Muito ao contrário da antiga Cristandade a União Europeia tornou-se uma força a serviço da descristianização. A pressão que os paises membros recebem para favorecer o aborto, a união homossexual, a imigração indiscriminada, são provas dessa má orientação.

Aproveitamos a ocasião para reproduzir os comentários do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre o que foi outrora a Cristandade, a verdadeira Europa unida. E o papel fundamental de Carlos Magno.

Carlos Magno, segundo uma gravura de Dürer. O famoso artista alemão soube representar com admirável precisão o que a História narra sobre a personalidade do grande Imperador. Toda a sua fisionomia exprime força, poder, hábito de dominar. Porém uma força que não nasce do transbordamento brutal de um temperamento efervescente, mas de uma alta noção do direito do bem.

“Seu poder é menos o das armas, que o do espírito. Majestoso, é entretanto cheio de bondade. Há em toda a sua pessoa qualquer coisa de sagrado: é o homem providencial, que instaurou o Reino de Cristo na ordem temporal, e fundou os alicerces da civilização cristã; é o Imperador investido pelo Papa da missão apostólica de ser por excelência o paladino da Fé.

“Foi Carlos Magno o primeiro realizador da unidade temporal da Europa cristã”.

A Federação é uma novidade?

    “Se se pergunta se é uma novidade a Federação, a resposta deve ser negativa. A Europa já constituiu, em outros tempos, um grande todo de natureza federal, pelo menos no sentido muito amplo e muito genérico da palavra.

    “Em 476, o Império Romano do Ocidente deixou de existir. O território europeu, coberto de hordas bárbaras, não possuía Estados definidos e de fronteiras duráveis. Era toda uma efervescência de selvageria, que só foi amainando à medida que a ação dos grandes missionários assegurou, um pouco por toda parte, um início de pujante germinação para a semente evangélica. A esta altura, tornando os costumes menos rudes, a vida menos incerta e turbilhonante, a ignorância menos espessa, estava constituída na Europa um grande conglomerado de povos cristãos que, por sobre todas as suas diversidades naturais, estavam unidos por dois vínculos comuns profundos, nascidos de um grande amor, e de um grande perigo:

  1. “a) – sinceramente, profundamente cristãos, adorando pois em espírito e verdade ( e não apenas em palavras e rotina ) a Nosso Senhor Jesus Cristo, amavam e desejavam verdadeiramente praticar a Sua Lei, e estavam convictos de sua missão de estender o domínio desta Lei até os últimos confins da terra;
  2. “b) – como fruto desta fé coerente e robusta reinava em todos os espíritos um mesmo modo de conceber o homem, a família, as relações sociais, a dor, a alegria, a glória, a humildade, a inocência, o pecado, a emenda, o perdão, a riqueza, o poder, a nobreza, a coragem, em uma palavra, a vida;
  3. “c) – daí, também, uma forte e substancial unidade de cultura e civilização, a despeito de variantes locais prodigiosamente ricas em cada nação, em cada região, e em cada feudo ou cidade;
  4. “d) – diante da dupla pressão dos sarracenos vindos da África, e dos pagãos vindos do Oriente da Europa, a idéia de um imenso risco comum, em que todos deviam auxiliar a todos, para uma vitória que seria de todos.

      “Todo este conjunto de fatores de unidade encontrou seu grande catalisador em Carlos Magno ( 742-814 ), que encarnou aos olhos de seus contemporâneos o tipo ideal do soberano cristão, forte, bravo, sábio, justiceiro e paternal, profundamente amante da paz, mas invencível na guerra, considerando sua mais alta missão pôr a força do Estado ao serviço da Igreja para manter a Lei de Cristo em seus reinos, e defender a Cristandade contra seus agressores. Este homem símbolo realizou seus ideais, e quando Leão III, no ano de 800, na Igreja de Latrão, o coroou Imperador Romano do Ocidente, deu o mais alto remate à obra que Carlos Magno estava levando a efeito: ficava constituído, abrangendo toda a Europa cristã, um grande Império, destinado antes de tudo a manter, a defender, a propagar a Fé”.

https://www.pliniocorreadeoliveira.info/1952_014_CAT_A_federacao_europeia.htm

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