2013 — Atribulações na Santa Igreja e inédita confusão no mundo

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Capa da Revista Catolicismo de janeiro/2014

Em janeiro de 2013, a imagem simbólica do balanço anual, que tradicionalmente a revista Catolicismo apresenta em suas edições do primeiro mês do ano, foi a bíblica Torre de Babel. Para o título da matéria de capa da edição de janeiro deste ano foi escolhida uma decorrência da construção da referida Torre: a confusão das línguas.

Com efeito, durante o último ano, o processo revolucionário se aprofundou, e com ele a confusão dos espíritos atingiu um clímax tal, que leva os homens a quase não se entenderem mais. Nesse sentido, os fatos falam por si.

Em fevereiro, “como raio em céu sereno”, o Papa Bento XVI renunciou à Cátedra de Pedro. Francisco I, o novo Papa, já desde o início do pontificado assumiu atitudes que causaram perplexidades em ambientes católicos e no público em geral. Atitudes que se refletem tanto no modo de apresentar-se quanto na maneira de se comunicar, geralmente num estilo coloquial, amiúde através de entrevistas. E tal maneira de agir tem causado confusão, especialmente em matérias doutrinárias, exigindo posteriores esclarecimentos, alguns dos quais não suficientes para eliminar todas as dúvidas.

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Tal situação se refletiu até em órgãos da mídia leiga, tendo um deles observado que “o Papa está lançando a Igreja em uma agitação como não se vê há séculos”.

A “confusão das línguas” teve seu reflexo também no plano temporal, seja no âmbito brasileiro, seja no de outras nações.

Em países do Ocidente essa confusão se alastrou sensivelmente, enquanto no Oriente se articula uma iniciativa até há pouco tempo impensável: a tentativa de apresentar o presidente russo, Vladimir Putin — antigo coronel da KGB — como paladino da civilização cristã!

Retrospecto-3Entretanto, em meio a essa balbúrdia deve-se ressaltar um fato, terrível entre todos, a cujo respeito ninguém fala: o silêncio de Deus, que parece afastar-Se da confusão universal. Mas, por outro lado, de modo alvissareiro, observam-se sinais de que a Providência divina está reunindo cada vez mais almas, à margem da confusão, preparando-as para serem fiéis nos acontecimentos vindouros, que devem se desenrolar até o grande triunfo anunciado por Nossa Senhora em Fátima.

Prezados leitores: sejamos dóceis ao chamado divino, para assim atendermos plenamente aos pedidos formulados pela Santa Mãe de Deus em 1917.