O ser humano quer conhecer aquilo que existe e para que fim foi criado

Algo curioso, para não dizer que é conatural a todos os homens: o homem sempre procura dar nome a tudo que conhece, e já na tenra idade, as crianças fazem “aquelas perguntinhas” aos seus pais: ‘O que é isto?’ ‘O que é aquilo?’ E assim por diante… Pegando muitas vezes os pais de surpresa! Podendo até esses faltarem com a paciência, respondendo: ‘Porque Sim!’. A criança – para piorar a situação dos pais – responde: ‘Ah bom! Agora entendi.’.

Para os pequeninos, um mundo começa aparecer cheio de significados, de mistérios, de novidades, de descobertas; no fundo o ser humano quer conhecer aquilo que existe e para que fim foi criado. Daí as perguntinhas…

Por isso, o homem quer construir, criar, cuidar, proteger, elaborar, requintar as coisas, e como está diante de um sem-número de seres, se faz necessário dar nome a tudo que passa a ser conhecido por ele. Mas estas denominações – por ser o homem racional – implicam que o nome deve corresponder – a priori – o objeto em análise e a razão de ser de cada um!  

Seria algo herdado pelo nossos primeiros pais, Adão e Eva? No Paraíso, Adão deu nome as todas as criaturas, e esse nome seria conforme à sua essência e o fim de cada uma delas.

Todavia, ocupa papel primordial o nome que se dá a cada ser humano. Santo Antônio de Pádua; Santa Catarina, de Siena, por exemplo. Simão Cireneu (de Cirene) entrou para a História por ter ajudado o Salvador a Carregar a Santa Cruz; e Verônica (vero, verdadeiro ícone) aquela que enxugou o rosto de Jesus. Sobrenomes portugueses, espanhóis alemães tantas vezes provenientes das profissões que exerciam ou a fatos históricos de que participaram.

Vemos, entretanto, em nossa triste época decadente a substituição de nomes que se dão aos filhos: os nomes de Santos, de grandes vultos sendo substituídos até por Lúcifer. Também o aparecimento de nomes que já não permitem identificar a pessoa com o próprio sexo … um sintoma de uma verdadeira Revolução dos Nomes e Sobrenomes? É o que se pretende ser tratado em linhas gerais neste artigo.

Personagens (grandes feitos) ou por atos de virtude inspiravam nossos antepassados

Imperador do Sacro Império Romano, Carlos Magno

Muitas pessoas a longo da História passaram a receber o mesmo nome de grandes personalidades por serem modelos de virtudes e por seus grandes feitos.

Alexandre, o Grande, – digo o Romano – pela suas conquistas além do Império Romano, inspirou inúmeros nomes ao longo da história, e o mesmo com tantos outros personagens da Antiguidade. Temos também os heroicos pais da Europa: São Bento e Carlos Magno (imperador do Sacro Império Romano), foram modelos para o mundo. El Cid, campeador (Rodrigo Díaz de Vivar) modelo de servo fiel e Santa Joana D’Arc, a jovem heroína que salvou a França. Do mesmo modo a princesa Isabel, aqui no Brasil. Temos também Cristóvão Colombo, Américo Vespúcio, Vasco da Gama entre outros, que se destacaram pelo espírito desbravador, trazendo a “Boa Nova” ao Mundo Novo. É incontável o número dos personagens.

São Bento, fundador da Ordem dos Beneditinos

Com a Cristianização da Europa – a formação da Cristandade – e a evangelização do Novo Mundo, por ação da graça, a mentalidade, os costumes dos povos introduziram o costume de se dar, no Santo Batismo, o nome do Santo do Dia. Era um traço marcante a importância que se dava aos Nomes e Sobrenomes no ato do Batismo o qual por toda a eternidade será um traço distintivo daquele católico.

Sobrenomes tiveram um grande destaque no período medieval – também em outros períodos –, transluzia na heráldica pelos brasões das famílias, a ponto de um simples plebeu, por um ato de bravura, e virtude ser nobilitado. E o nome da família seria lembrado por gerações e gerações.

