Orson Welles lançou em 1938 uma das maiores patranhas da História. Lembramo-nos de Welles quando pensamos no ecologismo, e lembramo-nos do ecologismo quando pensamos em Welles

No dia 1o de novembro de 1938, o trauma: a rádio americana CBS transmite, aparentando a maior objetividade informativa, a célebre notícia de que marcianos haviam invadido a Terra e estavam em Nova Jersey (USA).

O assunto era mais sério do que pode parecer. O tom era alarmante. Muitos ouvintes entraram em pânico e começaram a fugir de suas casas ao ouvir os boletins, narrados de maneira genial pelo ator Orson Welles.

Alguns ouvintes contaram o que aconteceu:

Um estudante: Cheguei à conclusão de que não havia nada a fazer. Imaginamos que nossos parentes e amigos haviam morrido. Percorri quilômetros em 35 minutos sem saber o que fazia… Uma doméstica: Senti qualquer coisa de terrível e fui tornada de pânico… Decidimos sair, levamos mantas.  Um frentista: O locutor foi asfixiado, por ação dos gazes: a estação calou-se. Procuramos sintonizar outra emissora, mas em vão… Enchemos o depósito do carro e preparamo-nos para fugir, o mais depressa possível… Um pai: Quando o locutor disse – abandonem a cidade!agarrei o meu filho nos braços, e precipitei-me, pela escada abaixo… etc. etc.

Outros despediram-se dos parentes e, pelo telefone, preveniram os vizinhos do perigo que se aproximava. Procuravam notícias nos jornais ou noutras estações de rádio, pediam ambulâncias aos hospitais e automóveis à Polícia. Seis milhões de pessoas devem ter escutado a emissão. 28% dos ouvintes acreditaram tratar-se de uma reportagem autêntica; 70 % destes assustaram-se ou ficaram perturbados.

A isso se poderia chamar: alarmismo induzido.

O ambientalismo de nossos dias lembra um pouco o episódio Welles? Dir-se-ia que não, pois este episódio parece ter sido mero sensacionalismo. Na hora não houve o concurso de cientistas e de homens tidos como sérios. O resultado foi imediato e durou pouco tempo. ao contrário do ambientalismo, que é um tema de décadas; e o logro logo se tornou irrelevante, ao contrário do ecologismo.

Entretanto, não simplifiquemos, pois a ocorrência de 1938 foi muito estudada em nível universitário. E para Dr. Plinio, o caso, lançado pouco antes da guerra mundial, “era uma propaganda pacifista de efeito remoto”.[1]

Para resolvermos as dúvidas, comparemos as características de ambos: o lance Welles e o ambientalismo contemporâneo:

  1. O catastrofismo. Welles anunciava uma invasão de marcianos = o ambientalismo anuncia flagelos terríveis para a Terra e seus habitantes, chegando alguns até o fim da humanidade ou do mundo. Para Leonardo Boff, a presente conjuntura “pode levar a uma tragédia ecológico-humanitária de proporções inimagináveis e até, pelo final do século, ao desaparecimento da espécie humana”.
  2. A gratuidade. Orson Welles fez uma encenação para o rádio sem provas = o ambientalismo está fazendo uma encenação para a Terra toda, não só sem provas mas contrariando o que dizem os cientistas mais sérios. Veja-se entre muitíssimos outros documentos o Apelo de Heidelberg, assinado por 4 mil cientistas, incluindo 72 (setenta e dois) ganhadores do Prêmio Nobel: “Subscrevemos inteiramente os objetivos da ecologia científica, para um universo cujos recursos devem ser guardados, monitorados e preservados. Mas pedimos que os mesmos se baseiem em critérios científicos, e não em preconceitos irracionais”. E mais adiante alertam contra “argumentos pseudo-científicos ou falsos, e dados irrelevantes”. Confessa Stephen Schneider, da Universidade Stanford (USA): “Temos de oferecer cenários assustadores, fazer simplificações, declarações dramáticas, e fazer pouca menção de quaisquer dúvidas que possamos ter”. Esta frase é de dar inveja a Orson Welles, que podia tê-la tomado por lema, mas é de um ecologista célebre de nossos dias… E há outras coisas do gênero.
  3. A psicose. Welles deixou seu público estarrecido = o ambientalismo deixa os ingênuos e abobados aterrorizados ou deprimidos. E há os fanatizados pela problemática.

Isto posto, é possível lembrar-se de Orson Welles quando se pensa no ecologismo, e lembrar-se do ecologismo quando se pensa em Orson Welles.

Outro problema: tem o catastrofismo ambientalista algo a ver com o esquerdismo? Seus adeptos dizem que sim: o vermelho comunista ter-se-ia transformado em verde. Louis Proyect, da Universidade Columbia (USA), afirma que “a resposta ao aquecimento global é a abolição da propriedade privada”. Marina Silva assevera que “a luta ecológica, a luta sindical e a luta partidária são indissociáveis”, e que formam uma bandeira só.

