À margem das eleições americanas: 40 anos da opinião conservadora

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As eleições americanas de 2020 tiveram como desenlace a certificação de Joe Biden como presidente. Para alguns espíritos superficiais a “batalha” terminou. Seria talvez como uma partida de futebol. Encerrado o jogo, não se volta atrás.

E a generalidade da Midia também procede assim, como se houvesse uma rigidez mecânica em assuntos que envolvem os rumos do governo, de uma Nação, ignorando as forças vivas que compõem a opinião pública. Rigidez só existe em países comunistas, como Cuba e China que são governados ditatorialmente pelos respectivos PCs. Seria a “ordem” de uma senzala.

De passagem perguntamos por que razão Biden não convocou seus eleitores para uma grande manifestação em Washington? Popularidade duvidosa? Preferiu não se arriscar.

Recomendamos acessar essa reportagem publicada há 40 anos. Vem de longe o conservadorismo americano (Suplemento 368-370) https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Catolicismo_colecao_ocr.htm#.X_cSzNhKiMo

Votar, pensar, influenciar: o contrário da ordem de curral

Vejamos algumas considerações do Prof. Plinio sobre a mobilização das Associações de Classe no Brasil. “O SISTEMA democrático que a abertura (1985) trouxe para o Brasil, se dá a cada homem o direito e o dever de votar, lhe impõe também a obri­gação de pensar. E quando o ho­mem pensa, necessariamente fala do que pensa, a começar pelas conver­sas domésticas versando sobre polí­tica, religião, cultura e arte. Se as famílias não pensam, não educam, a vida política é prejudicada.”

“Portanto, se excluirmos da vida pública o fator pensamento — pros­seguiu — daí decorreria simples­mente a ordem do curral, onde há ração e tranqüilidade para que o Estado exerça sempre mais ampla­mente sua ação ordenhativa”.

Continua o Prof. Plinio: … “tive notícia de que há alguns meses atrás as Associações Comerciais do Brasil estavam prepa­rando a montagem de um organis­mo denominado ‘Ação Empresa­rial’, e de uma secretaria destinada a seguir os debates nas Câmaras dos Deputados, e até participar even­tualmente dos trabalhos das Comis­sões”.

“Não sei até que ponto as cir­cunstâncias terão permitido a reali­zação do inteligente desígnio das Associações Comerciais do Brasil. Mas faço votos — salientou o pensa­dor católico — de que todos os ramos das atividades nacionais tri­lhem o mesmo caminho“. E inclui indústria, agropecuária etc.

Esse é o movimentar-se da Opinião Pública num País. As forças conservadoras nos EUA vêm atuando há meio século.

O movimento conservador americano cresce há meio século

A reação anticomunista norte-americana vem de meio século. E a defesa dos valores morais também. No início da década de 80 destacados líderes da direita conservadora americana visitaram a TFP do Brasil.

https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Catolicismo_colecao_ocr.htm#.X_cSzNhKiMo

Observou o Prof. Plinio: “Eu notei muito isto conversando com pessoas do movimento conservador norte-americano, que há alguns dias estiveram nos visitando aqui. O que vem a ser propriamente o conservantismo direitista norte-americano, quer dizer, um conservantismo que quereria diminuir o caráter revolucionário de muitas coisas das leis e modos de ser norte-americano. O que é que ele tem de diferente desse conservantismo instintivo, do entusiasmo pelo progresso, que eu acabo de descrever?”

“A alma humana foi feita para ter uma concepção contra-revolucionária das coisas (*). A ordem própria do mundo é a ordem contra-revolucionária. E a alma humana foi feita para conhecer essa ordem contra-revolucionária, e para sentir diante dela todo o seu comprazimento, todo o seu bem-estar, toda a sua alegria.”

“E diante de uma sociedade que foi modelada pela 2ª Revolução – a América do Norte foi modelada em parte pela 1ª Revolução, é a influência protestante na América do Norte; e em parte pela 2ª Revolução, que são os efeitos das ideias liberais inglesas, e até certo ponto das ideias liberais francesas, no movimento de Independência norte-americana, e na formação da sociedade norte-americana – então, a América do Norte foi modelada, exatamente como a América do Sul, foi modelada pelas ideias da Revolução.” — a reação conservadora quer “diminuir o caráter revolucionário de muitas coisas das leis e modos de ser norte-americano.”

Por exemplo, os movimentos pró Vida, com a Marcha anual em Washington contra o aborto.

Perder uma eleição não é perder a guerra

A reação conservadora norte-americana, como também a brasileira, não é pré-fabricada por um jornal com tiragem de milhares de exemplares cotidianos, mas cada um tem dentro de si um linotipo interior em que acaba compondo as suas próprias frases que não serão escritas.”

Temos as Redes Sociais conservadoras e anticomunistas. Temos uma faixa etária especialmente atuante em favor dos Valores Morais. Saibamos nos unir, saibamos divulgar a mensagem que reaviva a Contra Revolução no interior das almas. Usemos dos meios de pressão lícitos junto aos Legisladores.

Sobretudo tenhamos confiança nas palavras de Nosso Senhor de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Nossa Senhora prometeu em Fátima: por fim o meu Imaculado Coração triunfará!

Perder uma eleição não é perder a guerra. Notou o leitor que Joe Biden não consegue aglutinar os seus eleitores? Por que ele não convocou seus aderentes? Medo de fracassar? A força está do lado conservador.

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