Até algo pitoresco com Sobrenome também aconteciam, assim os registra os Anais da História. A resposta espirituosa do escultor e arquiteto italiano Antônio Canova ao ditador Napoleão Bonaparte – que se auto coroou – e lhe encomendara uma estátua sua: Quando Napoleão em um ato de fúria – tão comum aos tiranos – bravejou: “Gli italiani sono tutti ladri” (Os italianos são todos ladrões) recebeu uma resposta de duplo sentido, que calou seu ego: “Generale, tutti no, ma buona-parte, sì” (General, nem todos, mas uma boa-parte, sim). ¹  

Sem dúvida, o significado dos Nomes e Sobrenomes sempre foi importante em todas as eras históricas, seja em razão da etimologia ou origem. Mas na Cristandade os elevou a um patamar mais elevado. Poderia um só nome fazer a divisão da História da Humanidade?

 Mesmo com toda a glória do Rei Salomão, ou as conquistas dos imperadores romanos ou dos faraós, nenhum nome conseguiu ser o ponto central da história da humanidade, dividindo-a em antes e depois. Para tal proeza só poderia ser um Nome por excelência, este foi de um Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, Filho de Maria Santíssima. 

A atmosfera Católica na Cristandade fez dos Santos e de pessoas virtuosas um modelo, popularizando seus nomes, seja para pedir sua intercessão, assemelhar ao seu caráter ou honrá-los simplesmente. Daí os feriados santos, as festas dos padroeiros, nomes de países, de estados, de cidades, de ruas.

Contudo, um sinal sútil de desCristianização na sociedade se faz notar com a perda passo a passo de tudo isto, e até mesmo chegar a uma inversão de valores. Nomes de ídolos de futebol, artistas de cinema, ou de pessoas ostentada pela a mídia – que muitas das vezes não demonstram uma boa conduta moral –, passam a ser os novos ícones para Nomes.

Vemos um processo em curso… E como revertê-lo? O papel dos pais nunca foi tão importante, como hoje!

Pais querem que seus filhos se chamem Lúcifer, o Demônio agradece

O Mundo já não é mais o mesmo. Uma tendência vem sendo criada, simbolicamente diabólica, vai ganhando “trevas” em vários países: dos pais darem o nome Lúcifer aos filhos.

Recente notícia informa que um casal britânico, Dan e Mandy Sheldon tentou, na Nova Zelândia, “registrar o nome do filho como Lúcifer.”, e a funcionária do cartório resistiu, mas [o] casal argumentava que acharam o nome bonito e único”. ² Mesmo estando na lista de nomes proibidos para registro, o Conselho de Condado de Derbyshire, cedeu.

Registros como este estão sendo feitos na Rússia, na Argentina, no Brasil e no mundo a fora. ² Com certeza, o anjo decaído Lúcifer, só tem a agradecer por esta admiração…

Tendência de nomes “unissex” tende a abolir o ultrassom que revela o sexo do bebê

Conforme site Dicionário de Nomes Próprios, afirma: “Alguns pais preferem escolher um nome unissex para seus filhos pensando na igualdade entre os gêneros.” ³

Temos hoje os Nomes sob a influência da Ideologia de Gênero, por exemplo o nome Aruan, podendo ser “o Aruan” ou “a Aruan” – independentemente de que sua etimologia seja indígena.

A Revolução dos Nomes e Sobrenomes vem criando uma tendência para a não definição de sexo do bebê de forma sútil, sendo classificada por uns de “unissex”, “agênero”, “andrógenos”, por que não define ser do sexo masculino ou do sexo feminino.

Não é de se espantar que em um futuro próximo sejam abolidos os exames de ultrassom de bebê para descobrir seu sexo, tão desejados pelos pais. No rumo que as coisas estão tomando. Se tornaria um crime, classificado agora como de homofobia – que passou a ser tipificado ao Crime de Racismo –, os tais exames? 

