Na sexta-feira, o Governo chinês, anunciou que “não tolerará” nenhum desafio à sua integridade territorial e qualquer ingerência exterior que pretenda fomentar o separatismo e “atividades destrutivas”.

                        Hong Kong não quer a  “Educação Patriótica” de Xi Jinping

         Entre as medidas discutidas se encontra a implantação da “educação patriótica” em Hong Kong e difundir entre os jovens e os funcionários um conhecimento maior da cultura e História da China.

Em outras palavras, a China não aceita diversidade, somente a Cartilha de Xi Jinping.

            Uma tentativa há seis anos de colocar em andamento um currículo “patriótico” desencadeou uma onda de manifestações entre estudantes secundaristas, liderados por Joshua Wong à época com apenas 16 anos.

         A ideia acabou sendo descartada. Mas entre os funcionários em Pequim circula a ideia de que parte do descontentamento entre os jovens que todos os finais de semana vão às ruas se deve ao fato de terem ficado “muito expostos a ideias e valores ocidentais”. — e, acrescentamos nós, idéias de liberdade, contrárias ao ditatorialismo comunista de Xi Jinping.

                      O que os jovens de Hong Kong pedem?

          Os manifestantes pedem sufrágio universal (eleições livres) para eleger o chefe de Governo autônomo de Hong Kong.

        A criação de uma comissão independente que investigue a violência da Polícia, a soltura dos aproximadamente 3.000 presos e a retirada da acusação de provocação de distúrbios, que pode significar até dez anos de cadeia.

       A única exigência concedida a eles foi a retirada do polêmico projeto de lei de extradição que desencadeou os protestos em junho.

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Nem a ONU, nem o Vaticano saíram em defesa dos jovens que, afinal de contas, pedem eleições livres e investigação sobre os excessos da polícia.

A China parece ser um “deus” diante do qual se curvam todas as potências da Terra. Quem vai explicar esse enigma?   Esperamos que o governo brasileiro faça sentir aos chineses nossa supremacia nos acordos recentemente firmados em Pequim.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/02/internacional/1572701550_222627.html

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