“Diversidade”, “inclusão”, “avanço”: exceto para as Pautas Conservadoras?

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O nosso vocabulário está sendo violentado, torcionado, politizado em favor de “uma incógnita em constante evolução”: “diversidade” não é o mesmo que variedade, nem sequer desigualdade; “inclusão” se refere apenas à introdução da agenda lgbt e de pautas da esquerda; “avanço” é o contrário de “retrocesso”, palavra tão ao gosto de certos Ministros do STF.

Nosso artigo estava em curso quando o Site do Instituto promoveu excelente live sobre a campanha de Burger King utilizando crianças em favor da agenda lgbt. Aconselhamos vivamente nossos leitores a participarem ativamente desse protesto em defesa da inocência infantil, em defesa dos legítimos direitos de afirmarmos os princípios de nossa Fé católica. https://www.youtube.com/watch?v=gxX4lY2J7_c

Diversidade” ou desigualdade? Palavras-talismãs a serviço do comunismo

Essa torção das palavras nos faz lembrar a tese do Prof. Plinio em seu livro Baldeação ideológica inadvertida e diálogo.

Essa obra, traduzida em diversas línguas, que analisa com profundidade essa “torção” das palavras em favor da agenda comunista, assim descreve a palavra-talismã:

Torção de vocábulos a serviço da propaganda comunista 

“De há muito soavam falso a nossos ouvidos os múltiplos empregos que em certos meios vêm sendo dados à palavra “diálogo” (diversidade, inclusão, avanço). Em torno do eixo fixo de um significado residual legítimo, notávamos ser ela manipulada no linguajar quotidiano desses meios, e em certos comentários de imprensa, de modo tão forçado e artificial, com ousadias tão desconcertantes, e sentidos subjacentes tão vários, que sentíamos a necessidade, veemente como se fora um imperativo de consciência, de protestar contra essa transgressão das regras da boa linguagem.”

Continua o Prof. Plinio: a torção das palavras sempre com o fim de “debilitar nos não comunistas a resistência ao comunismo, inspirando-lhes um ânimo propenso à condescendência, à simpatia, à não-resistência e até ao entreguismo. Em casos extremos, a torção chegava até o ponto de transformar não comunistas em comunistas.”

Eliminar a noção de Bem e Mal

Continua: …era “a sensação de que essa multiforme torção da palavra “diálogo” (diversidade, inclusão, avanço) tinha uma lógica interna que deixava ver algo de intencional, de planejado e de metódico. E que esse algo abrangia não só essa, mas outras palavras usuais nas elucubrações dos progressistas, socialistas e comunistas, como sejam “pacifismo”, “coexistência”, “ecumenismo”, “democracia-cristã”, “terceira-força”, etc. (…)

“Cada palavra constituía um como que talismã a exercer sobre as pessoas um efeito psicológico próprio. E o conjunto dos efeitos dessa constelação de talismãs nos parecia de molde a operar nas almas uma transformação paulatina mas profunda.”

E conclui: “se alguém chegasse a descobrir e a explicitar em que consiste essa linha de coerência ou essa lógica, teria desvendado um artifício novo e de grande envergadura, empregado pelo comunismo em sua incessante guerra psicológica contra os povos não comunistas.”

50 anos depois, a mesma tática: “inclusão”, “diversidade”, “avanço

Chama a atenção: o contínuo uso pela mídia, políticos e intelectuais de esquerda de palavras-talismãs como “inclusão”, “diversidade”, “avanço”, “homofobia” nunca incluem as Pautas Conservadoras. Jamais abrem espaço para iniciativas “Pró Vida”, pautas anti aborto, casamento monogâmico e indissolúvel. A defesa dos Valores Morais faria parte da “intolerância”, da “segregação”, da “separação”.

Demônios, Anjos separados?

Essa nova investida da esquerda certamente quer a “inclusão” dos demônios na Corte Celeste. “Isto nos poderia levar tão longe, que certa revista católica holandesa perguntou, com espírito, quando começaremos a proscrever a palavra “demônio” para só usar “anjo separado”.”

Haveria também uma “diversidade” de anjos que, segundo essa doutrina evolucionista, precisaria “incluir” os demônios. E se alguém dissesse que os Anjos estão somente no Céu, e os demônios no Inferno, seria uma forma de “retrocesso”.

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Retrocesso” é voltar à era pré Cristã

Nosso Senhor Jesus Cristo trouxe à Terra a Boa Nova. Introduziu a noção de caridade, desconhecida nos povos pagãos. Fundou a Santa Igreja para perpetuar os benefícios da Redenção.

Por influxo da pregação do Evangelho a Europa se cristianizou, civilizou, edificou essa maravilha que ainda hoje deslumbra turistas do mundo inteiro. O Catolicismo se espraiou pelo Oriente e veio até o Novo Mundo, fruto da epopeia das navegações.

A Boa Nova é a explicitação da Lei Natural. É a perfeição da Lei Antiga, como disse Nosso Senhor: eu não vim para romper o arbusto partido.

Retrocesso é voltar ao tempo pré Cristão. Retrocesso é rejeitar a doçura do cristianismo que civilizou os bárbaros e construiu com eles a Cristandade.

Retrocesso é adotar a agenda de esquerda, a agenda comunista disfarçada em palavras-talismã como “inclusão”, “diversidade”, “avanço” nas vias do paganismo ou do marxismo.

Retrocesso é fazer como os cães que voltam ao seu vômito.

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