Falsos quilombos

Ruralistas e parte dos vereadores de Bagé-RS fizeram um protesto no final da manhã de ontem em frente à Defensoria Pública.

Eles questionam a ausência do defensor público nas audiências promovidas pelos ruralistas para discutir a questão da desapropriação de terras em favor de comunidade quilombola, na região de Palmas.

Ontem pela manhã uma audiência na Câmara de Vereadores trataria o assunto. Conforme o grupo, seria a terceira vez que o defensor não comparece às reuniões.

Para o representante dos ruralistas, Favorino Collares, o defensor está sendo chamado a participar das discussões em função de declarações ofensivas dirigidas aos ruralistas na imprensa local.

Acho que ele precisa nos dar explicações do que anda dizendo a nosso respeito. Ele precisa ouvir os dois lados antes de expressar qualquer tipo de opinião pública — fala Collares.

Ao chegar à Defensoria, o grupo, de aproximadamente 100 pessoas, foi informado de que o defensor estaria em viagem a Porto Alegre.

Fonte: ZERO HORA – 19/05/2010 marina.lopes@zerohora.com.br

4 COMENTÁRIOS

  1. Vários motivos incitam a chamada “esquerda” a fazer propaganda da “reforma agrária” e em promover o roubo das propriedades rústicas aos seus possuidores.
    Um deles é que é no campo e entre os que possuem terra e a põem a produzir que está o mais convicto e puro núcleo de defesa da civilização cristã. É o reduto mais difícil de vencer e o que opõe mais dificuldades ao avanço da subversão.
    Na generalidade as pessoas mantém o conceito de “direito de propriedade” e, por isso, é necessário uma ação demorada para destruir esse conceito e levar as pessoas a aderirem à chamada “reforma agrária”, deixando o “roubo” das propriedades de constituir um peso na consciência.
    A forma mais usual de conduzir esta “lavagem ao cérebro” é de afirmar que o território, o terreno, é uma dádiva de Deus, que não pode ser usurpado por ninguém e que é de todos, tal como o “ar”, por exemplo.
    E é por isso que é muito mais vulgar encontrar pessoas que defendem a usurpação da propriedade rústica, mas não defendem a ocupação da propriedade urbana ou de fábricas, por exemplo. É que com a casa ou com a fábrica não surgem dúvidas: elas existem porque alguém as mandou construir e não foi uma dádiva do céu, mas foi Deus que criou a terra e Deus é pai de todos e não apenas de alguns. Portanto, dizem, a terra é um património comum.
    Ora nós sabemos que este conceito de que a propriedade esta baseada numa terra que é um “dom de Deus” está muito longe da verdade e da realidade.
    Vou esclarecer o assunto. Eu sou católico e considero que tudo o que temos não é de cada um de nós, mas que apenas nós o sufruimos para nosso bem e bem de todos. São “talentos” que Deus põe à nossa disposição e que temos a obrigação de os fazer render em benefício de todos. Isto não inclui só a terra, mas qualquer bem e nem sequer inclui apenas bens materiais, mas também os bens imateriais e até estes mais do que aqueles.
    Mas para que esses “bens” se tornem rentáveis, eles têm de estar na posse e na administração de alguém. Sem que exista a posse, eles nada produzem, nada rendem.
    E a posse se dá por uma circunstãncia: tem a posse aquele que é mais apto na administração desse bem. Pode parecer demagógica esta asserção, mas, parece-me, está longe de o ser.
