Diocese na França financia construção de mesquita

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Vejamos hoje, uma aplicação ao revés, ou seja, a negação da Parábola do Bom Pastor, — no financiamento diocesano à Mesquita em Tours. Na parábola Nosso Senhor fala de conversão. Nosso Senhor não fala em “aproximação”, em “fraternidade”, em falso ecumenismo com aquelas ovelhas que estão fora do aprisco.

Note-se, a Parábola não fala em todos, mas se refere a algumas ovelhas que é preciso trazer para o aprisco do Pai Celeste: “Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; importa que eu as traga; elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.” (Jo 10-14,16).

“TOURS, França, 23 de abril de 2021 (LifeSiteNews) – Vincent Jordy, recentemente nomeado arcebispo de Tours no centro da França, foi forçado a publicar uma declaração depois que as palavras de um líder muçulmano local revelaram que a diocese católica doou fundos para o construção de uma grande mesquita, e pode-se dizer que esses fundos foram financiados pelo “denier du cult”: contribuições paroquiais feitas pelos católicos da diocese para sua manutenção e despesas operacionais.”

Um jornal local, la Nouvelle République, publicou uma reportagem para o início do Ramadã em 13 de abril, com comentários do presidente da comunidade muçulmana do departamento de Indre-et-Loire, no vale do Loire, Salah Merabti:

“Em Paris, encontrei o patrão da Coca-Cola Argélia que nos deu a quantia de 150 mil euros para a cobertura. Isso é excepcional. Também recebemos presentes de funcionários eleitos da metrópole [de Tours], da comunidade judaica de Tours e da diocese, para a área de culto da mesquita. Este é um grande conforto. ”

A história foi apanhada pelo site católico independente “Riposte-Catholique”, que perguntou: “Devemos entender que o financiamento da paróquia da igreja foi desviado para as necessidades da comunidade muçulmana? Esta é uma pergunta que deve ser feita à contabilidade da diocese ”.

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O desvio da finalidade da verba é um dos pontos errados porque as doações dos católicos são específicas para as despesas da diocese.

“Os fiéis contribuem para o financiamento do culto católico em todas as suas dimensões, incluindo a manutenção de igrejas paroquiais e edifícios diocesanos e renda para os padres diocesanos – não o financiamento de locais de culto para outras religiões. Os estatutos oficiais da associação diocesana de Tours recordam laconicamente que seus fundos são para cobrir “a manutenção do culto”. Adoração católica, é claro …”

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Um só Rebanho, um só Pastor: um chamado à conversão

A parábola do Bom Pastor é claramente um chamado à conversão: “importa que Eu as traga”. Pelo contrário, o ecumenismo irenista, a falsa “fraternidade” é contrária ao apostolado. Diz o Evangelho:

Nosso Senhor diz no Evangelho: “Eu sou o Bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas
me conhecem. Como o Pai me conhece, assim eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas minhas
ovelhas.

Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; importa que eu as traga; elas ouvirão a
minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.” (Jo 10-14,16).

A “justificativa” do bispo não procede

Quando a denúncia do financiamento diconesano à Mesquita veio a lume, o arcebispo Vincent Jordy publicou um comunicado em 15 de abril, apenas dois dias após o vazamento dizendo que a doação era uma retribuição à contribuição muçulmana para custear a viagem de João Paulo II à França.

Diz LifeSiteNews: “Ele acrescentou (em uma frase bastante incompreensível que parece colocar as celebrações cristãs e muçulmanas no mesmo nível): “Como as comunidades cristãs vivem à luz das celebrações da Páscoa e as comunidades muçulmanas entraram no período do Ramadã, este lembrete nos permite medir para nossas vidas como crentes. ”

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Exatamente o contrário da Parábola do Bom Pastor, onde está afirmado: é preciso que algumas ovelhas venham para o aprisco de Nosso Senhor — “Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; importa que eu as traga; elas ouvirão a
minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.” (Jo 10-14,16).

Esse falso ecumenismo não visa a conversão das almas à Igreja Católica. Pelo contrário coloca a Santa Igreja em pé de igualdade com seitas e religiões: “Como as comunidades cristãs vivem à luz das celebrações da Páscoa e as comunidades muçulmanas entraram no período do Ramadã, este lembrete nos permite medir para nossas vidas como crentes”, afirma o bispo.

São Martinho de Tours, rogai para Santa Igreja, e nos defenda contra esse falso ecumenismo que aboliu o apostolado de conversões.

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