A tríplice crise resultante da Covid-19, da agitação civil e do desastre econômico está abalando os fundamentos espirituais e materiais do Ocidente e do mundo. Não se trata de uma crise comum, pois ela abala nossas certezas desgastadas, ao mesmo tempo que muda nossas rotinas diárias e cerceia a liberdade da Igreja. Frente a essa crise, muitos ficam perplexos e se perguntam o que deu errado. Para onde vai o Ocidente? É possível evitar o caos que se aproxima?

Diante desse grande perigo que ameaça o Ocidente, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e suas organizações coirmãs e autônomas nos cinco continentes – constituídas de leigos católicos que de há muito defendem a civilização cristã contra os erros do comunismo e do socialismo –  apresentam uma análise dos perigos da atual situação, bem como uma mensagem de esperançosa restauração.

I – A situação atual

A atual crise se manifesta de várias maneiras. Entretanto, todas elas apresentam uma meta comum: destruir as estruturas da civilização cristã ocidental que ainda resistem. Poderíamos dividi-las em três categorias principais.

1. Uma crise sanitária que afeta todos os aspectos da vida

O mundo se confronta com uma epidemia viral suspeita, originada na China e propagada a partir de lá. Esse vírus afeta sobretudo as nações cristãs da Europa e das Américas, causando graves riscos sanitários e um profundo impacto econômico, social e psicológico resultante de draconianas medidas sanitárias e lockdowns.

As pessoas são levadas a se acostumar com um mundo de tristeza, isolamento e subconsumismo controlado por tecnocratas, não muito diferente do pesadelo distópico do romance ‘1984’, de George Orwell.

O assim chamado “novo normal” está afetando a vida de centenas de milhões de pessoas, ao limitar a liberdade de movimento, interromper o trabalho e as aulas, proibir ou limitar reuniões e eventos culturais, e sobretudo restringir o acesso à Missa dominical e aos sacramentos.

As pessoas são levadas a se acostumar com um mundo de tristeza, isolamento e subconsumismo, controlado por tecnocratas, não muito diferente do pesadelo distópico descrito no romance “1984”, de George Orwell.

2. A pandemia expõe as debilidades estruturais de nosso mundo globalizado

Uma grave crise econômica está batendo à porta, com enormes consequências políticas, sociais, culturais e psicológicas. Analistas de nível mundial preveem que será muito pior que a Grande Depressão de 1929.

A pandemia revelou a monumental dependência econômica do Ocidente – nefasto resultado do imprudente deslocamento de sua base industrial especialmente para a China.

O resultado é a grande fraqueza política do Ocidente. Sua influência encontra-se muito abalada no mundo “multipolar”, no qual a China comunista vem assumindo o papel de dragão. Muitos autores denunciam o declínio inevitável e gradual do poder político, militar e diplomático do Ocidente no cenário internacional. O mundo, como o conhecíamos, parece estar chegando ao seu fim.

3. A agitação enfraquece ainda mais o Ocidente

O Ocidente está sendo enfraquecido por focos de agitação que surgem simultaneamente em várias partes do mundo, como que desencadeados por uma direção comum.

Tais focos nascem de:

a) Imigração descontrolada, um mal importado que favorece a formação de quistos estrangeiros dentro das nações. Muitos recém-chegados – especialmente migrantes muçulmanos – recusam integrar-se e assimilar-se ao país que os recebe, criando de fato um separatismo interno. Este fenômeno transforma o Ocidente em um “espaço aberto” multiétnico, multirreligioso e multicultural, sem identidade nem objetivos comuns.

Tumultos revolucionários promovidos pelo movimento Black Lives Matter

b) Surgimento de reivindicações de minorias que se dizem discriminadas, e de ideologias de esquerda que buscam varrer todos os resquícios e estruturas do nosso passado cristão. Tais ideais sociais “desconstrucionistas” têm como alvo a sociedade burguesa capitalista. Muitos esquerdistas se aproveitam de diferenças raciais e culturais para promover a luta de classes, por meio de violência nas ruas e destruição urbana. Um exemplo típico são os tumultos revolucionários promovidos pelo movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos.

Entre outras consequências, essa agitação leva a um radicalismo que, com a ajuda da mídia, assusta e paralisa a maioria silenciosa. Em países onde essa maioria reage, a consequente polarização ideológica leva a uma paralisia das instituições democráticas, e muitos observadores chegam a mencionar o risco de guerra civil.