    Eu consegui fazer uma fábrica, porque estre todos os que a podiam ter feito – e essa possibilidade está aberta a todos – eu fui o que consegui juntar todos os elementos necessários para essa construção e que soube concatená-los e pô-los a actuar para produzir um determinado resultado que, antes, eu tinha imaginado e planificado. E eu ou os meus descendentes só mantemos a posse da fábica. enquanto formos capazes de a conservar produtiva e rentável. Se ela deixará de ser rentável, temos de perder a sua posse, porque a paramos, isto é, a abandonamos ou porque a vendemos a outro que se julga capaz de a tornar de novo rentável. É por isso que dizemos que a propriedade é como uma “roda de alcatruzes” em que, num momento, um alcatruz está em cima para logo a seguir começar a descer e ficar em baixo e voltar a subir depois.
    Uma propriedade agrícola é a mesma coisa. Há um terreno sem dono e, por isso, improdutivo, abandonado, para fins de rentabilidade, quase como estéril, sem servir para melhorar seja quem for e de que eu, por método lícito, tomei posse. Este terreno, tal como está, podemos dizer que é uma “dádiva de Deus” e que necessita ser possuido por alguém para começar a produzir, que é o fim para o qual Deus “criou” esse terreno.
    Eu começo a investir nesse terreno, a transformá-lo, a melhorá-lo, a dar-lhe um rumo para que ele se torne produtivo, numa sequência de anos e anos e, às vezes, de séculos, para que ele se torne naquilo que é hoje e que não tem qualquer comparação com aquilo que era no início. No Brasil isto não se torna tão nítido como em outros países onde a densidade demografica obriga a uma ocupação total. São montanhas que se tornaram produtivas, porque as suas encostas se transformaram em tabuleiros horizontais: são zonas áridas, com falta de água que se tornaram irrigadas, porque se furou a terra e se levou a àgua aos píncaros das montanhas para daí ela regar por gravidade: são imensos pântanos que só produziam metano e se tornaram em áreas de excelente agricultura; são áreas enormes impróprias pelas suas condições físicas e/ou químicas, que uma agricultura persistente, bem consuzida e demorada transformou; são grandes extrensões salgadas que nada produziam que hoje são óptimos terrenos agrícolas; eram florestas impenetráveis, onde nem o sol entrava que hoje se tornaram produtivas em todo o sentido da palavra.
    Anos e anos de ação, capitais enormes investidos, privados, porque o Estado só há muito pouco se interessou por estes assuntos, mas mesmo onde ele intervem, continua a ser privado o mantante principal de capitais.
    Depois, da propriedade estar “construida”, impossível de ser comparada com a propriedade inicial, “dádiva de Deus”, como pode chegar alguém e dizer que aquela propriedade é de todos, embora tomando posse dela para si.
    Porque a ‘reforma agrária” do MST não toma conta das áreas que são do Estado, absolutamente improdutivas, as transforma e as põe a produzir?
    Mas, se a “reforma agrária” visa destruir um núcleo de repulsão da subversão, ela não tem qualque responsabilidade no tocante a destribuir terra ou fazê-la produtiva.
    Na realidade,não a destribue: a reforma agrária cria “servos da gleba”, tão pobres quanto antes, mas muito mais miseráveis porque perderam a liberdade. Não são donos da terra.
    Por outro lado, não torna a terra produtiva, porque através dos tempos e do espaços, com todas as cambiantes inumeráveis de formar “propriedadezinhas” até “propriedadezonões”, a “reforma agrária”, deles, vem sempre companhada de uma baixa enorme e continuada de produção.
    Se se realizasse o sonho do nosso Presidente que disse que acorda todas as manhãs a pensar como tornar realidade a “reforma agrária”, em pouco anos o Brasil tinha de se tornar outra Venezuela: importadora maciça de alimentos.
    ,

