Ucrânia vitoriosa continua ameaçada pelo sonho ofídico de uma “nova-URSS”

Ucrânia venera os heróis de Maidan
Ucrânia venera os heróis de Maidan

A Ucrânia está vivendo uma das páginas mais gloriosas de sua história.

A Igreja Católica saiu enaltecida pelos seus filhos
A Igreja Católica saiu enaltecida
pelos seus filhos

O ditador Yanukovich acabou sendo destituído pela Rada Suprema (Parlamento) e se encontra fugitivo, provavelmente acobertado pelo seu mentor Vladimir Putin em algum local ignoto.

Na Praça da Independência de Kiev, mais conhecida como Maidan, dezenas de jovens heróis sacrificaram a vida para impedir que a Ucrânia caísse num comunismo mal disfarçado.

Após três meses de ininterrompida manifestação pacífica de Maidan, sob frios que chegaram a atingir -30º, dia e noite, multidões disseram não ao iniquo projeto de sujeitar o país à “nova-URSS” de Vladimir Putin.

A brutal repressão policial, os sequestros, torturas, vexames e assassinatos em locais afastados não desanimaram os opositores anticomunistas.

No coração da resistência de Maidan se destacavam duas capelinhas católicas montadas em tendas onde sacerdotes celebravam a Missa e dispensavam os sacramentos.

Numa delas estava uma imagem de Nossa Senhora de Fátima miraculosamente salva das chamas durante os violentos episódios da quarta-feira 19 de fevereiro.

Fotos e vídeos deram volta ao mundo ilustrando e alertando sobre os eventos da última semana em que o regime pro-soviético despencou vertiginosamente.

Ucranianos homenageiam os heróis de Maidan
Ucranianos homenageiam os heróis de Maidan

O sacrifício dos heroicos ucranianos não foi em vão e o ditador deposto fugiu, deixando em situação constrangida à própria Rússia.

Sentiram-se encorajados pelo mundo todo, aqueles que lutam para impedir que seu país despenque na miséria e no totalitarismo socialista e/ou comunista.

Anticomunista tira estrela soviética da cúpula do Parlamento em Kiev
Anticomunista tira estrela soviética da cúpula do Parlamento em Kiev

Na Venezuela, por exemplo, onde os líderes populistas sul-americanos e cubanos estão tentando salvar a permanência de Maduro.

Entrementes, o perigo para a Ucrânia não cessou e os heróis de Maidan percebem isso.

O restabelecimento da liberdade está pondo a nu a máquina ditatorial de tortura, terrorismo e morte montada pelos seguidores do presidente destituído.

Nada tem a invejar aos esquemas dos tempos soviéticos.

O novo governo encaminhou à Corte Penal Internacional em Haia pedido de processo por genocídio contra Yanukovich e seus sicários comunistas.

É indispensável que não voltem a acontecer fatos como os vividos pela Ucrânia salvando in extremis suas liberdades e sua independência e sacrificando a vida de dezenas de seus melhores filhos.

Viu vem isso, outrora, o presidente de uma outra nação martirizada pelo comunismo, o Presidente da República da Lituânia Vytautas Landsbergis.

Ele sugeriu em 1991 a instalação de um tribunal internacional do gênero de Nuremberg, para julgar o crime dos comunistas soviéticos.

Circunstancias históricas diversas adiaram esse indispensável julgamento.

Maidan: nos momentos decisivos a força veio do alto
Maidan: nos momentos decisivos a força veio do alto

O senso de justiça, inerente a todos os espíritos retos e elevados, está a clamar por uma punição adequada dos grandes crimes que o comunismo internacional praticou no mundo inteiro.

E, entre esses crimes, merece nossa especial indignação os que foram praticados na Lituânia como também agora na Ucrânia, para citar apenas esses grandes exemplos.

Um tribunal tipo Nuremberg, regido pelo Direito, é especialmente necessário, além do mais, considerando que na imensa Rússia o plano ofídico de uma “nova-URSS” continua sendo acalentado.

Vladimir Putin agora apenas reformula suas estratégias para no momento oportuno voltar a tentar o criminoso assalto contra os países vizinhos, que ele considera sua propriedade enquanto ex-escravos!