II – O homem ocidental diante deste panorama

O Ocidente não está preparado para enfrentar essa tríplice crise. Seus alicerces estão corroídos pela terrível fraqueza estrutural causada por uma revolução cultural massiva; como se pode ver, por exemplo, através da crise na família, na cultura da morte representada pelo aborto, e na ideologia LGBT agressiva que vem sendo imposta a toda a sociedade, até mesmo a crianças inocentes.

Acima de tudo, o Ocidente está enfraquecido por uma crise espiritual. Muitos abandonam a Fé e vivem sem respeitar a lei de Deus, ignorando a vida da graça e a vida sacramental. Enfraquecidos por esta decadência moral e religiosa, passam a esquecer nossas raízes cristãs.

Privados do apoio espiritual e social, muitos reagem à tríplice crise com perplexidade e incredulidade, quadro que alguns psicólogos denominam “trauma coletivo”.

Nosso mundo ‒ poderoso, sólido, tecnologicamente “perfeito” e seguro de si ‒, foi abalado até os alicerces pelo novo coronavírus.

Em poucos meses ele fez ruir, junto com a economia ocidental, muitas “certezas” que alimentavam nas massas o otimismo de um progresso indefinido.

A crise corroeu a confiança na mídia, na ciência, nas autoridades políticas e até nos líderes religiosos. O otimismo, traço característico de nosso tempo, que havia resistido a duas guerras mundiais, está agora desaparecendo e despertando crescente ansiedade pelo futuro.

Nesse contexto preocupante, muitos começam a questionar as premissas com que se ergueu o Ocidente, e perguntam: O que deu errado? Existe uma solução, uma luz que possa nos guiar nessa tempestade, consolando-nos e restaurando a confiança no futuro?

Tais perguntas trazem consigo uma semente de remorso e de um vago anseio pela retomada do caminho abandonado da virtude.

III – Uma imensa orfandade espiritual

Em meio à crise, seria bom voltarmos à fonte da cultura cristã e redescobrir os valores espirituais que formam a base de nossa civilização. É desta fonte espiritual que virão a ordem, as instituições e as graças que nos salvarão dessa crise tríplice. Somente um retorno de filhos pródigos à casa paterna pode regenerar a sociedade na medida e profundidade necessárias.

No entanto, nossa incapacidade de lidar com esta tríplice crise decorre de terem nossas certezas, nossos princípios e nossos valores sido minados pela crise que se desenvolveu paralelamente dentro da própria Igreja. Uma crise espiritual, muito mais destrutiva, pois nos priva dos meios que nos ajudariam a encontrar soluções.  

Nesta hora de supremo perigo para o Cristianismo, seria natural os fiéis elevarem seu olhar para a Cátedra de Pedro, Suprema Autoridade da Igreja Católica, buscando uma palavra de conforto e orientação.

No entanto, ao invés de se portar como baluarte do Ocidente, ultimamente a Santa Sé parece indiferente à sua missão. Às vezes parece até favorecer as forças que, com intensidade cada vez maior, atacam o Ocidente cristão. O aspecto mais terrível da atual situação, portanto, é a imensa orfandade espiritual em que ele se encontra.

Entre muitos fatos recentes que poderiam ser citados, e que solapam os fundamentos da fé, consideremos os seguintes:

1.Catecismo da Igreja Católica reitera que os atos homossexuais “são contrários à lei natural” e “não podem, em caso algum, ser aprovados” (nº 2357). Além disso, uma declaração emitida pelo Vaticano em 2003 condena “o reconhecimento legal das uniões homossexuais”. No entanto, em recente declaração o Papa Francisco afirma que “os homossexuais têm direito de fazer parte de uma família […]. O que precisamos criar é uma lei de convivência civil. Eles têm o direito de estarem protegidos legalmente”.

2. A fim de construir um “mundo novo” multipolar, o Papa Francisco lançou a encíclica Fratelli Tutti. Do ponto de vista religioso, nela coloca a Igreja Católica e a Sagrada Escritura em pé de igualdade com outras religiões e suas crenças fundamentais. Em nome de uma fraternidade universal naturalista, e da “amizade social” correspondente, Fratelli Tutti fornece as bases doutrinárias e psicológicas para um “mundo aberto”, sem princípios nem fronteiras, sem religião definida, em que os recursos devem ficar igualmente disponíveis a todos, e os conflitos devem ser resolvidos por meio do “diálogo”.