  2. Jonas Plínio do Nascimento Júnior :Estamos vivendo os tempos do regime comunista que tanto o Brasil combateu no passado. Já vi esse filme antes perpetrado pelos engenheiros do caos no Governo João Goulart. Por toda a parte havia tecnicos de conflito, comunistas do caos, adestrados em escolas de subversão atráz da ex-cortina de ferro, peritos em criar o caos para depois promover agitações em pról das reformas, levando o governo a fazer promessas que nunca poderia cumprir e em seguida aproveitar o desespero para gritar Reformas, Revolução. Quase todos os dias apareciam provas de que uma revolução vermelha estava em processo. No empobrecido Nordeste onde o Coronelismo imperava contra sertanejos com justificativa preocupação, Barbudos de Castro, perambulavam pelo campo suscitando a revolta. O transporte para instrutores cubanos em combate de guerrilhas assim como para centenas de jovens brasileiros que iam a Cuba fazer cursos especiais de subversão de vinte dias era assegurado por aviões diplomáticos em vôos regulares de ida e volta para Havana. Programas de rádios da China Vermelha em portugues, ficavam no ar quase oito horas por dia . A corrupção generalizada estendia-se do palácio presidencial para baixo.No momento em que o Presidente João Goulart e seus extremistas de esquerda atribuiam todas as dificuldades do Brasil aos EUA, havia gente do governo metendo a mão no dinheiro público sem maior cerimônia.O programa Aliança para o Progresso tinha suas contribuições desviadas por mãos ávidas e dedos ageis. Com uma renda declarada de menos de 50 milhões de cruzeiros na época , Goulart, conforme documentos apreendidos pelo Conselho de Segurança Nacional, depois que ele fugiu para o exílio, gastou 236 milhões de cruzeiros somente em suas fazendas de Mato- Grosso. Enquanto Goulart insistia no confisco das propriedades dos latifundiários e na distribuição de terras aos camponeses,os registros de imóveis da época comprovaram que ele somava rapidamente imensas propriedades as que tinha.Proprietário de terras somente em São Borja, quando iniciou a vida pública , ao abandonar o Brasil em 1964 ,era o maior latifundiário do país, possuindo em seu nome mais de 7.700 quilômetros quadrados de terras, uma área quatro vezes e meia superior ao Estado do Rio de Janeiro.E havia os que compartilhavam oportunidades de ficarem ricos depressa. Indiscrições sobre uma iminente mudança na política oficial, como sobretaxas de câmbio, davam milhões a favoritos palacianos. Empreendimentos de qualquer gênero eram vinculados a comissões e retribuições em dinheiro.O tráfico de influência era um fato.Os principais jornais brasileiros entre eles , O GLOBO, e o JORNAL DO BRASIL bem como O ESTADO DE SÃO PAULO,e o CORREIO DO POVO , o mais antigo e respeitado do Rio Grande do Sul entraram na luta contra os desmandos do governo.Quando João Calmon, presidente do Diários e Emissoras Associados, publicou uma revelação comprometedora de quanta inverdade havia no pretenso interesse de Leonel de Moura Brizola pela reforma agrária, sendo o próprio Brizola interessado em terras, este tentou silenciá-lo mandando executar a hipoteca de emprestimos feitos aos Diários Associados pelo Banco do Brasil. Para manter a cadeia funcionando, anunciantes brasileiros, prontamente pagaram adiantadamente seus contratos de 12 meses, adiando assim o fechamento.Mas as mulheres do Brasil através de Dna. Amélia Molina Bastos fundadora do CAMDE( Campanha da Mulher pela Democracia), e a difusão das organizações femininas foram espetaculares. Realizaram manifestação em fevereiro de 1964, quando um Congresso da Reforma Agrária devia reunir-se em Belo Horizonte , tendo como orador oficial o cunhado de Goulart. Quando o Deputado Leonel Brizola chegou ao saguão, encontrou-o tão apinhado com 3000 mulheres que não conseguiu fazer-se ouvir acima do ruido dos rosários e do murmúrio das preces pela libertação da pátria. Saindo, Brizola viu as ruas igualmente cheias de mulheres rezando até aonde a vista podia alcançar. O Deputado, foi impelido para