Relicário São Marcelino e São Pedro

Os nomes de São Marcelino e São Pedro, mártires, são mencionados no cânone romano da Missa. Deles diz o Martirológio Romano nesse dia: “Em Roma, o natalício [para o céu] dos santos mártires Marcelino, presbítero, e Pedro, exorcista. Por haverem ensinado a muitos a fé cristã, quando estavam no cárcere, padeceram duros ferros e muitos outros suplícios, sob o imperador Diocleciano. Por ordem do juiz Sereno, foram depois degolados num lugar que antes se chamava Floresta Negra, mas que, em honra desses santos, ficou dali por diante, com o nome de Floresta Branca. Os corpos foram sepultados numa catacumba, junto a São Tibúrcio. Posteriormente o papa São Damaso exornou-lhes a sepultura com um epitáfio em versos”.

Segundo a tradição, eles foram sepultados na via Cornélia, na aldeiola chamada Selva Negra, onde tinham sido martirizados, para que os cristãos não os localizassem nem venerassem. Mas Deus revelou a uma piedosa mulher chamada Lucilia o lugar onde jaziam. Seus restos mortais foram então recolhidos e trasladados para o cemitério da via Lavicana, no lugar chamado “entre os loureiros”. O local de seu martírio recebeu desde então a denominação de Selva Branca, chegando a ser uma sé episcopal durante a Idade Média.

Os dados mais seguros desse martírio no-los dá São Damaso na Inscrição que redigiu para o túmulo na via Lavicana. Está em verso, e indica, segundo confissão do próprio verdugo, as circunstâncias do martírio. Diz ela: “Marcelino e Pedro, escutai a história do vosso triunfo. Quando eu era menino, o próprio verdugo contou-me, a mim Damaso, que o perseguidor furioso ordenara que vos fossem cortadas as cabeças no meio de um bosque, para ninguém saber onde estavam vossos corpos. Mas vós, triunfantes, preparastes com as vossas próprias mãos esta sepultura onde agora descansais. Depois de terdes descansado por breve tempo numa Selva Branca, revelastes a Lucilia que teríeis gosto em descansar aqui.

Santo Erasmo

No fim do século XIX Stevenson encontrou a cripta dos dois santos, cuja sepultura, entretanto, não se quis remover, a fim de que seus corpos fossem trasladados para um lugar mais pomposo. Contentou-se em revestir suas paredes com pilastras de mármore.

Santo Erasmo foi, no princípio do século IV, bispo e mártir em Fórmia. Desde cedo seu culto se difundiu no Lácio e na Campânia. Entrou também na liturgia romana graças principalmente à fama obtida pelo mosteiro Célio, em Roma, dedicado ao seu nome. O Martirológio Romano dele diz também neste dia: “Na Campânia, Santo Erasmo, bispo e mártir que, sob o imperador Diocleciano, foi primeiramente açoitado com chumberas; depois, cruelmente moído a cacete; em seguida, escaldado com resina, enxofre, chumbo, pez, cera e azeite a ferver. Mas disso não teve lesão alguma. Mais tarde, sob Maximiano, tornou a sofrer, em Fórmia, vários tormentos atrozes. Deus, porém, lhe conservou a vida, para que confirmasse os outros cristãos. Afinal, a chamado do Senhor, acabou em santa paz com a glória do martírio que sofrera. O corpo foi mais tarde transportado para Gaeta.

 

 

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