3. A encíclica favorece, no Ocidente, a invasão descontrolada de migrantes – no caso da Europa, principalmente muçulmanos. E conclama os países a se submeterem a organismos internacionais como as Nações Unidas, que supostamente resolveriam problemas mundiais, especialmente os relacionados ao clima e ao meio ambiente.

4. Além disso, contradizendo a doutrina social da Igreja, Fratelli Tutti cerceia de tal maneira a propriedade privada e a economia de livre mercado, que na prática nega a liceidade moral desses dois fundamentos da economia ocidental. Outros pontos da encíclica também preocupam. Foram repetidos pelo Papa Francisco ao longo de seu pontificado, e provavelmente o fará novamente durante os eventos do Pacto Global sobre a Educação e The Economy of Francesco: o “decrescimento sustentável”; a economia de “energia sem carbono” (isto é, o miserabilismo como padrão de consumo); a propriedade e a gestão comunitária praticada por movimentos populares de esquerda.

5. A isso se somam os anseios indigenistas propostos na encíclica Laudato Si’ e na Exortação Apostólica Querida Amazonia, que apresentam o modo de vida tribal como modelo comunitário e economicamente sustentável (e não se podem olvidar também os horrendos atos de adoração à Pachamama no Vaticano). Ambos documentos confirmam tragicamente as previsões do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre as tendências miserabilistas e tribalistas de setores da Igreja. Ele as apresentou no livro Revolução e Contra-Revolução, edição de 1976; e na obra Tribalismo indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI, de 1977.

6. A passividade da Hierarquia católica durante a crise sanitária ficou evidente quando muitas autoridades religiosas foram além das determinações civis, inicialmente impondo a comunhão na mão, e depois chegando a cancelar a celebração das missas. Pela primeira vez na história, o clero católico celebrou a Páscoa sem fiéis. Muitos destes não estão mais voltando à Igreja, agravando assim uma crescente apostasia.

IV – Tem-se o direito de resistir a um Papa que abandona a Cristandade?

Como afirma o próprio nome da Igreja Católica, Ela é universal. Sua missão é batizar todos os povos, ensinando-os a observar o que Nosso Senhor Jesus Cristo ordenou (Mt 28,19-20).

Nesse sentido, Ela não fica circunscrita a esta ou àquela área geográfica, etnia ou cultura. Por dois mil anos a civilização cristã ocidental vem sendo o fruto mais visível e duradouro do apostolado da Igreja. A santidade da sua doutrina, o espírito evangelizador, a profundidade filosófica e teológica, a criação e manutenção de hospitais, universidades, obras de caridade, o efeito florescente de sua influência na economia, nas artes e ciências – tudo isso levou o Papa Leão XIII a descrever nestes termos a Cristandade medieval:

Papa Leão XIII

Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados. Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda a expectativa, cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer”. (Encíclica “Immortale Dei”, de 1º-11-1885, Bonne Presse, Paris, vol. II, p. 39).

Antes do Papa Francisco, os Soberanos Pontífices reconheciam a civilização cristã ocidental como a filha primogênitaobra da Igreja, e procuraram defendê-la. Que mãe desnaturada seria a Igreja se, vendo tal civilização em perigo de morte, lhe voltasse as costas? Pior ainda, se colaborasse com seus inimigos para agredi-la, até que perecesse? Assim fazendo, estaria agindo como um falso pastor que entrega o rebanho aos lobos vorazes, que o querem devorar.

Lamentavelmente, esta é a atitude demonstrada por muitas das nossas mais altas autoridades eclesiásticas.

Diante de tal panorama apocalíptico, uma pergunta lancinante surge na alma de inúmeros católicos:

– É lícito reagir e defender com altaneria a civilização cristã, suas tradições religiosas e temporais, mesmo contrariando orientações emanadas de altas autoridades?

– É lícito resistir às políticas adotadas pelo Papa Francisco, e que ameaçam a integridade, a segurança e as identidades culturais do Ocidente?

Não tememos continuar em estado de resistência porque o Papa Paulo VI e numerosas autoridades eclesiásticas implicitamente reconheceram – por seu silêncio – a liceidade moral da declaração da TFP sobre a política de distensão do Vaticano com os regimes comunistas, de 1974. O documento, da autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, foi assinado e publicado por todas as TFPs então existentes. Nele se lê:

« Neste ato filial, dizemos ao Pastor dos Pastores: Nossa alma é Vossa, nossa vida é Vossa. Mandai-nos o que quiserdes. Só não nos mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que investe. A isto nossa consciência se opõe.