fora de Belo Horizonte, levando no bolso , sem o pronunciar, um dos mais violentos discursos de sua carreira.Em 12 meses grupos assim atuaram em todas as cidades grandes de Belém a Porto Alegre.No discurso da Central do Brasil, Goulart denunciou como superadas a estrutura do Governo e a ordem social existente exigindo mudanças básicas na Constituição. Entre as mudanças sugeridas autorizava o Governo a confiscar sem indenização em dinheiro, quaisquer áreas agrárias por ele julgadas inadequadamente utilizadas e entrega-las a camponeses sem terras, uma clara repetição do programa inicial de Fidel Castro de “Reforma Agrária”.Brizola, o cunhado do Presidente, foi mais longe ainda, exigindo a extinção do Congresso e a criação de assembléias de operários, camponeses e sargentos do Exercito, um evidente eco dos sovieticos de operários, camponeses e soldados de Lenin, em 1917, aliás implicações bastante claras.O Comício de 13 de março bem pode ser considerado como o estopim da Contra-Revolução de 31 de março de 1964.Os primeiros a agir foram as mulheres de São Paulo a 19 de março com a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. Apertando livros de orações e rosários contra o peito, mais de 600.000 pessoas marcharam solenemente sob pendões anticomunistas e enquanto marchavam os jornaleiros nas calçadas venderam centenas de milhares de exemplares de jornais contendo na integra um manifesto de 1000 palavras e é dessa proclamação o seguinte trecho: ” Esta nação que Deus nos deu, imensa e maravilhosa como é, está em extremo perigo. Permitimos que homens de ambição ilimitada, sem fé cristã nem escrupulos, trouxessem para nosso povo a miséria, destruindo nossa economia, perturbando a nossa paz social, criando ódio e desespero.Eles infiltraram o nosso país, o nosso Governo, as nossas Forças Armadas e até as nossas Igrejas com servidores do totalitarismo exótico para nós e que tudo destrói…. Mãe de Deus, defendei-nos contra a sorte e o sofrimento das mulheres martirizadas de Cuba, da Polônia, da hungria, e de outras nações escravizadas! Foi a demonstração mais comovente da história brasileira.Após o Comício de 13 de Março, o General Castello Branco redigiu uma veemente nota tratando da tentativa do presidente de anulação do Congresso e derrubar a constituição,argumentava ele a nescessidade de uma ação militar em defesa da legalidade como obrigatória.Esse memorando sigiloso foi distribuido a Generais de confiança. Ao manifesto de Castello Branco que circulava secretamente, foi acrescentado um de 1500 oficiais da Marinha. Endereçado a todo o povo brasileiro ele dizia que chegara a hora de o Brasil se defender. O Exercito prontamente declarou solidariedade a Marinha, o grosso da Imprensa aderiu e na distante Brasília, alguns membros do Congresso abraçaram a causa. Fazendo ultimo e desesperado esforço para obter apoio das Forças Armadas, Goulart na noite de 30 de Março foi a sede do Automóvel Clube onde uma grande multidão de Sargentos do Exercito se reunira para homenageá-lo. Mas éra demasiado tarde pois a Contra-Revolução preventiva já estava em marcha.Hoje, no Brasil do terceiro milenio ,não existe praticamente nenhuma diferença dos meios pelos quais os vermelhos tentaram e estão tentando absorver o nosso querido Brasil através de vendilhoes da Patria detentores de cargos privilegiados, ex-guerrilheiros indenizados e candidatos a presidencia da República .Um abraço.

  3. O saudoso Governador Franco Montoro dizia o seguinte brocado: “Se tiver de escolher entre o direito e a justiça, lute pela justiça.”
    Pode ser que esse promotor saiba disso, mas o problema do qual foge deve ser as suas injustas declarações, e agora não sabe como se justificar. (esse termo tem a raiz de justi-ça!

  4. É inadimissível que o Defensor Público não cumpra com seu dever. É preciso que ele ouça também a parte com a qual ele não concorda. Ele precisa atender aos ensinamentos Dom Demetrio Valentini…

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor deixe seu comentário!
Por favor insira seu nome