Artigos sobre o comunismo e os males que causou no mundo.

Liberdade Policiada e Anestesia

Aguinaldo S. Ramos

A livre manifestação do pensamento, a liberdade de consciência e a garantia do direito de propriedade, são direitos fundamentais garantidos em nossa Constituição. Caminhando em paralelo, temos as garantias fundamentais que asseguram o exercício daqueles direitos. Se a Constituição Federal é a expressão da vontade da sociedade, temos uma sociedade que clama pela liberdade. O clamor obsessivo pela liberdade expressa uma sociedade que não se sente inteiramente livre.

A privação das liberdades fundamentais era característica dos regimes totalitários e ateus. Neste sentido, perguntava o Dr. Plinio Corrêa de Oliveira: pode a Igreja  renunciar tácita ou expressamente, como preço de um mínimo de liberdade legal em regime comunista, renunciando sua liberdade em alguns pontos para, em benefício espiritual dos fiéis, conservá-la em outros?  (Conferir Acordo com o regime comunista para a Igreja, esperança ou autodemolição. Editora Vera Cruz Ltda. 10ª Edição – Agosto de 1974 São Paulo – SP.). (mais…)

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Um fantasma ronda a América – o socialismo

Resumo: Fantasma do socialismo percorre a análise dos governos e movimentos que, sob diferentes formas, mantêm influência no continente americano. O artigo distingue tendências mais autoritárias e versões eleitorais moderadas, mostrando que ambas podem compartilhar objetivos coletivistas. A metáfora serve para questionar a aparência democrática de projetos que preservariam elementos da mesma ideologia.

Gustavo A. Solimeo

Um fantasma ronda a Europa – o fantasma do comunismo”. Esta é a famosa frase de abertura do Manifesto do Partido Comunista escrito por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848.

Esta frase talvez pudesse ser parafraseada hoje: “Um fantasma ronda a América – o fantasma do socialismo”.

O comunismo está morto?

Falar sobre o comunismo é o mesmo que falar sobre o socialismo, pois o comunismo é apenas uma forma extrema de socialismo.

Após a queda do “Muro de Berlim”, em 1989-1990, muitos pensaram que o comunismo estava morto e poderia ser relegado à “lata de lixo da história”.

No entanto, o comunismo está realmente morto?

É difícil sustentar esta afirmação. Ao contrário, nem o socialismo nem o comunismo estão mortos. Na verdade, embora o poder político do comunismo e do socialismo tenha diminuído um tanto, é inegável que os seus aspectos culturais estão agora em um pico. (mais…)

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A esquerda na América Latina tem um calcanhar-de-aquiles: a enorme fragilidade de suas maiorias eleitorais

Resumo: Fragilidade de suas maiorias eleitorais é apresentada como o ponto vulnerável dos governos de esquerda na América Latina. O artigo distingue apoio circunstancial de convicção ideológica, observa a influência de crises e corrupção sobre o voto e sustenta que programas revolucionários encontram limites quando o eleitorado pode mudar de posição em busca de estabilidade.

Péricles Capanema

Virou moda repetir que a América Latina tomou um rumo esquerdista. Álvaro Uribe da Colômbia representaria a grande exceção. Seria inconteste a superioridade da esquerda, se somadas as duas no poder, a carnívora (vou utilizar esta nova terminologia, imprecisa, mas prática) − Cuba de Fidel ou Raul Castro, Venezuela de Hugo Chávez e Bolívia de Evo Morales− e a herbívora, Brasil de Lula, Argentina de Cristina Kirchner, Uruguai de Tabaré Vásquez, Paraguai de Fernando Lugo, Chile de Michelle Bachelet, Equador de Rafael Correa e ainda Daniel Ortega na Nicarágua e Mauricio Funes em El Salvador.

Leitor, você acha que faz uma divisão melhor? Quer deslocar acima alguns da esquerda herbívora para a carnívora? Ou vice-versa? Nenhum problema. Mude. Faça sua classificação. E outros leitores farão classificações diferentes. Natural, é difícil classificar cada um desses governos só na coluna soft ou só na coluna hard. Na prática, as políticas que aplicam são sempre uma mistura de medidas carnívoras e de medidas herbívoras. Em cada tema haverá uma divisão particular entre os governos de tipo soft e os de tipo hard. (mais…)

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