Hoje, diante de absurdas sentenças jurídicas, parecerá que desta vez o “príncipe das trevas” não seja o réu, veredito! De quem é a culpa, então?

Legenda: No dia 6-4-14, sessão da Comissão especial que aprovou o Plano Nacional de Educação, sem menção a “Ideologia de Gênero”, onde o IPCO estava atuante.

Os Milagres da Novena, a Conversão e a pequena Terezinha

Como podemos reverter este processo revolucionário? Darei um exemplo que se passou na história de uma Família, que bem demostra o papel da graça gerando uma atmosfera católica, algo que ainda crepita na sociedade brasileira, mas precisa ser revigorada. Eis o fato: 

Um amigo com sua esposa recém convertidos ao Catolicismo, quiseram receber a bênção da Igreja, unindo-se em matrimônio e segundo a doutrina católica, queriam ter filhos. Mas a sua mulher teve alguma complicação, e o sonho do casal de ter filhos se arrastava há anos.

Contudo, um amigo desse casal teve o mesmo problema com sua esposa, mas conseguiram ter filho com ajuda dos céus, fazendo uma novena a santa francesa, a das flores, Santa Terezinha do Menino Jesus de Lisieux.

Seus amigos tinham acabado de chegar da França onde foram agradecer a Santa Terezinha pelo milagre, e trouxeram pétalas tocadas em seu túmulo. A esposa de seu amigo veio longo trazendo a novena e as pétalas da santa, para entregar à sua amiga pedindo para que o casal fizesse a novena.

O meu amigo tinha se convertido há mais tempo, e sua esposa estava um pouco apreensiva, mas seu esposo insistiu, e assim começaram a rezar a novena. À medida que faziam as orações, nos dias subsequentes, o semblante da esposa reluzia e a esperança de ter um filho virava uma certeza. E foi o que aconteceu. Meses depois os sintomas de gravidez vieram à tona…

Quando foram fazer o exame de Ultrassom para descobrir o sexo do seu filho. Algo aconteceu!

Santa Terezinha do Menino Jesus, fazendo teatro com o papel de Santa Joana D’arc, em contemplação.

Na sala do Ultrassom, quando o médico está analisando, chega uma enfermeira e vê o contentamento do casal perguntando: “É Menino ou Menina?” (Para hoje, uma pergunta politicamente incorreta, diriam uns!). O médico responde: “É Menina!”. Neste momento o casal entreolharam-se comovidos. A enfermeira não se contém, é pergunta contentíssima: “Como vai se chamar a princesinha?” (Em um futuro próximo, será que ela seria presa por abuso de bom senso?).

No entreolhar dos pais um nome veio a brotar. Responderam juntos: “Será Terezinha! Ah! Sim. E ela terá uma grande protetora no Céu, e honrará este grande nome…”

Esta não é uma história inventada mas é uma história real, por isso a responsabilidade dos pais diante dos filhos e de Deus, em formar desde pequeno uma atmosfera católica, começa por um simples nome dado aos filhos.

Na Luta do Bem e do Mal, uma boa leitura abre horizontes

Farei uma confissão ao leitor. O que me motivou a escrever este artigo foi o conhecimento dessas matérias chocantes, onde pais estão dando nomes aos seus filhos de Lúcifer e de nomes sem definição de sexo. Mas o principal motivador, foi a leitura – aliás, riquíssima de valores e princípios – que fiz do Livro: “A Inocência Primeva e a Contemplação Sacral do Universo, no pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira”, no qual aconselho a todos a sua leitura:

“Ora, ‘o sentido mais profundo das coisas não se atinge triturando-as, mas analisando-as’. E analisá-las quer dizer: ‘procurar com o olhar algo que não é o aspecto prático. Algo que os homens que adoram o prático e a vida terrena chamarão de coisa inútil — mas que é o sentido da vida e prepara a alma para o Céu’.”

