O Estado brasileiro, a exemplo dos regimes socialistas, cada vez mais se arroga poderes de “resolve-tudo” em matéria social. Se continuar assim, a consequência – a médio e longo prazo – só pode ser o desastre.

Basta ver, por exemplo, o fracasso dos assentamentos de Reforma Agrária por todo o Brasil. Os assentados ou passam adiante os lotes por qualquer preço – pois para eles tudo é lucro – ou muitos acabam vegetando na miséria ou trabalhando fora do assentamento.

A partir do momento em que o Estado se apresenta diante do povo como uma grande mamadeira, a ele acorrem pressurosos não só os verdadeiros pobres mas também incontáveis oportunistas sob diversos rótulos como sem-terra, sem-teto, carente, excluído etc.

Para atender o número crescente dos que se dizem carentes, o Estado opta por sugar cada vez mais os contribuintes com mais impostos ou por aumentar a já pesadíssima divida interna e externa. O resultado final desta política, como o indica a experiência , não pode deixar de ser a queda da renda e do emprego.

Essa mentalidade socialista que tomou conta de grande parte de nossos dirigentes, faz do Estado um ente quase divino, que tem obrigação de prover a todas as necessidades. Na realidade, a médio e longo prazo, o Estado assistencialista não melhora a situação dos pobres e medianos e dificulta aos ricos empregar sua fortuna para o bem do País.

Na maioria das vezes, para os pobres uma política salarial bem conduzida é o caminho mais adequado para melhorar sua situação social e chegar a tornar-se proprietário.

Explica Plinio Corrêa de Oliveira que “é um efeito da justiça social que o salário não possa ser apenas o salário pactuado entre o proprietário e o trabalhador livremente, mas ele tem que atender três condições: ele precisa ser um salário mínimo, para dar o conveniente para o operário viver como homem e viver dignamente; tem que ser um salário justo, quer dizer, se o seu trabalho vale mais do que esse mínimo ele deve ser pago de acordo com o que vai a mais; e terceiro, deve ser um salário familiar, de maneira a permitir a manutenção da mulher, vivendo em casa, e dos filhos, até a idade que possam formados para trabalharam também. Isso é uma projeção dos princípios da justiça social no terreno dos salários. Isso eu estou inteiramente de acordo. Já foi definido por Pio XI, Pio XII, eu estou inteiramente de acordo” (Entrevista com o jornalista Hugh O’Shrwshgni, do “Financial Times”, em 12-10-1976, in http://www.pliniocorreadeoliveira.info/).

Se em determinadas situações o salário de mercado não cumpre com as condições acima descritas, corresponde ao empregador complementá-lo para satisfazer essas necessidades, baseado nos preceitos da justiça e da caridade cristãs; e, ao Estado, criar as condições para que o patrão possa cumprir com seus deveres e responsabilidades.

Se os pobres tiverem um salário digno, saberão administrar seus bens, prover a suas necessidades e comprar as terras ou casas que lhes convenham. Sem precisar do Estado “resolve-tudo”.

7 COMENTÁRIOS

  1. Graças a Deus. Pensei que vcs eram do tipo de pessoas que condenavam a mulher que trabalhava fora, mas não pagavam o suficiente para o marido.

  2. AOS CIDADÃOS DE BEM, CONTRIBUINTES QUE COM CARÍSSIMA CARGA TRIBUTARIA CARREGAMOS NAS COSTAS ESSE PAÍS, SÓ NOS RESTA REZAR !

    NOSSO PAÍS SE ENCHEU DE “SEM TETOS”, “SEM ALIMENTAÇÃO”, SEM ESCOLAS” SEM HOSPITAIS ETC.. MAS TAMBEM DE ” SEM VERGONHAS !
    NUNCA ANTES HOUVE TANTOS CARENTES, NUNCA HOUVE ANTES TANTA CARENCIA DE ESCOLAS E HOSPITAIS, NUNCA ANTES HUVE TANTA DROGAS E LADROES.
    O QUE SERÁ QUE O GOVERNO FAZ COM O “NOSSO” DINHEIRO SUADO ?