Vejamos outro aspecto do caso. O esquerdismo está com problemas. A persuasão para o comunismo tornou-se quase impossível. O relativismo conquistou as mentes, as ideias perderam o valor. Nestas condições, para fazer com que os abobados ou ingênuos andem para a esquerda, ou não se lhe oponham, a única solução é o medo. E para produzir medo é preciso criar um motivo para alarmismo.

Jacques Attalli, ex-conselheiro presidencial do governo socialista francês, e ferrenho ambientalista, afirma: “A História nos ensina que a humanidade só evolui significativamente quando sente medo verdadeiramente”. Eis a chave do enigma.

Como produzir medo? Uma guerra é algo muito complexo, e de momento, de difícil lançamento. A problemática do ambientalismo, com seus mitos e seu catastrofismo, seria uma ideia mais viável, hoje por hoje.

Assim sendo, era necessário estabelecer uma ligação entre o ecologismo e o esquerdismo. Então, fizeram das duas coisas uma única bandeira, e puseram-se à cata dos Orson Welles de plantão. Esses agentes conseguiram convencer gente de alto nível: professores universitários, cientistas, políticos, sacerdotes. A operação está durando já há certo tempo, mas parece que não o suficiente, porque o travesseiro é bom conselheiro e várias das vítimas potenciais pensaram melhor e mudaram de ideia.

Em 2008 houve na Inglaterra o chamado “climagate”, que colocou a credibilidade dos ambientalistas em cheque e  contribuiu para os desprestigiar.

Também intervieram numerosos cientistas, que estão desmitificando o aquecimento global, o efeito estufa, a superpopulação da Terra, etc., e outros alarmes ecologistas.

Assim, tal como no tempo do locutor americano de 1938, os ambientalistas conseguiram criar o pânico, uma verdadeira psicose, mas hoje estão decadentes.

A palavra “pânico” não está exagerada? O espaço é curto, há muitas provas, mas convido que leiam matérias sobre o assunto no noticiário diário, e neste mesmo site.. Ou, melhor ainda, no recente livro do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, intitulado Psicose Ambientalista[2], que desmascara de maneira cabal os “verdes” e tem um capítulo especial sobre a falácia do alarmismo.

Só nos resta um conselho amigo: rezar a Nossa Senhora de Fátima, que profetizou tantas verdadeiras catástrofes. E para os senhores ecologistas, pano rápido no palco, pois o público que fizeram tanto esforço para arregimentar, cansou-se, e está indo embora.


[1] Palestra em 19-11-83.

[2] Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, São Paulo, 2012.

7 COMENTÁRIOS

  1. D. Bertrand acendeu o pavio de uma veradeira bomba !!! cedo ou tarde ela vai explodir ela vai explodir., sem dúvida.
    Minha curiosidade é ver qual o tamanho do pavio …. .

  2. Acabei de ler o livro de S.A.I.R. – D. Bertrandd de Orleans e Bragança.
    Uma coisa é a pessoa conhecer as fatias do processo, e outra, bem outra, é se tomar conhecimento do conjunto do processo, e para onde ele nos leva.
    As provas e as contra-provas estão postas. É UMA VERDADEIRA BOMBA !!!

  3. Desculpe. Digitei o texto de madrugada, e errei . Quiz escrever Príncipe.
    Dou , agora , para reparar, o título inteiro: Sua Alteza Imperial e Real Dom Bertrand de Orleans e Bragança.
    Apesar da “fuga ” da platéia …, espero a maior difusão desta obra, mesmo porque está ali denunciado um plano de fundo, que vem sendo executado paulatina e inexoràvelmente.

  4. Leio este artigo com muita satisfação. Os conceitos são muito lógicos e apontam para uma espécie de complot contra a humanidade em favor de uma ideologia com fins nada humano. Percebemos que há um fio condutor que nos leva a perguntar: quem maneja esses fios?

  5. Já li, estou relendo “Psicose ambentealista” do Prícepe D. Bertrand de Orleans e Bragança. Muito, muito esclarecedor. Passei um exemplar para um colega de trabalho.
    Achei o comentário do sr Leo Danielle,muito a propósito.
    Só pude rir do tom jocoso das duas últimas linhas: ” E para os ecologistas, pano rápido no palco. pois o público que fizeram tanto esforço para arregimentar, cansou-se , e está indo embora”.
    Saudações a todos.

  6. A política comanda o espetáculo, usando como arma a mídia. Mas a bíblia aconselha: “Ainda que tenhas sessenta conselheiros, não deixa de consultar a ti mesmo”. Se tomássemos olhos e ouvidos como nossos mestres, estaríamos bem mais próximos da realidade…

  7. …Na época de O. WELLES, o rádio estava em seu apogeu ( na verdade, continua ) e a televisão dava seus primeiros passos, apenas experimental … Hoje, O. WELLES não assustaria ninguém … Ninguém acreditaria … haja vista tantas redes sociais de comunicação … Só os incautos e os de lavagem cerebral , quiçá, acreditariam nessas ridículas e falsas ambientalistas . Esses alarmistas não se deram conta de que estamos em pleno século XXI … Recomendo o trabalho do Professor PADILLA – A FALÁCIA DO AQUECIMENTO … – Ver em : luizrobertonunesos@padilla.adv.br

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