Produtor rural Raul das Neves, dono de uma fazenda no Mato Grosso do Sul, mostra o documento de sua terra. Demarcação pela Funai anula o título. A foto é de Marcello Casal Jr., da Agência Brasil.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) produziu relatório entregue à Casa Civil no qual demonstra que a maioria das ocupações de índios no Mato Grosso do Sul é recente. A Funai vem exigindo a criação várias terras indígenas na região baseados em laudos que atestam a ocupação antiga do território.

O problema tomou proporções graves quando a presidente Dilma Rousseff, em visita ao Show Rural realizado em Cascavel, no Paraná, emfevereiro passado, recebeu as primeiras reclamações de produtores rurais denunciado os processos fraudulentos da Funai. Os presidentes das Federações da Agricultura dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, além da Presidente da CNA, Senadora Katia Abreu, entregaram à Presidente um relatório com as denuncias. Dilma mandou Gleisi investigar o assunto.

Gleisi botou a Embrapa no circuito e pediu um mapeamento da ocupação e das características das terras de maneira a verificar a justeza dos estudos desenvolvidos pela Funai. Na semana passada, a Embrapa finalizou o primeiro levantamento.

O documento é bombástico. valendo-se de várias fontes e técnicas, incluindo imagens de satélite, a Embrapa concluiu que a presença de índios nos locais que a Funai tenta demarcar como Terra Indígena é recente ou até inexistente. A presença mais antiga data de 1990, uma área chamada de Tekoha Porã, reúne índios vindos de Naviraí (MS) e constitui uma aldeia inserida na malha urbana de Guaíra. A maioria sobrevive com Bolsa Família e cesta básica.

Nas demais áreas, os índios estão presentes a partir de 2007; em cinco delas só foi registrada a presença de índios a partir do ano passado, 2012, muitos deles vindos do Paraguai. Em quatro das 15 áreas avaliadas sequer há índios, constatou aEmbrapa.

Gleisi já encaminhou o relatório ao ministro da Justiça recomendando que os estudos da Funai no Oeste do Paraná sejam suspensos. O estudo da Embrapa explica e reforça os rumores de queda da cúpula da Funai.

A Federação da Agricultura do Paraná, que mobiliza agricultores para irem a Brasília, debita a criação da tensão ao envolvimento de setores de universidades estaduais e federais, em especial Unioeste, UEM e Unila, além do Cimi, Ministério Público e ONGs menos conhecidas.

Gleisi vai para a audiência com uma opinião formada: “Não resolveremos uma injustiça cometendo outras.” Ela defende soluções alternativas para o problema dos índios – que precisam de assentamentos, saúde, educação e programas de acesso à renda – e não com a expulsão dos produtores rurais.

Fonte: Paz no Campo

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4 COMENTÁRIOS

  1. Creio que é atitude Cristã, Budista, não desejar aos outros o que não queremos a nossos filhos.

    Não quero que meus filhos não tenham oportunidades de escolha no mundo globalizado. Acesso a educação, oportunidades de frequentar escolas boas, poderem viajar, conhecer o mundo. Por que então queremos preservar os indios ? Talvez para daqui a 200 anos, ter empresa de turismo espacial onde de lá com lentes ultra potentes os turistas possam mostrar…olha lá meu filho, era assim que os humanos viviam no passado…

    Pra mim quem defende “cultura de indios, preservação dos indios” são egoistas em pele de cordeiros, hipócritas que não querem dar aos filhos dos indios a oportunidade de escolha.

    Hellen Leite,

     
  2. @Hellen Leite Vá estudar Hellen e conheça um pouco mais sobre a realidade, voce e esse bando de universitarios acomodados que só PASSAM pelo interior do país nao fazem a mínima idéia do que acontece.

     
  3. O Brasil caminha para a extinção indígena. A aprovação dessa PEC 215, além de inconstitucional, é absurda! Não dá para transferir para o congresso, com uma bancada ruralista forte, a responsabilidade de demarcar terras indígenas. Eles vão acabar com tudo o que os índios já conquistaram até hoje, com muita luta e sangue. Isso me cheira a jogo político.
    Triste!

     
  4. QUAISQUER QUE SEJAM OS RESULTADOS, OPINIÕES, RELATÓRIOS DAS TERRAS DISPUTADAS POR INDÍGENAS OU NÃO, DEVEM SER ANALISADOS COM URGÊNCIA A FIM DE UMA DECISÃO, DE PREFERÊNCIA A FAVOR DO INDIGENATO, PARA QUE O ASSUNTO DE TERRAS INDÍGENAS NÃO EVOLUA PARA UMA RACISMO ORIGINAL. O QUE É ISSO? SIMPLES. 70% (SETENTA POR CENTO) DOS BRASILEIROS SÃO MAMELUCOS, E PODERÃO ASSUMIR ESSA CONSCIÊNCIA DE PERTENCEREM A UMA RAÇA ESPECIAL E PASSAREM A EXIGIR SEUS DIREITOS TAMBÉM SOBRE SUAS HERANÇAS AGRÁRIAS, CULTURAIS, ETC.

     

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