Sim, Santo Padre – continuamos – São Pedro nos ensina que é necessário “obedecer a Deus antes que aos homens” (At. V, 29). Sois assistido pelo Espírito Santo e até confortado – nas condições definidas pelo Vaticano I – pelo privilégio da infalibilidade. O que não impede que em certas matérias ou circunstâncias a fraqueza a que estão sujeitos todos os homens possa influenciar e até determinar Vossa atuação. Uma dessas é – talvez por excelência – a diplomacia. E aqui se situa a Vossa política de distensão com os governos comunistas.

Aí o que fazer? As laudas da presente declaração seriam insuficientes para conter o elenco de todos os Padres da Igreja, Doutores, moralistas e canonistas – muitos deles elevados à honra dos altares – que afirmam a legitimidade da resistência. Uma resistência que não é separação, não é revolta, não é acrimônia, não é irreverência. Pelo contrário, é fidelidade, é união, é amor, é submissão ».

V. Resistência

Revolução e Contra-Revolução, obra-princeps do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira

Resistir significa que continuaremos a encorajar os católicos a reafirmar seu amor pela civilização cristã ocidental, defendendo seu legado e sua cultura. Além disso, trabalharemos para que esse legado cultural seja restaurado ainda com maior brilho e solidez, para que o Ocidente recupere a liderança mundial que merece, não por ser ocidental, mas por ser católico. A civilização cristã ocidental é erigida sobre um passado bimilenar, e no fato de ter seu centro em Roma, na Sé de Pedro.

Resistir significa incentivar os líderes e os povos ocidentais a reconhecer as razões profundas de sua decadência – analisadas com acuidade em Revolução e Contra-Revolução, obra-princeps do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira – e aplicar os remédios que este sugere para livrar o Ocidente desta crise existencial.

Resistir significa que não nos conformarmos com a morte do Ocidente. Pois, como nos ensinou no mesmo livro o já citado líder católico brasileiro, “quando os homens resolvem cooperar com a graça de Deus, são as maravilhas da História que assim se operam: é a conversão do Império Romano, é a formação da Idade Média, é a reconquista da Espanha a partir de Covadonga, são todos esses acontecimentos que se dão como fruto das grandes ressurreições de alma de que os povos são também suscetíveis. Ressurreições invencíveis, porque não há o que derrote um povo virtuoso e que verdadeiramente ame a Deus”.

Prof. Plinio Corrêa de Oliveira

Resistir significa externar respeitosamente nossa análise e juízo diante de pronunciamentos como os da encíclica Fratelli Tutti, ou o endosso do Papa Francisco ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, o que constitui um golpe mortal no que ainda resta da civilização cristã ocidental.

Resistir significa denunciar, com franqueza filial e respeitosa, a perigosa contradição entre o tratamento privilegiado dispensado pela Santa Sé à China vermelha – cujo regime comunista não condena – e o desprezo do Papa Francisco pelos grandes países da Europa e das Américas. Ele ataca impiedosamente suas soberanias e seus sistemas econômicos baseados na livre iniciativa e na propriedade privada, e inteiramente alinhados com a lei natural, com os Dez Mandamentos e com o ensinamento bimilenar dos Papas e do Supremo Magistério da Santa Madre Igreja.

Resistir significa proclamar com indomável confiança que, para além das tempestades espirituais, dos desafios materiais e de todos os ataques de seus inimigos, o Ocidente e a civilização cristã reerguer-se-ão, cumprindo as palavras proféticas de Nossa Senhora em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.


