Mão e contra mão em comentários da Mídia sobre a Política Externa seguida pelo Itamaraty em 2019.

Os acordos Brasil-China são elogiados; nossas relações comerciais com “nosso maior parceiro” sempre apresentadas como fato incontestavelmente acertado.

Entretanto as relações Brasil-EUA — por exemplo, o recente Tratado sobre a Base de Alcântara assinado pelo Chanceler já não teve destaque.

As críticas ao Chanceler têm o efeito boomerang: voltam-se contra quem as lançou

Vejamos: Ernesto Araújo “atendeu a pleitos da bancada evangélica e determinou que a Chancelaria só reconheça a expressão gênero como (sendo) o sexo biológico; (Ideologia de gênero é uma construção subjetiva da esquerda; o Chanceler se alinha aos Valores Morais, um desejo dos eleitores católicos e evangélicos);

“estabeleceu um alinhamento automático ao governo Donald Trump e abandonou (sic) o princípio de não interferência em assuntos internos de outras nações, o que ficou evidente na relação com vizinhos na América do Sul.

Perguntamos: que países vizinhos são esses? Só porque o Brasil deixou de financiar a Venezuela de Maduro? E o Grupo de Lima que pressionou a Venezuela só rejeitado pelo Uruguai (tupamaro) e a Bolívia de Morales?

“A política externa [atual] representa ruptura praticamente total com a linha seguida pelo Brasil desde o governo Geisel (1974-1979) e acentuada após a redemocratização: política de afirmação da autonomia de acordo com os interesses nacionais, sem alinhamentos ou hostilidades automáticas a nenhuma potência”, explica o embaixador aposentado Rubens Ricupero, crítico das ações do chanceler.”

A mídia virou defensora da Tradição que a esquerda (inclusive o governo Geisel) adotou.  O Itamaraty rompeu essa imposição da esquerda, estamos de pleno acordo.

É faltar com a verdade histórica afirmar que a política exterior petista, comandada por Celso Amorim, era alinhada a interesses nacionais.

Os calotes de Venezuela, Cuba e países africanos são benéficos para o Brasil?

Os boomerangs que a midia e o Sr Ricúpero dispararam … retornaram à galope contra a própria esquerda.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/12/em-um-ano-ernesto-promove-guinada-ideologica-inedita-no-itamaraty.shtml

 

 

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