São João Damasceno, doutor da Igreja,  faz a defesa das Pinturas e Imagens Sacras: por quê não é lícito pintar ou esculpir o que a Sagrada Escritura descreve?

São João Damasceno era grão-vizir do califa de Damasco, quando o imperador Isáurico começou a campanha contra as imagens”.

“Califa era, no mundo maometano, uma espécie de síntese de papa e de imperador, um chefe religioso, que tinha ao mesmo tempo todo o poder temporal.

“Grão-vizir era o primeiro-ministro, aquele por intermédio de quem  o califa exercia todas as suas atribuições.

Enquanto o califa de Damasco era maometano, o imperador Isáurico era  católico. Mas (este) de fato era herege, uma espécie de pré-figura dos protestantes. Entre outras heresias, sustentava a ilegitimidade do culto das imagens, de onde hereges,  sob suas ordens, andaram queimando e destruindo um número incontável de imagens nas igrejas bizantinas.

“João (Damasceno) pegou a pena para defendê-las da mesma forma como havia atacado todas as heresias de sua época. Isso lhe valeu a perda do cargo e cortaram-lhe a mão direita”.

       O artista retrata (pinta) os fatos narrados pelo Autor Sagrado

  “Em defesa das santas imagens, disse ele: ‘quanto à Santíssima Mãe de Deus, eu A confesso mais santa que os querubins e serafins, mais sublime que os céus, mais elevada que todas as criaturas, tendo dado a luz a Cristo, nosso Deus.

“Quanto aos santos que combateram por ele, eu os honro, venero, imploro sua intercessão. Reverencio igualmente, honro e osculo respeitosamente suas preciosas relíquias”.

“Na Bíblia, o Escritor Sagrado retrata tudo o que se refere à Encarnação de Cristo. O pintor e seu quadro descreve a glória da Igreja desde o primeiro Adão até a Encarnação de Cristo. O escritor e o pintor fazem a mesma narração. A Igreja recebe a um e outro. E tu, ó herético, adoras o livro e conspurca o quadro. Que extravagância’”.

                Comenta o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira

 “Em outros termos, explica ele que veneramos na Bíblia a descrição feita de um grande personagem como, por exemplo, São João Batista. Um pintor, em função de tal descrição, faz uma pintura representando àquele Santo. Não vamos venerar a pintura?!

“Ou então alguém faz uma escultura conforme a Bíblia descreveu São João Batista. Não vamos venerar a escultura?… A imagem literária, a figura literária não é uma figura como a material? Então por que renegar a imagem material e aceitar ao mesmo tempo a imagem literária? É um verdadeiro estapafúrdio!”

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Nesses tempos de sincretismo religioso, culto à Pachamama aconselhamos nossos leitores a respirar a sã doutrina, lerem as palavras de fogo, contra os hereges, de São João Damasceno.

Leia a íntegra em  https://www.pliniocorreadeoliveira.info/DIS_SD_710326_saojoaodamasceno.htm

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