28 de outubro de 2020

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SIGNATÁRIOS

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (Brasil)
American Society for the Defense of Tradition, Family, and Property (Estados Unidos)
Asociación Civil Fátima la Gran Esperanza (Argentina)
Australian TFP, Inc. (Austrália)
Österreichische Gesellschaft zum Schutz von Tradition, Familie und Privateigentum (Áustria)
Canadian Society for the Defence of Christian Civilization (Canadá)
Acción Familia por un Chile Autentico, Cristiano y Fuerte (Chile)
Centro Cultural Cruzada (Colômbia)
Sociedad Colombiana Tradición y Acción (Colômbia)
Circulo Beato Pio IX (Equador)
Société Française pour la Défense de la Tradition, Famille, Propriété (França)
Federation Pro Europa Christiana (França)
Deutsche Gesellschaft zum Schutz von Tradition, Familie und Privateigentum e.V. (Alemanha)
Irish Society for Christian Civilisation (Irlanda)
Associazione Tradizione Famiglia Proprietà (Itália)
Stichting Civitas Christiana (The Netherlands) (Holanda)
Sociedad Paraguaya de Defensa de la Tradición, Familia y Propiedad (TFP) (Paraguai)
Tradición y Acción por un Peru Mayor (Peru)
Philippine Crusade for the Defense of Christian Civilization, Inc. (Filipinas)
Fundacja Instytut Edukacji Społecznej i Religijnej im. Ks. Piotra Skargi (Polônia)
Instituto Santo Condestável (Portugal)
Tradición y Acción por un Uruguay Auténtico, Cristiano y Fuerte (Uruguai)
Family Action South Africa (África do Sul)
Tradición y Acción (Espanha)
Helvetia Christiana (Suiça)
Tradition, Family, Property – United Kingdom (Inglaterra)

11 COMENTÁRIOS

  1. Muito obrigada pelo convite, estou contente. Sou limitada, não tenho a cultura e nem a desenvoltura como vocês. Sinto muita tristeza com os acontecimentos ocorridos, uma enorme decepção com o Papa Francisco. No momento de tormenta, de fragilidade em que necessitamos do fortalecimento da fé, da espiritualidade, fomos ignorados e traídos por aquele que deveria nos defender, mas que preferiu apoiar o sistema do dragão vermelho, do que salvar almas. O que me fortalece e me dá coragem é o que aprendi na minha infância: O POUCO COM DEUS É MUITO e o muito sem Deus é nada. É preferível morrer com a verdade, do que viver na mentira e condenar a alma. Estou rezando todos os dias, para que tenhamos força e fé para resistirmos. Que Deus nos proteja. Amém!

  2. Penso que, a crise na Igreja não é decorrente das crises econômicas e sociais, mas, ao contrário, estas últimas figuram como consequências da crise na Igreja, que no final das contas somos todos nós. O pai da mentira sabe que, para destruir o ocidente, é necessário, primeiramente, que se destrua os fundamentos da civilização ocidental. Uma civilização, incluindo todos os seus aspectos geográfico, econômico, social e cultural, só é suficientemente forte se assentada sobre três colunas: a alta cultura, a moral judaico cristã e o idioma. Se olharmos para o nosso Brasil, de modo particular, é possível observarmos como essas três pilastras, desde há tempos, vem sendo corroídas pelas forças do mal, paulatinamente, por diversos fatores, sobre os quais me delongaria assaz explicá-los cada um de “per si” Quero me ater tão somente ao aspecto teológico, sem, no entanto, ter a pretensão de esgotar tal assunto, dado que tal ciência é demasiadamente profunda e meus conhecimentos, na mesma medida, são demasiadamente rasos para explicá-la. Quero salientar que, o que pretendo expor sobre tal questão, é decorrente de uma análise, a partir de minha perspectiva. Para tanto, antes de tudo, faz-se necessário, fazermos o seguinte questionamento: Por que será que o mal avança a passos largos, aqui no nosso Brasil, especificamente? A teologia nos ensina que, Deus nos dotou de livre-arbítrio, pois não quer que sejamos marionetes em suas mãos. Embora Deus nos tenha dotado de livre arbítrio, inclusive para o mal, Ele, contudo, não nos dera licença para pecar, pois o pecado rompe a nossa comunhão com Ele, Por outro, Deus não interfere em nossa livre decisão: à tua frente está o fogo e a agua, a escolha é tua. Daí que, as forças do mal, provindas do pai da mentira, não encontra em nós obstáculos para a sua ação, pois não carece de nossa permissão. E, mais, sua insídia encontra em nosso ser as precariedades e fragilidades inerentes à nossa carne. Concluindo, para resistirmos a tudo isso, acima de qualquer coisa deste mundo material, está a necessidade de estarmos ligados a Deus como crianças que, em meio ao perigo, busca desesperadamente pelo amparo e proteção dos pais. O secularismo, o consumismo, o tecnicismo, o cientificismo, o ceticismo, o fim da busca por uma vida ascética, próprios dos tempos hodiernos, é a porta aberta para que, no atual momento da nossa história, estejamos a contemplar, por assim dizer, o prelúdio do fim trágico de todas as coisas, do qual nos fala o Papa Bento XVI, em sua Carta Encíclica “Spe Salvi”, SOBRE A ESPERANÇA CRISTÃ.

