decorrente do divórcio, em situações morais gravíssimas, com sérios riscos de perdição das almas. Tais quedas morais deveriam ser o problema mais considerado para os católicos, que acima de tudo deveria ter, como mola mestra de sua vida, a obediência aos sagrados Mandamentos da Lei de Deus.

Solução?

Nas notícias citadas, a melhor solução apresentada é – pasmem! – uma separação pacifica e não litigiosa, pois os gastos seriam menores. Como se o aspecto material fosse o maior dos problemas…

É, aliás, padrão dos que atualmente tratam do assunto nunca darem a verdadeira saída para a situação, isto é, a volta aos valores religiosos e morais, aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Muitos que lamentam hoje, com lágrimas de crocodilo, as conseqüências funestas do divórcio, na época em que o senador Nelson Carneiro apregoava o divórcio, clamavam aos quatro ventos apoio à iniciativa, como se fosse solução para todos os problemas da humanidade.

Na década de 70 participei ativamente das campanhas anti-divorcistas promovidas pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. O que é hoje a discussão sobre casamento homossexual, aborto, células troncos, etc., na época era o tema do divórcio. Em outras palavras, era o tema primordial dos revolucionários “progressistas” de então.

Se na década de 70 disséssemos que no início do século XXI os mesmos ativistas estariam brigando pelo “casamento” homossexual e pelo aborto, seríamos tachados de loucos. Hoje vemos a simpatia deles para com a aprovação do aborto e “casamento” homossexual. Daqui a 30 ou 40 anos muitos se lembrarão de “chorar” as conseqüências desastrosas desta atitude. E na ocasião, enquanto chorarem o aborto e o “casamento” homossexual, estarão vendo com simpatia a eutanásia, o casamento com animais, a eugenia, etc.

O pretexto que tais ativistas alegavam para defender odivórcio na década de 70, e alegam para defender o “casamento” homossexual hoje, e alegarão para defender a eutanásia amanhã, é a felicidade. “Ele (ou ela ) tem o direito de ser feliz”, é a frase comumente proferida por eles.

O que é a felicidade, senão a tranqüilidade de consciência que vem da obediência a Deus Nosso Senhor e do cumprimento do dever?

Ao ver o mundo de hoje gritando por “direitos” que ferem os direitos do Criador, lembro-me do eloqüente ditado popular: “o diabo promete, não dá e tira o que tem”. Continuamente confirmamos isto na observação da realidade.

Ao caminhar neste ritmo o mundo moderno, sem uma intervenção extraordinária da Providencia Divina, algum leitor pode me dizer como estaremos daqui a 50 ou 100 anos?

6 COMENTÁRIOS

  1. caro articulista
    Gostei da sua opinião RCR, lembrei muito das análises feitas em reuniões com o SDP nas reuniões de recortes. Lembro-me todos os dias com saudades.
    Mais uma vez Parabens.
    Quanto ao que diz “o diabo não dá o que promete é a mais pura verdade” vivemos em um mundo de ção cada vez mais com menos oportunidade de sermos verdadeiros cristãos. E o pior e que sabemos onde iremos parar..

  2. Anna, desculpe a sinceridade, mas sua opinião é tão absurda quanto o divórcio, o caso em que os homens humilhavam devido a ter o poder financeiro era raríssimas exceções que as feministas, com o apoio da mídia pevertida, passaram a divulgar como se fosse regra, o mesmo que fazem para combater a “homofobia”, pegam casos raros de agressão
    transformam em regras para moldar o hábito da sociedade lamentavelmente a senhora é vítima desse pensamento fabricado.

    A senhora inverteu a ordem ao dizer que a soberba é dos homens, os meios de comunicação é que insuflou a soberba da mulher em se tornar independentes e hoje os filhos são criados pela babá, as mães fazem o papel de mera reprodutora e a sociedade mais violenta pela falta da mulher na educação dos filhos.

    A senhora não percebeu ainda que com a independencia feminina o índice de homicídios de homem contra a esposa infelizmente virou rotina, isso acontecia quase nunca na década de 60 abaixo. Como a senhora mesmo falou; os homens continuam farreando ainda hoje, isso mostra que a tal emancipação feminina nunca foi a solução.

  3. Pois é,
    Mas uma coisa que estragou o casamento foi a soberba dos homens. A arrogância os cegou, ficaram autoritários, e, ter uma amante virou uma regra.
    As mulheres ficavam presas a um casamento humilhante, aguentando todo tipo de coisa, porque não podiam se sustentar sozinhas. Só o que os unia era o laço financeiro.
    Claro que isso vai gerar um efeito contrário.
    Eles não tiveram respeito por aquela mulher ali dentro da casa deles, que cuidava dos filhos, lavava sua roupa e fazia sua comida…
    Até hoje vejo homens casados saindo para beber e como eles mesmos dizem: farrear
    Se a mulher reclamar eles arranjam outra, resolvido.
    No interior, a mulher ainda é aquela dona de casa, e essa é a mais humilhada e a que mais sofre.
    As mulheres, em geral, querem um relacionamento estável, sólido e fiel. Essa é a tendência feminina…O difícil é encontrar um homem assim.

  4. Não vamos precisar esperar 40 ou 50 anos. Tenho convicção de que daqui 5 anos, a DEFESA de se FAZER SEXO com ANIMAIS e CRIANÇAS, já vai estar liberada caso este amaldiçoado PLC 122/2006 seja aprovado por este SENADO DEMONÍACO.

  5. O Casamento não é uma “invenção” do homem para sua felicidade e sim foi estabelecido por Deus como uma ALIANÇA DE SANGUE (para isto a mulher nasce com um hímen) para cumprir o Seu propósito de ter muitos filhos todos semelhantes ao Seu Filho Unigênito. Além disto a ALIANÇA entre um homem e uma mulher representa a ALIANÇA ENTRE CRISTO E A SUA IGREJA, o que o apóstolo Paulo chama de MISTÉRIO DE CRISTO em sua Carta aos Efésios, cap 5 vers 31 e 32. O homem criou os contratos sociais onde as partes contratantes buscam apenas satisfazerem suas necessidades, não atendidas as cláusulas destes contratos as partes podem requerer o distrato. Numa ALIANÇA isto é impossível.

  6. De acordo com meus estudos, esta intervenção divina vai ser logo logo, e já está acontecendo é que as pessoas não estão analizando o que está acontecendo no mundo,
    vários países estão falidos e isto eles não conseguirão esconder do povo por muito tempo, o
    autor do texto falou em 50 anos, a interveção de Deus já começou e a cada dia as coisas vão piorar ainda mais, pois os pecados dos países são muitos e eles cairão sobre toda humanidade, será terrível o DIA DO SENHOR. Por isso que Maria pede nas sua aparições, rezem, rezem, rezem, e muito.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor deixe seu comentário!
Por favor insira seu nome