Diário de Notícias, Reuters/Thomas Peter, DN, 2 de março – comenta que “Vinte e três milhões de pessoas viram o acesso a bilhetes de avião ou de comboio ser-lhes negado, na China, devido ao polêmico sistema de “crédito social”, ainda em teste em algumas regiões e que tem como objetivo de melhorar o comportamento dos indivíduos (sic). Segundo estas normas, as violações da lei, e o número e gravidade das mesmas, atribuem sanções aos cidadãos e irão alterar a sua nota ou classificação”.

     Continua a notícia: “The Guardian, que cita o relatório de 2018 do Centro Nacional de Informação de Crédito Público, explica que 17,5 milhões de pessoas foram proibidas de comprar (passagens) viagens de avião, e a 5,5 milhões foi negada a aquisição de títulos de transporte para comboios de alta velocidade. Isto devido a ofensas que afetam o referido crédito social. O jornal destaca ainda uma frase do relatório: “Uma vez desacreditados, limitados em todo o lado“”.

Quem sabe a ONU, o Vaticano veriam nisso uma forma de discriminação, grave violação dos direitos humanos?

     “Muitos são os que criticam a ideia, alegando que se trata da criação de um gigante sistema de vigilância e controle, apoiado por tecnologia e tratamento de grandes quantidades de informação”.

     “Antes do conceito de crédito social, as autoridades já limitavam as viagens a alguns cidadãos, mas as novas práticas acentuaram a situação. Em 2018, por exemplo, foi revelado que seriam aplicadas sanções que proibiriam determinados cidadãos de frequentar transportes públicos por um ano”.

Meta é alcançar 1 bilhão e 350 milhões de chineses

     “O relatório utilizado pelo Guardian refere também, por exemplo, que cidadãos foram impedidos de adquirir seguros, imóveis ou efetuar e investimentos. Empresas, por outro lado, foram impedidas de licitar em projetos. As autoridades chinesas contam que, só em 2018, identificaram 14 milhões de referências de “conduta desconfiável“, que incluem empréstimos por pagar, publicidade enganosa ou ocupar lugares reservados nos transportes públicos.

     “Segundo as mais recentes informações, o governo chinês espera ter o sistema totalmente implementado em 2020, ou seja, para cerca de 1,35 mil milhões de pessoas.

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     Controlar, fiscalizar, punir os cidadãos (ou premiar os fieis ao regime comunista) assim é a China do século XXI que já conta com 200 milhões de câmeras para reconhecimento facial.

Recentemente saíram críticas ao Ministro da Educação que colocou uma pitada de civismo nas escolas. Os liberais, socialistas e lulopetistas estão com a palavra sobre o controle que a China comunista exerce sobre os cidadãos. Ou será que se trata de “assunto interno da China”? Comentem! ONU: alguma violação dos direitos humanos?

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