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“A má moeda expulsa do mercado a boa moeda” — esta é a chamada “Lei de Gresham”. Já no século XVI, este comerciante e financista inglês percebeu que o público, nas suas transações comerciais, prefere utilizar as moedas gastas, ou de metal menos nobre, e manter consigo as boas. Daí estas desaparecerem de circulação.

Capa da Revista Catolicismo, Nº 835, julho/2020

Analogamente, o mesmo ocorre no intercâmbio intelectual de uma sociedade: as versões sensacionalistas ou explicações simplistas tendem a invadir as conversas e falsear o debate público, alijando o relato sereno e objetivo daquilo que acontece, como também as explicações profundas e matizadas de suas causas e consequências.

O fenômeno verificou-se recentemente a propósito da pandemia do coronavirus. Baseando-se em projeções fantasiosas de alguns cientistas desacreditados, respaldados pela Organização Mundial da Saúde subserviente à China, disseminou-se o pânico e criou-se a necessidade de um confinamento desproporcionado da população.

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Em sentido inverso, a “má moeda” de simplórias e fantasiosas “teorias da conspiração” (como a de que a chegada do homem à lua é uma fotomontagem…) desacredita a denúncia de uma verdadeira conspiração anticristã por trás das agendas LGBT, ecologista, socialista e globalista, promovidas ostensivamente hoje por organismos internacionais e milionárias fundações privadas como sendo a marca distintiva da “nova normalidade” pós covid-19.

Catolicismo e seus colaboradores não aderem a nenhuma dessas “teorias da conspiração”, nem merecem o epíteto desqualificante de “conspiracionistas”. Não abrimos mão da verdade teológica e histórica, nem da real existência daquilo que Mons. Henri Delassus denominou La conjuration antichrétienne (1910)título de seu famoso livro, pelo qual recebeu felicitação oficial de São Pio X.

Mas como se tornou moda tachar de “conspiracionistas” os que denunciam as atuais manobras de engenharia social e de baldeação ideológica, pedimos ao nosso colaborador José Antonio Ureta um artigo que ajudasse os leitores a distinguir o joio e o bom grão de trigo nessa delicada questão. O resultado foi o documentado estudo que apresentamos como matéria de capa da edição de julho. Como sempre, redigido à luz da doutrina católica, que é uma nota distintiva de nossa revista.

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