(…) “A razão de ser principal de cada coisa não é a funcional, mas a simbólica. O simbólico é o que há de mais poderoso para a formação das almas: através da simbologia exercitamo-nos na prática do amor de Deus.”

A autoridade paterna, por exemplo. Sua razão de ser mais alta não é a de alimentar e educar o filho, mas, sim, de representar a Deus junto a seu filho: Deus enquanto gerando, enquanto nutrindo, enquanto formando’.”

“Nisto se deve colocar a nota tônica, porque a função simbólica é sempre a mais alta na ordem das finalidades’.”

O homem necessita do prático para o corpo, mas precisa do belo para a alma. A alma não come pão. A alma não respira oxigênio.”

“Ora, o elemento principal do homem é a alma’.”

“O homem não é apenas, como se costuma dizer, um conjunto de alma e de corpo, como se fossem dois elementos de igual monta [valor], justapostos na constituição de um mesmo indivíduo. Ele é fundamentalmente alma, que tem necessidade do corpo, mas o corpo existe para servir a alma. E a alma do homem postula a verdade, a beleza, porque foi criada à imagem e semelhança de Deus, e Deus é Verdade infinita, e Beleza infinita’.”

*  *  *

Quando não se quer o Reino de Deus e da Virgem Maria – prometido na mensagem de Fátima – nesta Terra vemos que Satanás confabula em construir o seu reino (de trevas), podendo começar por uma simples denominação de nome. Imaginemos uma geração se chamando de Lúcifer… Meu Deus!

Pais, a responsabilidade estão em vossas mãos, não sejam negligentes.


Fontes:
¹= e pensare che Napoleone ebbe il coraggio di affermare: “Gli italiani sono tutti ladri”, ricevendo però la diplomatica, quanto arguta risposta dello scultore e architetto Antonio Canova: “Generale, tutti no, ma buona-parte, sì”. (a.com.) Fonte: https://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=it&u=http://www.valtellinanews.it/articoli/il-vizietto-dei-francesi-che-stride-con-la-loro-grandeur-20190906/&prev=search&pto=aue
²= Vários: https://www.oliberal.com/mundo/pais-registram-o-filho-com-o-nome-de-lucifer-1.288087
https://br.rbth.com/estilo-de-vida/80836-os-9-nomes-mais-horrorosos-da-russia
https://br.blastingnews.com/mundo/2015/10/lucifer-nasce-na-argentina-e-o-assunto-se-torna-um-dos-mais-comentados-nas-redes-sociais-00599719.html
https://brasil.babycenter.com/x2400217/o-cart%C3%B3rio-pode-rejeitar-o-nome-que-eu-escolhi
³= https://www.dicionariodenomesproprios.com.br/nomes-unissex/
⁴=https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Livro%20da%20Inocencia/2008_IP_12_II_Cap_04_O_carater_simbolico.htm#Cap%C3%ADtulo%204 Pag 102 e 103.

2 COMENTÁRIOS

  1. Sobre o prenome “Lúcifer”, existiu um religioso cathólico chamado “Lúcifer Calaritano”, um bispo sardenho. Elle obituou no anno trezentos e septenta. Vinte de maio é sua festa litúrgica em Cagliari. Elle era um ferrenho oppositor do arianismo.

    • Acho muito difícil que esses que estão querendo colocar o nome nos filhos de Lúcifer, seja por causa deste religioso católico que lutou contra o arianismo.
      Após um certo período não usaram mais o nome Lúcifer como um nome comum, pelo fato deste nome ter sido usado para tratar do Satanás.
      O mesmo se aplica a cruz virada para baixo, alguns podem alegar que é a Cruz de São Pedro, outros irão dizer que é a cruz dos satanistas.
      Porém a primeira impressão que alguém tem quando vê alguém usando uma cruz virada para baixo é logo pensar nos satanistas.
      O mesmo se da com vários outros nomes ou símbolos.

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