Capa da Revista Catolicismo, Nº 793, Janeiro/2017

Retrospecto de 2016 e perspectivas sombrias

A edição de janeiro da revista Catolicismo apresenta como matéria de capa um balanço sintético de importantes acontecimentos transcorridos em 2016, ano em que tanto o mundo quanto a Igreja Católica viveram em meio a psy-incêndios.

Uma das regiões onde o incêndio mais se agravou foi a Europa, cujos países se tornaram alvo de uma invasão muçulmana que ameaça os valores cristãos daquela civilização edificada sob o influxo benéfico da Igreja Católica. Sinistros acontecimentos que vêm ocorrendo em proeminentes nações parecem confirmar a suposição de que se deseja fazer desaparecer os últimos vestígios de Cristianismo vigentes no Velho Continente.

Entretanto, em sentido contrário, fatos ocorridos lá e em outros continentes parecem indicar uma reação da opinião pública à tendência revolucionária de implantar uma situação extrema de caos.

Nessa linha de pensamento, pode-se conjecturar que o “Brexit” foi uma reação sadia do povo britânico contra as injunções centralizadoras e antinaturais dos mentores da União Europeia. E já se fala de movimentos análogos em outras nações.

A vitória de Trump no recente pleito presidencial nos EUA desmentiu a quase totalidade das previsões de institutos de pesquisa e de analistas políticos. Esse triunfo revelou um sintoma de mal-estar e desconfiança de um eleitorado profundo, que estava insatisfeito e marginalizado.

Outro sintoma que merece menção foi a vitória do “NÃO” no referendo sobre o “Acordo de Paz” com os narcoguerrilheiros das FARC na Colômbia, apesar da forte pressão midiática internacional a favor do “SIM”.

No plano espiritual, o ano foi marcado pelo “Jubileu da Misericórdia”, bem como por atitudes do Papa Francisco que causaram perplexidade e confusão entre os fiéis. Um exemplo de confusão foi sua viagem a Lund, na Suécia, para assistir à comemoração do 500º aniversário da revolta do heresiarca Lutero. E também seu discurso no encerramento do “III Encontro Mundial dos Movimentos Populares”, que reuniu em Roma duas centenas de agitadores esquerdistas de 60 países.

Ademais, merecem menção a lista que 45 teólogos e filósofos católicos enviaram ao Pontífice sobre algumas teses não claras contidas na sua Exortação Apostólica Amoris laetitia, bem como o bem fundamentado apelo que quatro cardeais lhe remeteram no mesmo sentido.

Os terremotos ocorridos no final do ano no centro da Itália, causando mais de 300 mortos e arrasando santuários históricos, chegaram a ser considerados como castigos divinos.

A matéria conclui com a reprodução de criteriosa ponderação do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em nossa edição de maio de 1957. Após lembrar as predições de Nossa Senhora sobre os castigos divinos que serão infligidos à humanidade pecadora, caso esta não se converta e faça penitência, o insigne líder católico recomenda: “Trabalhemos e caminhemos serenamente para o futuro. Aconteça o que acontecer, seremos aqueles sobre os quais pousará a mão protetora da Rainha do Céu.”

Aproveito a ocasião para renovar meus sinceros votos de que a Providência divina cumule com graças especiais nossos diletos leitores e suas famílias neste Ano Novo.

 


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Catolicismo é uma revista mensal de cultura que, desde sua fundação, há mais de meio século, defende os valores da Civilização Cristã no Brasil. A publicação apresenta a seus leitores temas de caráter cultural, em seus mais diversos aspectos, e de atualidade, sob o prisma da doutrina católica. Teve ela inicio em janeiro de 1951, por inspiração do insigne líder católico Plinio Corrêa de Oliveira.

1 COMENTÁRIO

  1. “Catastrófico panorama da Igreja”…

    Leio abismado expressões como esta. Não descartadas das classificações midiáticas de sensacionalismo… E alusões à Europa como “onde o incêndio mais se agravou”, Brexit e ao repúdio popular ao primeiro acordo de paz entre o Governo da Colômbia e as FARC. E ainda à presença do Papa Francisco no aniversário de 500 anos da Reforma de Lutero, na realidade um abandono – ele não reformou a Igreja, apenas fundou o luteranismo, o que poderia apenas exprimir uma reforma na forma de muitos leigos de viver o cristianismo. E ao Jubileu da Misericórdia. E à participação de apenas duas centenas de ativistas de esquerda de também apenas 60 países no… “III Encontro Mundial dos Movimentos Populares” realizado em Roma…

