O Padre Amigo dos Homossexuais

Frei Gilvander
Frei Gilvander recebeu com alegria a legalização da união homossexual

Em entrevista ao jornal O Globo (12/5/2011), padre elogia atitude do Supremo Tribunal Federal por legalizar união de casais homossexuais no Brasil.

O entrevistado, Frei Gilvander, diz ter recebido com alegria a notícia que, segundo ele, marca o fim da “hegemonia da moral heterossexual” na sociedade brasileira “preconceituosa, intolerante, hipócrita e cínica”.

O frei relata que certa vez atendeu uma pessoa homossexual em confissão e disse a ela que Deus ouve os clamores de todos os oprimidos, não punindo ninguém por opção sexual.

O padre disse também, na entrevista, ser favorável ao uso de preservativos, para garantir a própria vida, a do próximo e a da “biodiversidade como um todo”.

Perguntado se havia passagens nas Sagradas Escrituras sobre o tema, o frei, “mestre em exegese bíblica”, fala sobre o Gênesis, a criação do mundo, de como todos os seres viviam em fraternidade, etc. E comenta, sem citar a referência, que nos Atos dos Apóstolos está dito que nada é impuro, tudo é sagrado, puro.

Adepto da decrépita e já várias vezes condenada Teologia da Libertação, o frei carmelita Gilvander Moreira também é ligado às CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e à CPT (Comissão Pastoral da Terra). Seu discurso revela ser um típico fruto da heresia modernista, condenada por São Pio X, e que ressurgiu em nossos dias com o nome de progressismo.

Como bom esquerdista (se os termos não forem contraditórios…), em tudo vislumbra a possibilidade de luta de classes: “Numa sociedade hegemonicamente heterossexual, os homossexuais são pobres. Por isso, devem ser respeitados e compreendidos.”

O “exegeta bíblico” tergiversa quando perguntado se há referências bíblicas sobre o tema e não responde à pergunta. Não diz ao menos se a Bíblia condena ou aprova a sodomia. Talvez tenha sido pêgo de surpresa e não se lembrou de nenhuma passagem.

Assim, lembremos ao padre apenas de duas passagens sobre o tema.

Dentro do mesmo livro do Gênesis, livro citado por ele, se lê (19, 1-26) que Deus castigou as cidades de Sodoma e Gomorra com enxofre e fogo caído do céu, não sobrando nada vivo. Para se ter idéia da decadência daquela gente, no dia anterior ao castigo chegaram dois anjos à cidade de Sodoma e se dirigiram à casa do fiel Lot. Um grupo de homossexuais logo cercou a casa onde estavam, querendo praticar o ato nefando com eles. Mas, por uma ação angélica, todos ficaram cegos.

E São Paulo (I Coríntios 6, 9 e 10) parece discordar do padre, pois fala que existem impuros. Afirma o Apóstolo com sua natural contundência: “Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus.”

Como pensar em sapos, na qualidade da água ou no tão contestado cientificamente “aquecimento global” – como deseja os temas da Campanha da Fraternidade – num momento em que se verifica a tentativa de colocar na cadeia quem não concorda com o pecado de homossexualismo?

(1) http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/12/padre-contraria-cnbb-elogia-supremo-por-legalizar-uniao-de-casais-gays-no-brasil-924449881.asp

(2) http://www.gilvander.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=87:uniao-estavel-homossexual&catid=31:artigos&Itemid=46