A Queda do Muro de Berlim, o Descontentamento na URSS, levaram o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira a publicar, em 1990,  (em jornais do mundo livre) o manifesto “Comunismo e anticomunismo na orla da última década deste milênio”.

Convidamos o leitor a atualizar o Quadro, para o Século XXI, e aplicá-lo à China de Xi Jinping.

Lembramos, o Prof. Plinio está dirigindo uma interpelação à Russia e aos PCs do mundo inteiro, em 1990; faremos a aplicação à China de Xi Jinping, em 2019:

 

— “O que os PCs façam no futuro não pode servir, só por si, para justificar o que fizeram ou deixaram de fazer até agora. Por exemplo, sua mudança de título de nenhum modo explica porque, até o momento apoiaram tudo que se fazia no mundo soviético, nem o inteiro silêncio dos PCs do mundo livre sobre a terrível miséria reinante na Rússia e nas nações cativas. Isto posto, as perguntas e interpelações que acima enunciamos continuam intactas”.

Perguntamos: Xi Jinping comemorou, em outubro, os 70 anos da Revolução Maoísta: Pediu ele perdão pelos 70 milhões de mortos, vítimas do comunismo chinês?


 “As mudanças em curso (na Rússia de 1990) só poderão ser tomadas a sério caso os PCs anunciarem claramente:

“o que tenham mudado em suas doutrinas filosóficas, sócio-econômicas etc.”

Perguntamos : Mudou a doutrina filosófica do PC chinês?

Xi Jinping renunciou ao maoísmo? Ou simplesmente, deu certa liberdade de mercado? É a China um país capitalista?


—  “Além disso, é preciso que os PCs esclareçam em concreto: como enunciam, hoje em dia, suas posições face à liberdade da Igreja Católica e,mutatis mutandis, das demais religiões”;

Perguntamos: E as contínuas perseguições à Igreja, aos católicos, aos padres e bispos que se recusam a filiar-se à Igreja Patriótica (fiel ao PC chinês)?


“De que modo tenham passado a conceber a liberdade dos partidos políticos, bem como das diferentes correntes filosóficas, políticas e culturais etc., constante dos direitos assegurados à pessoa humana no Decálogo”;

Perguntamos: A China tem Partido Único e não tem eleições democráticas; nesses dias o jovem lider de Hong Kong foi proibido de concorrer às eleições; motivo? é pró liberdade.


“Se mudaram – e no que – suas doutrinas e seus projetos legislativos, no tocante às instituições da família, da propriedade e da livre iniciativa”;

Perguntamos: o que é a família na China comunista? O direito de propriedade e livre iniciativa são assegurados a todos os chineses? ou apenas a um número restrito?


E, por fim, se consideram esse seu new look como uma ordem de coisas dotada de razoável estabilidade, ou como mera etapa de um processo evolutivo tendendo a outras posições;

“neste último caso, quais são essas posições?”

Perguntamos: A China tende a ser um País livre? Assegura ela os “direitos humanos”? Liberdade de imprensa, liberdade de internet?

E o controle populacional com 200 milhões de câmeras e adoção do “crédito social”? E os campos de “re-educação” para um milhão de uighures?


E conclui o Prof. Plinio, em seu manifesto de 1990:

“Sem esses esclarecimentos, a apressada caiação da fachada dos PCs com cores socialistas não dá a menor garantia de que os comunistas mudaram efetivamente de doutrina”.

Acrescentamos: a caiação de fachada da China comunista convence? Ou simplesmente é festejada pela mídia, pelos “politicamente corretos” que são — também eles — caiados na sua fachada?

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Aí estão as perguntas postas pelo Prof Plinio, em 1990, aos PCs do mundo inteiro.

Atualizamos o Quadro para 2019: com a palavra a Midia, o PC chinês e seu presidente vitalício (ditador) Xi Jinping. Aguardamos as respostas às questões ainda tão atuais.

O leitor não terá perdido o seu tempo. Pelo contrário terá rejuvenescido, dentro de si, as fibras anticomunistas e recordado a necessidade da tão necessária (e silenciada) Nurenberg do Comunismo.

Por quê razão a midia não fala?

 

Leia a íntegra do Manifesto em https://www.pliniocorreadeoliveira.info/MNF_900214_comunismo_anticomunismo_orla.htm#.XcTMOTNKguU

 

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