Notícia de nytimes, 7 de abril, Changsha, China, sobre o novo aplicativo Study the Great Nation é mais um recurso draconiano e ditatorial de Xi Jinping em seu esforço para doutrinar, controlar os chineses e silenciar os descontentes.

    Diz a notícia: “Dezenas de milhões de trabalhadores chineses, estudantes e funcionários públicos estão agora usando para doutrinar, controlar os chineses e silenciar os descontentes o Estudo da Grande Nação (Study the Great Nation), freqüentemente sob pressão do governo. É parte de um esforço abrangente de Xi fortalecer o controle ideológico na era digital e reafirmar a primazia do partido, como fez Mao, como o centro da vida chinesa”.

 Um aplicativo promove o culto à personalidade de Xi Jinping

  “”Ele está usando novas mídias para fortalecer a lealdade a ele“, disse Wu Qiang, analista político em Pequim.”

    “Mas esses números (100 milhões ja baixaram o aplicativo) são impulsionados em grande parte pelo Partido, que ordenou que milhares de funcionários em toda a China garantissem que o aplicativo penetrasse nas rotinas diárias do maior número possível de cidadãos, quer eles gostem ou não”.“As escolas estão envergonhando os alunos com pontuações baixas nos aplicativos. Escritórios do governo realizam sessões de estudo e obrigam os trabalhadores que falham a escrever relatórios criticando a si mesmos. As empresas privadas, na esperança de agradar os funcionários do partido, estão classificando os funcionários com base no uso do aplicativo e concedendo aos artistas de melhor desempenho o título de “aprendiz de estrela“”.

    “A propaganda é onipresente na China, mas especialistas dizem que Study the Great Nation é diferente porque o governo está forçando as pessoas a usá-lo e punir aqueles que trapaceiam ou ficam para trás. O aplicativo permite que os usuários ganhem pontos para ficar por dentro das novidades sobre o Sr. Xi (Jinping). Assistir a um vídeo sobre sua recente visita à França, por exemplo, ganha um ponto. Obtendo uma pontuação perfeita em um teste sobre suas políticas econômicas ganha 10”.

    “O aplicativo surge quando Xi, que chegou ao poder em 2012, está levando a uma repressão mais ampla à liberdade de expressão na China, aprisionando dezenas de ativistas, advogados e intelectuais e impondo novas restrições à mídia”.

Policiamento da internet é condição para manter o poder (como queria o PT)

  “Xi falou com frequência sobre o que ele chama de necessidade de se proteger contra ameaças on-line. Eu avisei que o grupo poderia perder o controle sobre o poder se não dominar a mídia digital. “Não há segurança nacional sem segurança na internet“, disse Xi em um discurso neste ano. “Se não conseguirmos ter sucesso na internet, não conseguiremos manter o poder a longo prazo.”

     “David Bandurski, co-diretor do China Media Project, disse que o aplicativo é uma maneira de Xi garantir que as famílias chinesas sejam investidas na vida do partido em um momento em que muitos consideram a propaganda como algo artificial e irrelevante”.1

Campos de concentração

  “A China não conseguiu esconder a existência dos campos de concentração, apesar de suas fortes tentativas, graças aos relatórios da Human Rights Watch, preocupações expressas pelo Congresso dos EUA, o Comitê da ONU sobre a eliminação da discriminação racial, pesquisadores acadêmicos, depoimentos de ex-detentos e parentes das vítimas. A China teve que admitir o que ficou claro para o mundo – a própria existência dos campos de concentração” 2.

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     Nem Hitler, nem Stalin, nem Mao conseguiram imaginar um sistema semelhante ao de Xi Jinping para doutrinar, controlar os chineses e silenciar os descontentes.

    Isso, sem falar da perseguição dos católicos que não reconhecem a Igreja patriótica como autêntica, do encarceramento de sacerdotes e bispos, destruição de igrejas e cruzes e a proibição de menores de 18 anos de frequentarem os templos. Essas notícias têm sido divulgados pelo nosso site.

     E a esquerda brasileira criticando até algumas normas de civismo, em nossas escolas, preconizadas pelo Ministério da Educação. Sejam coerentes, protestem contra a doutrinação comunista e o culto à personalidade de Xi Jinping.

     Sirvam esses fatos e essas reflexões como contraponto aos sorrisos chineses para o Brasil invocando relações comerciais “sem viés ideológico”.

1 https://www.nytimes.com/2019/04/07/world/asia/china-xi-jinping-study-the-great-nation-app.html?rref=collection%2Fbyline%2Fjavier-c.-hern%C3%A1ndez

2 https://www.theepochtimes.com/china-has-been-telling-lies-about-the-concentration-camps_2820189.html

2 COMENTÁRIOS

  1. […] Se a nossa grande midia nacional fala pouco ou nada sobre isso … desconfie da sua objetividade e seu compromisso com o leitor. É politicamente incorreto noticiar sobre algum fato que possa desgostar Xi Jinping. Afinal, ele é presidente vitalício (ditador,) promove o culto à sua personalidade, e não gosta de ser contrariado. https://ipco.org.br/o-diatatorialismo-e-o-culto-a-personalidade-de-xi-jinping-na-china/ […]

  2. Pensamos a China, mas não podemos esquecer desta parte do Nordeste do Brasil no contexto do Sertão da Bahia. Não é somente na China! Aqui nesta parte do Brasil, o controle do imaginário é draconiano sobre as massas oprimidas. Os indivíduos periféricos são condicionados a não ler obras literárias, a não pensar, a não refletir e a não insinuar a arguição crítica. A internet funciona para obstacularizar o desenvolvimento do Direito de Pensar. O trabalho de controle das massas oprimidas aqui não é realizado por mecanismos ideológicos, mas pela truculência hedionda do Aparelho Repressivo do Estado de Direito dito Democrático. O conceito de Democracia no sertão baiano é o de “MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM TEM JUÍZO”. Há um mecanismo que – salvo melhor juízo – devia ser objeto de estudo profícuo e meticuloso, a CULTURA DO CINISMO que é imposta aos excluídos na perspectiva do fortalecimento da DOMINAÇÃO IMPLACÁVEL, e funciona. Os indivíduos pobres riem e fazem piadas das suas próprias condições de misérias e, com isso, também são condicionados sob graves ameaças a expressar uma “Falsa Alegria” que as mídias vendem para o Brasil e para o mundo.

    JOSÉ PLÍNIO DE OLIVEIRA
    (Serrinha – Bahia)

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