O escritor Luiz Ruffato
O escritor Luiz Ruffato (Foto: Divulgação)

Frankfurt – O Instituto Plinio Corrêa do Oliveira (IPCO), participante da Feira do Livro de Frankfurt 2013, conservou consternado silêncio após um dos discursos de abertura dessa magna exposição pronunciado pelo escritor Luiz Ruffato.

Entretanto, em vista das repercussões negativas causadas por tal pronunciamento o Instituto considera seu dever dar uma explicação aos participantes desta Feira a respeito das palavras denegridoras da História do Brasil e de seu povo.

Não podemos ver nessas palavras penetradas de paixão senão o espírito de luta de classes e de aversão social semelhantes às que animavam os espíritos afeitos à defunta União Soviética.

O orador abusou da boa vontade do público alemão, pois esse discurso jamais poderia ter sido pronunciado em terras brasileiras. O arguto espírito nacional o repudiaria imediatamente por negar a verdade conhecida por todos.

Os ânimos de concórdia e de mútua compreensão tornaram os brasileiros reconhecidos por todos os outros povos como sendo cordato, compreensivo e bondoso. Os europeus em particular vêm em nossa Pátria um refúgio onde encontram simpatia e bondade. A mais numerosa nação católica do mundo deve esse caráter às bênçãos que a Providência continuamente cumulou sua existência.

Ruffato aproveitou-se da compreensão do povo alemão num momento de congraçamento de sua amizade. Mas este grande povo não se deixa iludir por uma retórica que ele tão bem conheceu e que era a oratória perpassada de ódio dos líderes de Pankow.

Ela os atormentou nos tempos em que outros alemães, seus irmãos ou seus pais, divididos por um Muro, gemiam sob implacável ditadura.

“Nascemos sob a égide do genocídio … a assimilação (nacional) se deu através do estupro das nativas e negras pelos brancos colonizadores”.

A afirmação finge desconhecer a dedicação portuguesa à formação da nacionalidade, trazendo para a Terra de Santa Cruz instituições e costumes de uma nação heróica e profundamente cristã.

Stand do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira na Feira do Livro em Frankfurt – Alemanha
Stand do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira na Feira do Livro em Frankfurt – Alemanha

O orador passa sob silêncio os ingentes esforços dos bravos Jesuítas cujo trabalho junto aos selvagens levou-os e abriu-lhes as portas da civilização européia – superior a todas as outras. Outras ordens religiosas, atuantes nos séculos subseqüentes, confirmaram e ampliaram a ação daqueles que vieram com os heróicos sacerdotes Manuel da Nóbrega e o Beato José de Anchieta.

Seria uma infâmia cometida contra sua memória julgar que permitissem um regime de “estupros e genocídio” na terra que regavam com seu suor e seu sangue.

Ao contrário do que afirmou Ruffato, a miscigenação foi generalizada nas diversas classes sociais. É fato conhecido que as principais famílias tradicionais da elite paulistana têm origem no cacique Tibiriçá, cujos restos mortais estão enterrados em lugar de honra na Catedral de São Paulo.

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira dirige-se com este comunicado de imprensa, sobretudo aos alemães. Eles sabem que o Brasil não é um país da intolerância e da opressão. O brasileiro repudia o ódio. Este existe em grupelhos tomados por ideologias materialistas.

Mas poderiam se perguntar se novos males, agindo sobre seu povo, tê-lo-iam levado à condição odienta. Não. Essa condição é imaginada pelos que se alimentam de utopias, em particular da utopia da luta de classes.

O Brasil não é assim. O Cristo Redentor, cuja imagem paira benfazeja e protetora sobre o Rio de Janeiro – e sobre todo o Brasil – protege nosso povo contra essa utopia.

O retrato do Brasil que foi apresentado em 8 de outubro, na abertura solene da Feira do Livro de Frankfurt 2013, é distorcido e falso.

         Instituto Plinio Correa de Oliveira (IPCO)

Rua Maranhão,341 – Bairro Higienopolis – São Paulo – SP

Este comunicado foi distribuído, no dia 10 de outubro, na sala de imprensa da Buchmesse (Feira do Livro de Frankfurt)

111 COMENTÁRIOS

  1. José Rafael Filho:
    É o que dá um país governado por ateus e bandidos fichados na polícia.Isso não vai demorar mais, o povo começa a abrir os olhos!Nunca houve tanta irresponsabilidade no mundo quanto no Brasil de hoje. Vamos aguardar as eleições que já estão aí. O povo está identificando os canalhas, para lhes dar a resposta..; Fora, canalhas!!!

    Isso absolutamente não significa que concordo com Sr. Ruffato a respeito da sua utopia de se encontrar a felicidade aqui e agora.
    Mas em última instância seu discurso, mais que uma apologia ao ódio,é um convite a reflexão sobre os verdadeiros MÉRITOS de uma sociedade que desenvolveu-se as custa de exploração de mão-de-obra escrava por trezentos anos. Quem se não os africanos, gratuitamente edificaram: prédios históricos, estradas, ferrovias, etc.e possibilitaram que famílias construíssem impérios. Essa é uma verdade a qual poucos tem coragem de verbalizar, a final, isto é uma MANCHA que pertence ao passado…Pois os descendentes daqueles africanos que edificaram esse país, hoje vivem em total condições de igualdade… E não há dívida social alguma, pois se houvesse, essa seria impagável.

  2. É o que dá um país governado por ateus e bandidos fichados na polícia.Isso não vai demorar mais, o povo começa a abrir os olhos!Nunca houve tanta irresponsabilidade no mundo quanto no Brasil de hoje. Vamos aguardar as eleições que já estão aí. O povo está identificando os canalhas, para lhes dar a resposta..; Fora, canalhas!!!

  3. Interessante seu entendimento, depreende-se de sua argumentação que todas as civilizações estariam então ou em pé de igualdade a européia ou que as américas, por exemplo, superaram os europeus ! Não é necessário ser um literato para reconhecer que o berço da civilização ocidental se deu na Europa, o mundo que conhecemos começou lá e deu origem ao mundo novo e a outros tantos países egressos da atividade colonial européia, este fato não seria suficiente para reconhecer uma espécie de sedimentação cultural superior? Negar a história como está consagrada seria pretender um revisionismo do passado bem ao gosto das mentalidades revolucionárias.

  4. Que é isto???? A civilização européia é superior a todas as outras? Como dialogar com uma voz eurocêntrica sobre tudo que abarcou o discurso do escritor. Só afirma a mensagem de Luiz Ruffato. Deu um tiro no próprio pé.

  5. Lamentável é esse comunicado, que só faz repetir clichês de democracia racial, social e política que estamos longe de viver no país real que se chama Brasil. Ruffato foi muito corajoso e merece louvor por tudo o que disse. E esse instituto deveria se envergonhar de produzir um texto tão pobre de ideias e tão desconectado da realidade nacional.

  6. Felipe Mendes,

    Eis um comentário crivado pelo desconhecimento da história da civilização. Sua afirmação leva a concluir que o melhor para o mundo é ficar no estágio de desenvolvimento da África subsaariana. Parabéns, por que não se muda para lá?

  7. Meu senhor, dizer isso: “O orador passa sob silêncio os
    ingentes esforços dos bravos Jesuítas
    cujo trabalho junto aos selvagens
    levou-os e abriu-lhes as portas da
    civilização européia – superior a
    todas as outras”, é, no mínimo, ridículo, quando se fala da história das colonização desse continente! Olhe o tão superiores eram os europeus que destruíram TUDO e TODOS que tentaram se resguardar!

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