  3. Meu Deus, parecem palavras minhas… Sempre que discuto sobre o tema, comento sobre esse assistencialismo pejudicial, pois vicia e todos acham que é obrigação do “governo” prover tudo.
    Sou de um tempo em que as pessoas trabalhavam e conseguiam manter todas as suas despesas e suas famílias. Não haviam vale-transporte, vales-refeição, etc.
    Deixem os empregadores pagarem seus funcionários exemplarmente e o mais se realizará!

  4. Ainda bem que a mãe da ministra não a abortou e DEUS deu a ela a chance de ser ministra e de estar falando essa blasfêmia contra ele.DEUS é misericórdia e perdão. Provem para mim que DEUS é a favor do aborto. Impossível!! Tudo concorre para o bem daqueles que amam a DEUS. A prática do aborto não é um ato DIVINO, mais sim demoníaco.E a partir do momento que nos afastamos de DEUS através destes atos, chegaremos inevitávelmente ao NADA. E o demônio é o NADA, pois DEUS é o TUDO.Não podemos julgar o mérito da concepção, mais podemos a LUZ DO ESPÍRITO SANTO, chegar a conclusão que: “A vida que está naquele ventre a ser abortado, não tem culpa dos atos errôneos, não pode jamais pagar por nosso erro, e aos olhos e na vontade de DEUS, ela tem que viver”. JESUS disse: “Eu venho para que tenham vida, e vida em abundância”, ele não disse jamais:MORTE EM ABUNDÂNCIA, acordemos filhos(as) de DEUS enquanto é tempo.

  5. @Dithelmo Kanto
    Sr. Dithelmo, discordo inteiramente de sua proposição pelas razões enunciadas pelo articulista. A saúde também deve ser o componente coberto pelo salário. Na questão da concessão do salário entra o aspecto moral e cada parte (patrão e empregado) tém direitos e deveres. Devemos em última análise lutar pelo restabelecimento da moral para que todo o resto se ajuste.

  6. As frases finais usando a condicional “se” nos reporta ao Contraponto de Huxley. Mas temos que considerar que o pobre brasileiro é um profissional fazendo uso da pobreza e, por que não dizer: esperteza? Destroncam o pálato (céu da boca) em qualquer conversa, cujo começo é “o governo” (antes de virar em mulher ou futebol).
    Pergunto: por que não trocar “o governo” por “eu”? Neste país, se eu cotribuir com impostos, o que mais me é cobrado? Nada! Cada um faz o que bem entende, o paraiso das libertinagens! Basta passar um vaículo com o som no último volume ou ver uma menina de 10, 12 anos grávida para me dar razão. A humanidade pertencente ao Brasil está de marcha à ré há muito tempo. O jeito é segurar nossos filhos como pudermos para não irem tambés à beira dessa ribanceira que, a exemplo do último présidente! abriu todos os precedentes possíveis e imaginários. Paguemos o preço!

  7. Srs. Em a maioria dos casos é verdade que o estado não deve substituir o particular. MAS na saúde é diferente. O maior dom que Deus nos deu foi a SAÚDE .Se não fosse por ela os Srs. não estariam trabalhando. A Saúde tem que ser bem dividida. A maioria do povo brasileiro é pobre explorada pelo Capitalismo Pagão.A saúde para nosso povo tem que ser obrigaçao do estado.Aos ricos fiquem com os planos de saúde particulares elespodem pagar os aumentos abusivos que cobram ser repassar para seus empregados,inclusive médicos.Vejam o exemplo Inglês de Saúde universal,lá permitem saúde particular pois os ricos sempre serão ricos a menos que Cristo já esteja conosco o que parece estar longe de acontecer.Pro.Dr.Dithelmo

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