Vizinhos da Ucrânia vêem em Putin um émulo dos repressores anticristãos soviéticos

'Primavera de Praga' foi afogada a sangue e fogo
‘Primavera de Praga’ foi afogada a sangue e fogo

“A Hungria, a República Checa, a Polônia e a Eslováquia estão horrorizadas pelo fato de serem testemunhas de uma intervenção na Europa do século XXI, semelhante às suas próprias experiências de 1956, 1968 e 1981”, diz o comunicado conjunto desses países, inspirado pela brutal ação da Rússia na Ucrânia, informou o jornal de Paris “Le Monde”.

Esses quatro países se referem às repressões praticadas pelo Exército Vermelho, martirizando os populares que se insurgiam contra a opressão comunista, e comparando-os com os métodos utilizados agora por Putin.

Em 1956, as tropas russas afogaram no sangue a insurreição de Budapest, na qual se destacou a figura do grande cardeal Mindszenty.

Em 1968, os tanques russos extinguiram pela violência o movimento conhecido como “Primavera de Praga”.

Por fim, em 1981, a ditadura comunista polonesa apelou para o exército comunista quando o sindicatoSolidariedade conseguiu movimentar a população católica da Polônia contra o regime ateu e anticristão.

Patriotas húngaros na revolução anti-comunista de 1956, Budapest
Patriotas húngaros na revolução anti-comunista de 1956, Budapest

Os quatro chefes de governo desses países vítimas – o húngaro Viktor Orban, o checo Bohuslav Sobotka, o polonês Donald Tusk e o eslovaco Robert Fico – assinaram a declaração numa reunião do Grupo de Visegrad.

Eles se associaram nesse grupo em função das necessidades comuns de segurança e energia, fazendo parcerias com outros países outrora escravos do Leste, como a Ucrânia.

Os quatro chefes de governo reiteraram sua solidariedade à Ucrânia e reafirmaram que “as ações militares recentes da Rússia constituem uma infração à legislação internacional e criam uma realidade perigosa nova na Europa”.