
Cresce a indignação contra a matança de inocentes que poderá ser ampliada caso a Presidente Dilma Rousseff sancione o PLC 3/2013 — Projeto de Lei sorrateiramente aprovado pelo Congresso Nacional no dia 4 último. Para saber mais a respeito, click aqui.
Cresce igualmente nos meios católicos uma enorme perplexidade devido ao silêncio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) por não sair a público manifestando uma santa indignação contra o ignóbil Projeto de Lei. Bem como conclamando todos os católicos à reação, numa verdadeira Cruzada contra tal Projeto diretamente atentatório ao 5º Mandamento da Lei de Deus: NÃO MATAR.
Cresce, de minha parte, também essa indignação. Estou muito perplexo com esse silêncio da CNBB — eloquente silêncio… —, mas não me surpreende, pois, ao longo dos tempos, a história dessa Conferência Episcopal não tem sido de lutar para vencer, mas, sim, de recuar para perder. Ela tem sido no Brasil “a mão que apaga e a voz que adormece!” — frase do escritor francês do século XIX, Louis Veuillot, para expressar sua indignação contra líderes (moles) que deveriam ser os primeiros a sair às ruas conclamando uma Cruzada contra os adversários da Fé Católica, mas que, pelo contrário, “apagavam” e faziam “adormecer” as boas reações que surgiam.
Do Prof. Hermes Rodrigues Nery — especialista em Bioética com pós-graduação pela PUC-RJ e coordenador do Movimento Legislação e Vida, bem como da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté — recebi hoje um e-mail com o link para uma carta-apelo dele ao Presidente da CNBB (segue abaixo). O Prof. Hermes pede, no fundo, para que os bispos não deem apenas um “miadinho” contra o PLC 3/2013. E sua carta, que tenho a alegria de propagar, vem de encontro aos que queremos da CNBB um urro de leão, pois um “miadinho” qualquer não chegará a Brasília nem será ouvido na casa da Dona Dilma — de quem esperamos que VETE INTEGRALMENTE o referido projeto herodiano.
CARTA DO PROF. HERMES NERY À CNBB
Eminência Reverendíssima,
Caríssimo Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Dirijo-me em nome próprio, como cidadão brasileiro e cristão, católico apostólico romano, fazendo coro aos que rogam de Vossa Eminência especial atenção em relação ao texto do PLC 3/2013, cujas palavras de Dom Antonio Carlos Rossi Keller, bispo diocesano de Frederico Westphalen, RS, em nota pastoral, explicitaram: “Não se encontra, naturalmente no texto, a palavra ‘aborto’. Mas as intenções são suficientemente claras: proporcionar aos profissionais da Medicina e do Direito a base legal para a realização pura e simples de abortos. Esta é e sempre foi a estratégia usada: fugir dos termos contundentes, mas implantar, de forma disfarçada a devida autorização para que se possa agir de acordo com a ideologia abortista”. Daí o apelo que muitas lideranças leigas católicas, e também presbíteros e até bispos (muitos deles ainda não devidamente informados sobre a questão) de que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sob a vossa Presidência, manifeste-se pelo VETO TOTAL ao referido projeto de lei, tendo em vista que o veto parcial manterá a brecha para a legalização do aborto no Brasil.
Chegou-me a informação de que a CNBB já tem uma nota, pronta para tornar pública, posicionando-se pelo veto parcial, o que será — reafirmo baseado em estudos e farta documentação — um grande equívoco. Daí o apelo para que antes de tornar pública a nota, sejam feitam novos esforços de ponderada reflexão sobre o assunto, com especialistas apropriados, com a prudência da análise de conjunto exigida para questão tão relevante. Mais ainda, chamo respeitosamente a atenção de Vossa Eminência ao fato de que causou muita estranheza a muitos da sociedade, especialmente a comunidade católica, a informação de que a referida nota, antes de ser tornada pública, teria sido encaminhada à apreciação da Sra. Presidente Dilma Roussef, através do ministro Gilberto Carvalho. Solicito de Vossa Eminência a refutação e o desmentido dessa informação, bem como a análise pormenorizada de cada artigo do PLC3/2013, para preservar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de proferir uma posição pública que propicie posteriormente facilidade no alargamento de uma via que efetive a legalização do aborto neste País.