    Somente isto ao lado de menções de pujantes gestões de quatro dezenas e meia de teólogos e filósofos católicos atuando junto ao Pontífice sobre a precisão doutrinária da Exortação Apostólica “Amoris laetitia”. E de importantes participações cardinalícias mostrando que a Igreja, ao invés de frágil ou inerte, ou sujeita a eventuais confusões ou consideradas inconsistências do seu Papa diante de poucos ou muitos…

    A Europa não é governamentalmente dirigida pela Igreja, ou sequer por lideranças políticas preponderamente católicas. Tampouco os obirtânicos têm em suas lideranças políticas um desempenho político associado intrinsecamente ao catolicismo. Mas ainda em muito ao anglicanismo… Os terremotos dos últimos anos foram todos de forma geral anunciados por Rainha da Paz, inclusive com detalhes expressos nas suas mensagens como Nossa Senhora de Anguera. Do que ao Brasil há sérias projeções com reflexos em todo o mundo. Na natureza, Ela nos diz que o que estamos vivenciando e haveremos de vivenciar é produto das próprias mãos da humanidade. Pelos desmandos em relação à natureza de modo geral. Ambiental e social… E a conversão dos não católicos é veemente em suas mensagens como Nossa Senhora de Medjugorje… E católicos confessos, entre regulares ou não, somos menos que 25% de toda a humanidade…

    Afirmar que o panorama da Igreja em si é catastrófico é o mesmo que dizer que entre nós não há vitalidade satisfatória no discernimento da santa fé. Nas nossas cousas próprias… Um absurdo estúpido, mesmo em meio a alguma estupidez que vez por outra, frequente ou raramente sempre precisaremos combater. No bom combate em que as boas cabeças sempre estão valiosas…

    A Igreja tem catástrofes, sim. Várias, como por exemplo, a que Papa Francisco recentemente exprimiu, ao dizer que um dos maiores escândalos que temos é o comodismo distribuído em relação às necessidades de todo cristão, então a nós católicos aplicadas, de procurar conhecer a fundo o legado de instruções e sabedoria providenciado por Deus através do livro básico dos cristãos, a Bíblia. E permissividades acomodadas ao secularismo e muito “sim, não e não, sim”…

    Do ponto de vista microsocial, ou microeclesial, nossa cultura católica tem sido uma catástrofe não é de hoje. Com desmandos espirituais e morais, de recato, marginalismo institucional moral e cívico, comodismo na busca e da propagação das ciências e da sabedoria em relação ao recomendado por Deus. E outras realidades decorrentes… Reflexo casualmente a mim próximo disto tudo, demonstrativo da nossa estupidez cultural relativa, é o fato da página no Facebook do meu livro Curiosidades Sobre a Bíblia e a Doutrina Cristã ter registros de mais de 2200 curtidas das quais somente dois ou três autores se prestaram ao respeito de procurar saber o necessário para adquirir. Dentre alguns que o adquiriram por conhecimento presencial e também ali estão registrados. Apesar do programa assistencial previsto para suas receitas líquidas (detalhes em http://www.tssal.com/editora/tssal001_relig_br3.html). E ainda do que eu teria em reconhecimento de significado político e social como integrante da Igreja. Não raro mencionado como liderança. Lembrado mais para cumprimentos e curtidas que para prestígio em minhas iniciativas e minha capacidade profissional. “Tratar de certos assuntos com gente séria dá rolo”…

    Então fiquem os almofadinhas ou “mauricinhos” sem rolo deixando o fino trato sério a quem de despojamento isento para isto… Combate, bom combate, ou guerra não é pra frouxos. Mas para guerreiros, valentes, e especialmente justos santos… Sem sensacionalismos projetando a Igreja como numa catástrofe institucional sem par… Quando estamos mais vivos que nunca… Nas Paróquias da minha cidade, e em toda a minha Diocese, respira-se fervor… E vê-se o mesmo multiplicadamente mundo afora…

    Problemas ambientais e políticos governamentais não são, ainda mais hoje, corretamente classificáveis como de responsabilidade da Igreja… Ao menos enquanto não são católicos que a representam fidedignamente os que estão à frente de Governos e entidades análogas para trato do interesse socioeconômico coletivo.

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