  3. Prezados senhores, agradeço o envio deste convite e também a elaboração de tão necessário e urgente apelo.Realmente estamos nos sentindo abandonados pela Santa Sé nesse momento tão difícil para o mundo.O sentimento é que quem deveria nos fortalecer está tomando a defesa de quem quer nos destruir.A cristofobia está sendo completamente ignorada pelos que se denominam nossos pastores.As liberdades estão sendo totalmente tolhidas em todas a partes do mundo e líderes autoritários emergem por todos os cantos do planeta.Não podemos nos calar.O mundo ocidental sofre!!!!Temos que resistir com respeito, mas fortemente.Nossas orações estão sendo ouvidas e cremos firmemente que o Coração de Maria triunfará..

  4. […] “Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados. Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda a expectativa, cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer” [1]. […]

  5. Agradeço ao Instituto Plinio Corrêa de Oliveira o honroso convite de RESISTIR à traição e à ruína do Ocidente, fina flor da Cristandade! É doloroso e trágico o momento em que vivemos e urge a necessidade de enfrentarmos de peito aberto com confiança em Nossa Senhora o drama da Santa Igreja. O pior receio de qualquer católico é ver dos cenários o mais terrível em que dentro da Igreja sai da boca de quem a representa uma voz confusa, atordoante e aniquiladora. Momento de apreensão e oração e unindo aos que resistem na Fé contra essa devastação que tarda em acabar!
    Parabéns pela iniciativa e que Nossa Senhora de Fátima os revigore não luta com proteção e ânimo forte para prosseguir!

  6. Documento vigoroso por seu conteúdo, e pelas mãos fervorosas que o redigiram. Vê o estado da questão com a visão certeira que antecipará a penetração afiada do bisturi no corpo e no espírito dos inimigos, nessa batalha. Julga o que vê com a assistência profética do Espírito, e propõe a resistência salvadora rumo à vitória. Consagrados, confiantes nas promessas da Santíssimia Virgem Maria, oremos. Com o estandante da Santa Cruz de Jesus Cristo à frente, seguiremos. Que Deus abençoe o IPCO e todos os católicos do Brasil e do mundo, o clero, as autoridades, que começam a sacudir a lombeira de cima do corpo.

  7. ” Divide et impera”, o conhecido adágio “Divide e impera” nos lembra a trágica realidade que defrontamos atualmente.
    Com efeito, foi instilada nos ambientes católicos e no que resta de Civilizsção Cristã Ocidental, a maior confusão doutrinária de todos os tempos.
    Verdades básicas que qualquer criança aprendia no catecismo vão sendo postas em dúvida até por altos prelados.
    As mais sadias instituições e tradições ocidentais vão sendo corroídas por uma caótica contestação.
    Assim, a Igreja e o Ocidente estão sendo divididos pelo inimigo insidioso.
    Um verdadeiro Cavalo de Tróia entrou na Igreja e no Ocidente.
    O presente manifesto eleva um brado de alerta e conclama à luta os que amam os restos veneráveis da Civilização Cristã.
    “Os homens combaterão e Deus dará a vitória”(Santa Joana d’Arc).

