Já dizia Camões, “do velho caos a tão confusa face”. Mas, afinal, o que é o caos?

Escolha o leitor um sinônimo para esse terrível mal, onipresente em nossos dias:

Desordem, babel, balbúrdia, barafunda, confusão, atrapalhada, charivari, embaralhação, escangalho, forrobodó, fuzarca, pandemônio, algaravia, atarantação, bagunça, cipoal etc.

Esses sinônimos são uma expressão do caos, o qual é assim resumido por Plinio Corrêa de Oliveira: “Um catastrófico auge de todas as desordens e desgraças.”

“Acovardado diante da multiplicação das catástrofes e ruínas morais e materiais, o homem de hoje se acocora lamentando: ‘A quebradeira é a regra da vida, e a ela todos têm de se sujeitar. Tudo quebra e nada tem significado. As coisas não significam mais nada!’”

“Em nossa época, vai crescendo dia a dia o número, não dos que acertam ou dos que erram, mas dos que simplesmente não pensam. O homem de hoje pensa cada vez menos e, em seu espírito, o vazio deixado pelo pensamento vai sendo substituído por não sei que despóticas e sutis psico-alavancas manuseadas por não sei que dedos”. (Plinio Corrêa de Oliveira, em 2-12-80).

O caos, portanto, é o contrário da ordem. E o que é a ordem? Ensina Santo Tomás de Aquino: “A ordem se encontra primariamente nas próprias coisas e delas é que passa para o nosso conhecimento […]. Fala-se de ordem sempre com relação a algum princípio. A ordem sempre implica anterioridade e posterioridade”.

Por sua vez, o Apóstolo São Paulo afirma que “o que procede de Deus é ordenado. E a ordem das coisas consiste em que algumas sejam por outras reconduzidas a Deus” (Rom 13, 1).

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