Governo inglês sabia do frio que viria, mas escondeu aos cidadãos

Aeroporto de Dublin paralisado

O Serviço de Meteorologia do governo inglês ‒ mais conhecido como Met Office, ativo desde 1854 ‒ soube que a Grã-Bretanha passaria um inverno excepcionalmente duro, aliás já é um dos mais frios da história, porém escondeu essa informação, denunciou o diário “The Telegraph”.

O fato é especialmente relevante pois os intensos frios provocam mortes, doenças e perdas materiais consideráveis nos países nórdicos.

No mês de outubro o Met Office alertou o governo pelo frio que vinha. Entretanto, foi severamente criticado por tal predição. O anúncio, por certo, contrariava as profecias do aquecimento global.

Blythe Hill Fields, south London:
bom humor ajuda em momentos difíceis

Quando as ondas de frio iam chegar o Met Office publicou uma alerta para desencargo de consciência. Frios tão graves exigem preparativos especiais que podem levar dias ou semanas.

Empresas de transporte de carga e passageiros queixaram-se pois o aviso chegou muito encima da hora.

Diante dos desarranjos e inconfiabilidade do Met Office, um outro órgão público ‒ a BBC ‒ decidiu informar com base em previsões climáticas independentes, disse “The Telegraph”.

Roger Harrabin, analista de meio ambiente da BBC, declarou à Radio Times: “O problema é que simplesmente nós não sabemos se podemos confiar no Met Office”. O Met Office esteve envolvido no esquema denunciado no Climategate.

A diversificação de fontes por parte da BBC recebeu um elogio de Piers Corbyn (ver nosso post anterior): “Este é um passo na boa direção. O Met Office está errando repetidamente e, entretanto continua sendo o serviço meteorológico do governo. É essencial que os funcionários e suas medições sejam independentes e objetivas.”

Caricatura virou lugar comum

Aliás, já em março, o ideologizado Met Office cessou suas previsões de longo prazo diante de erros muito criticados, alguns beirando no cômico.

Em 2009 predisse um “verão-churrasco” que na prática foi inexpressivo. A seguir preanunciou um “inverno moderado”.

Porém, dezembro 2010, foi segundo o próprio Met Office o dezembro mais frio na Grã-Bretanha desde que começaram as medições nacionais em 1910.

O problema mais profundo reside na ideologia anti-ocidental e pró-socialista que subjaz nesta série de erros: antes de prejudicar a utopia ecologista, seus adeptos mantêm na ignorância os cidadãos que viram vítimas inocentes.

Do Brasil, melhor nem falar: a mídia adepta da utopia informou com luxo de dados sobre o relatório do futuro “verão-churrasco”.

Onda de frio na Europa é histórica

Agora não informa equilibradamente aos brasileiros das justas críticas de que são objeto os profetas apocalípticos do aquecimento global.

Resultado: o leitor comum da mídia escrita ou digital é mais uma vítima do viés ideológico contra a civilização e a cultura ocidental.