  8. TEMOS DE RESISTIR AO ERRO, VENHA DE ONDE VIER!
    A “SUBcultura do descartável e incidir no Relativismo”, na qual jovens e idosos são as maiores vítimas de uma sociedade onde tudo se desfaz com muita facilidade, inclusive a vida humana, como extermínio via aborto geral, de crianças com anomalias congênitas, eutanásia, etc., restando urgente às famílias essa a tarefa de repensar como a cultura do descartável tem se manifestado em seu cotidiano. Será que também nós não nos deixamos influenciar, de forma inconsciente e, às vezes, consciente, por essa cultura? E como enfrentar esse desafio, quando tantos outros setores da sociedade transmitem, fortemente, esse contra valor cristão, do desperdício e do descarte no âmbito geral desse terno na paganizada sociedade atual?
    A família é chamada a repensar quais valores tem incorporado não só na educação que “dá” a seus filhos sob a ótica cristã – a base imprescindível – mas, principalmente, no testemunho que parte da vivência de seus valores, a começarem dos pais como católicos assumidos, rezarem em família e serem doutrinadores dos filhos, sendo-lhes os primeiros catequistas.
    Quando a vulgaridade da TV, o cinema, os livros, o sistema econômico, o tipo de deploráveis manifestações artísticas que está em alta hoje, entre outras áreas da sociedade, assumem a “SUBcultura do descartável” e a divulgam tão fortemente, a ponto de até fraquejar a família cristã que se propõe um outro projeto relativista, se não possuir as raízes cristãs bem fundamentadas, sendo um desafio, onde em casa aprende uma e nas escolas, com professores de ideologias de esquerdas, maleficamente promovem as diabólicas “Lavagens Cerebrais” nos inexperientes jovens, os quais normalmente as assimilam – que desafio!
    No entanto, é bom lembrar que as primeiras comunidades cristãs também enfrentaram uma cultura fortemente contra os valores ensinados por Jesus e, por isso, diz o livro dos Atos dos Apóstolos, eram admirados, e a força desse testemunho os convertia; confira o conteúdo de At 2, 42ss; 4,32ss.
    Tenho 2 primos cursados na “Federau” e sairam de lá e defendem PCs; pode uma loucura dessas, aprovar os diabólicos comunistas e discordamos veementes nesse sentido!
    Cristãmente, contra o valor do ter, propuseram o valor do ser; contra o egoísmo e a ganância, viveram a partilha; contra uma religião que privilegiava uns poucos, valorizaram a vida comunitária, sendo algo bastante parecido com o que hoje se vive em certos grupos cristãos bem formados e assumidos nas práticas da fé e vivência pessoal, dando excelentes exemplos de vida vinculada à fé católica e às obras!

  9. Amigos do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, do fundo da minha alma agradeço este convite providencial para preservar a integridade da doutrina católica, para praticar a virtude, para resistir filialmente a os extravios do Papa Francisco e para lutar a grande batalha em defesa do Civilização Cristã Ocidental.

    ¡Oh dor, oh mistério! As recentes e muito desafiadoras declarações do bipolar Papa Francisco (encíclica ‘Fratelli Tutti’ e reivindicação da união civil entre sodomitas) apenas confirmam a veracidade das advertências de Paulo VI em 1968:
    “A Igreja Católica sofre um misterioso processo de auto-demolição”
    “A fumaça de Satanás penetrou no recinto sagrado”

    O que não entendo é a monumental e evidente torpeza: ¿por quê, de repente, Francisco lança uma jihad aberta contra os imutáveis e sagrados mandamentos da lei de Deus, neste caso contra o primeiro e o sexto? ¿Tem a menor esperança de que sua palavra prevalecerá?

    Amigos, antes de mais nada agradeço o seu conselho subjacente: em face dos errores de Francisco e do clero progresista que o segue, NÃO CEDAMOS À TENTAÇÃO DO CISMA, permaneçamos no Barca de Pedro, fiéis ao Sagrado Depósito da Fé e à doutrina dogmática da Igreja. ¡Vamos pelo resgate da nossa Santa Igreja!

    Quão revigorante é a sua voz de esperança! De alguma forma terá de intervir a Divina Majestade, de alguma forma purificará o Barco de Pedro e protegerá os justos na terra, como profetizou a Santíssima Virgem em Fátima, 1917: “¡Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.

    Convido todos a clamar ao Céu, a fazer sacrifícios aos pés do Altíssimo, pedindo-lhe com ardor o que parece improvável: ¡a esplendorosa conversão do Papa Francisco!

  10. A Revolução parece ter pressa para atingir o seu fim diabólico que é a destruição da Civilização Cristã. As crises econômicas e sociais agravam-se ainda mais com a crise na Igreja provocadas pelos recentes documentos pontifícios. Tais crises se assemelham a um incêndio numa floresta. Quando se tenta apagá-lo num ponto, ele se alastra em outro.
    Diante dessas múltiplas crises – que na verdade é uma só, chamada Revolução – surge, ou ressurge, o IPCO e as sociedades coirmãs do mundo inteiro com um documento que, como um raio, clareia esta borrasca atual e renova a Resistência feita pelo Prof. Plínio Corrêa de Oliveira, em 1974, contra a política do Vaticano em relação ao comunismo. Desejo que este documento contribua para a derrota da Revolução e advento do Reino de Maria, e parabenizo o IPCO e as demais organizações que o assinaram.

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