Certo de contar com vosso constante zelo pastoral, rogo em oração a intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nestes dias que antecedem a Jornada Mundial da Juventude, o discernimento necessário que a hora exige.
Cordialmente em Cristo e Maria,
PROF. HERMES RODRIGUES NERY
Agradecendo a oportunidade de deixar minha opinião contra o ABORTO, digo que fico enfurecida quando lembro que um profossional,após os
estudos e que fez juramento de defender a vida,se dedique a matança e matança de humanos só porquê ainda não nasceram!O Salmo 139 fala da vida do BEBÊ, com tanto carinho da parte de Deus em protegê-lo, e porque os humanos adultos o consideram uma coisa qualquer que pode ser tirada do útero da mãe aos pedaços?? Quanto mêdo, quanta dor a criancinha sofre?? Acaso o médico perde os sentimentos quando começa a clinicar?? Tenho pena dos tais quanto ao juízo de Deus no último dia!!! “Não matarás. Ex.20:13. Presidente Dilma, cumpra a sua palavra. Porque todos os que consentem não escaparão desse
JULGAMENTO!
Parabenizo o nobre professor por discorrer em sua carta, pelo texto em si, conciso, respeitoso e ao mesmo tempo interpelador sobre posicionamento por parte da CNBB, ou seja, falta e/ou permissiva ante lei de morte para a vida humana em formação.
Agradeço ao professor por ter a coragem de fazer este manifesto falando ao nosso congresso para conter este absurdo que a nossa presidenta ainda pensa em liberar o aborto!!!!Infelizmente ela deveria rever suas propostas quando ainda estava na luta para ser eleita à presidenta e que dizia contra a este projeto abortivo e agora…..mudou de ideia? Vejamos quando formos as urnas rever nossos votos , pois ela como mulher deveria rever suas atitudes de representante do nosso governo que é….Somos uma nação Cristã, Católico e muito Católico, nós como pessoas de bem deveríamos lutar nas ruas por este absurdo projeto de aborto….ai….o que será da nossa familia brasileira nas mãos destes corruptos??????
Seria ótimo que a CNBB atuasse! Mas, nós sabemos que não atua e quando atua, atua mal.
Ela ouve as CDD, mas não os católicos. Ela se serve do comunista Gilberto Carvalho, como se fosse o Papa brasileiro, mas não se serve dos católicos.
Valerá a pena gastar tempo com tão mau defunto? Está vivo, mas seria bem melhor que já estivesse morto e enterrado.
E isto porquê? Em nome da Santa Tolerância pela qual todos podem atacar a Igreja católica, mas esta não se pode defender.
Será que os bispos da CNBB já estudaram a tolerância de Jesus? Jesus, quando perdeu as esperanças da mudança das elites de Israel, disse a palavra final que de tolerância nada têm. Sedrá que os Bispos já leram Mateus,23,13-36. Que leiam e meditem
Acho que deveriam refletir melhor a Ordem de Melquesedeque, porque senão as pedra falarão. Deveriam eles manifestarem expressamente contra o aborto e outras questões de ética e moral, mas infelizmente quem falam e vem à público são os Pastores Evangélicos que não possuem referida Ordem.Na realidade estão com um tampão no ouvido e na boca, se acovardando perante as coisas mundanas.Vamos fazer vigília para eles, os sacerdotes pois parecem que ainda não aprenderam a conduzir suas ovelhas especialmente buscarem àquelas que estão fora do redil.
Só temos que agradecer estas informações, tanto da parte do prof. Hermes Rodrigues Nery
como do jornalista Paulo Roberto Campos.
Esta lei abortista vai tão contra a opinião geral dos brasileiros que eles – inimigos da sociedade – têm que elaborá-la na calada da noite. e por baixo do pano.
Só uma campanha de rua poderá impedir a aprovação.
“Aprovação” de um governo já marcado ela ilegitimidade….