Entrevista de Juan Miguel Montes (Roma) sobre a libertação da Lituânia e invasão da Ucrânia

0

A invasão da Ucrânia por tropas de Putin comove o Ocidente cristão.

De Roma, o diretor do Bureau da TFP, Juan Miguel Montes, fala ao Dies Irae sobre sua participação na Campanha de 5 milhões de assinaturas pela libertação da Lituânia, (1990) — “O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira recordava aquela campanha como um dos momentos mais gloriosos da luta das TFPs contra o comunismo” — e responde a perguntas sobre a invasão da Ucrânia e a situação moral e religiosa da Federação russa em nossos dias.

Juan Miguel Montes, diretor do bureau TFP em Roma

Resumimos aqui a entrevista concedida a Dies Irae

A liderança russa não renunciou de modo algum aos métodos brutais do antigo Exército Vermelho

Segundo o diretor do Bureau da TFP em Roma, “É necessário compreender que, embora a Rússia tenha abandonado aspectos do regime socioeconómico socialista planeado (não para o substituir por uma economia genuinamente livre e orgânica, mas por uma “cleptocracia” em benefício dos antigos membros do regime comunista), a liderança russa não renunciou de modo algum aos métodos brutais do antigo Exército Vermelho, enviado para ocupar territórios estrangeiros e suprimir qualquer movimento de independência dos povos, como já tinha feito durante as terríveis décadas soviéticas na Hungria, na Checoslováquia e como estava prestes a fazer novamente na Polónia quando a URSS entrou em colapso. E, como também já foi dito, na Lituânia, no início de 1991.

A construção “moral” para justificar tais acções é genuinamente marxista e amoral

Relembra Juan Miguel Montes: “A construção “moral” para justificar tais acções é genuinamente marxista e amoral, onde se aplica o princípio de Lenine «bom é o que serve a causa, mau é o que se lhe opõe». E, portanto, são válidas a guerra, a agressão física contra os povos, a fome provocada para os fazer ceder, o envenenamento dos opositores, as mentiras, o engano, a negação da palavra dada e assinada, etc. Tudo isto revela que a mentalidade revolucionária ainda está plenamente em vigor na liderança moscovita.” “

***       

Falsas direitas tentam justificar a injustificável invasão da Ucrânia

Continua o diretor do Bureau TFP mostrando a incoerência de certas direitas (falsas direitas é claro) fanáticas adeptas de Putin:

“Há uma geração de pessoas que se dizia chocada com os crimes do comunismo nos não tão distantes anos 90 e que hoje, apenas 30 anos depois, parece ter esquecido tudo: guerras, invasões, sofrimento brutal infligido a populações indefesas, fomes provocadas, etc. Normalmente justificam o injustificável com argumentos muito pouco razoáveis, por exemplo, que basta explicar a agressão russa na Ucrânia como resposta à inegável corrupção moral do Ocidente, onde são, sem dúvida, aprovadas e aplicadas leis que contradizem os mais básicos princípios cristãos e naturais.

sabem alguma coisa sobre a realidade russa em relação ao ateísmo, aborto, alcoolismo, declínio populacional

Continua Juan Miguel Montes mostrando a incoerência dessas pseudo direitas: “Mas será que estas pessoas que pensam assim aprovariam guerras de invasão e morte contra os seus próprios países, onde estes costumes e leis já foram impostos há muito tempo ou ainda estão a ser impostos? Deixariam os seus entes queridos sofrer na sua própria pele devido à orientação ideológica ou moral dos seus censuráveis líderes políticos ou religiosos? Além disso, sabem alguma coisa sobre a realidade russa em relação ao ateísmo, aborto, alcoolismo, declínio populacional, etc.? Têm eles algum conhecimento que não se limite a algumas frases proferidas pelo Patriarca Cirilo? Entre outras coisas, será que conhecem a história de colaboração deste último com o regime soviético durante a Guerra Fria?”

Uma consideração final. Em 1991, mais de 92,5% dos eleitores ucranianos votaram pela independência completa de Moscou, recordados de um dos holocaustos mais horríveis do século XX, o Holodomor, ou seja, a fome de 1931-32, provocada pela requisição de alimentos ordenada pelo Kremlin de Stalin, que provocou vários milhões de mortes por fome. Depois de tal experiência, quem poderia negar o direito dos ucranianos a separarem-se do poder de Moscou? E, de facto, na altura, todos se diziam de acordo em reconhecê-lo. Até a própria Rússia reconheceu este direito em 1994. O tempora, o mores! 

Acesse a entrevista em https://www.diesirae.pt/2022/03/a-lideranca-russa-nao-renunciou-de-modo.html?m=1

***

A entrevista do diretor do Bureau TFP em Roma vem dar novo realce à Campanha movida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, no Brasil, e por entidades afins em tantos países do Ocidente. Claro, Putin nunca permitiria essa Campanha na Federação Russa. Xi Jinping mandaria prender todos os participantes, Cuba, Venezuela, Coreia do Norte e Irã fariam o mesmo.

Assine nossa Petição pedindo ao Papa Francisco a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Assine e divulgue a Petição: https://www.consecratiorussiae.org/pt-BR

Faça download do arquivo em PDF da folha para recolher assinaturas físicas https://ipco.org.br/download/135877/

Deixe uma resposta