Paulo Campos
“Busco a mi mamá” (“Procuro a minha mãe”) — Este o nome da página criada no site de relacionamentos Facebook por Mauricio Barrios [foto], um argentino de 23 anos residente na província de Córdoba. Segundo ele, além da família que o adotou e com a qual reside, 25 mil pessoas se uniram à campanha na rede social para tentar ajudá-lo a encontrar sua mãe.
Por meio da Internet, finalmente ele encontrou a mãe, hoje com 50, que o havia abandonado num hospital no dia 1º de janeiro de 1987, logo nos primeiros dias do bebê.
Mauricio disse que, há uma semana, apareceu uma amiga de sua mãe biológica e contou-lhe que ela morava em Villa del Totoral.
No dia 17 último, o jovem pode conversar por telefone com sua mãe, que, muito emocionada, disse-lhe: “Meu filho, sou eu, tua mamãe. Não me odeie. Perdoe-me. Recordei-me sempre de ti, nunca te esqueci”.
O jovem marcou o reencontro para o dia seguinte. Logo após tê-la abraçado, disse-lhe: “Obrigado por ter tido a valentia de dar-me a vida e não ter-me abortado”.
Ao jornal argentino “Clarín”, Mauricio Barrios declarou: “Senti-me pleno, nunca tinha experimentado a serenidade da alma. Por fim pude fechar minha história. […] O único que atinei a dizer-lhe foi que estava tudo bem e que eu a perdoava”.
Diante das câmeras de televisão da Argentina, ele afirmou: “Ela me abraçou, pediu desculpas, e eu a desculpei e lhe agradeci por ter-me deixado nascer, ela não me abortou”.
***
Eis um bonito exemplo para usarmos contra a freqüente objeção daqueles que defendem o aborto em casos de “nascimentos indesejáveis” pela mãe (por exemplo, em casos de estupro ou à alegada impossibilidade de criar o filho devido à extrema pobreza).
O estupro é um crime hediondo, mas matar o inocente nascituro é um crime ainda maior. Deve-se severamente punir o estuprador e não o inocente. Certas organizações, e mesmo o Estado, em vez de facilitar o aborto, deveriam facilitar a adoção do bebê, por famílias ou instituições. Assim, salva-se a criança e também a mãe que, se optasse pelo aborto, além do gravíssimo pecado, passaria o resto de sua vida com traumas (as chamadas “síndromes pós-aborto”), devido à execução do filho que ela gerou.

4 COMENTÁRIOS

  1. Lindo! Emocionante. Quando temos a honra de engravidar, na verdade, temos a experiência de um Deus que nos confiou uma vida! Deus confiou nas mães… já pensou nisso? que bonito. E louvo a Deus pelo coração deste rapaz que entendeu o verdadeiro sentido da maternidade!

  2. Com a palavra os abortistas. Por que fazen silêncio nesta hora? Onde estão as autodenominadas “católicas” pelo direito de abortar? Aliás, são mesmo católicas?

  3. Se a mãe não andou bem abandonando o recem nascido, teve ao menos a nobreza de alma de pedir perdão e reconciliar-se com o filho tantos anos mais tarde. O caso desse menino que sempre procurou a mãe é tocante. Eu o felicito.
    Há pouco tempo estive na Santa Casa de Misericordia de São Paulo e vi a roda onde as mães deixavam os filhos que não tinham coragem de matar. Outros tempos, outras mães… E hoje, com o “progresso” os governos querem legalizar essa matança de inocentes. Eu protesto.

  4. Ouvi recentemente uma reportagem sobre a longuíssima fila de famílias esperando a oportunidade de poder adotar uma criança, no Brasil. Não se fala em facilitar toda a burocracia que atravanca essas adoções! É verdade que não se deve abrir o campo para abusos; no entanto, muito menos ainda se devem abrir as portas ao aborto

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