A História do século XX registrou acordos militares entre EUA e Rússia (Salt I e Salt II) que foram amplamente criticados como sendo capitulações do gigante americano. E, realmente, assim o foram.

Escrevia o Prof. Plinio na Folha de São Paulo: “Em discurso perante a “Coalizão, por uma Maioria Democrática”, o senador Jackson (democrata) declarou que o Salt 2 é uma capitulação aos russos tal e qual a dos ingleses frente aos nazistas na década de 30. “Aceitar um tratado que favorece os russos como este o faz, argumentando-se que seria pior sem ele, é uma capitulação em sua forma mais pura” (cf. “The Review of the News”, Belmont, Massachusetts, 27-6-79). (1)

A mudança no Quadro: foi-se a era da ingenuidade

Em sentido contrário aos Acordos Salt vemos, nos EUA, uma sadia inconformidade, muito clara durante o governo Obama, com o rebaixamento da influência e poder americano no cenário mundial.

Os dias de passividade e ingenuidade americanas … terminaram. Os EUA acordaram para o perigo que a China (PCC) representa para o País. E, muito interessante, é feita a distinção entre China e PCC. Sabemos, o PCC não representa a China. Se representasse haveriam eleições livres, e Oposição. Ademais Xi Jinping foi confirmado Presidente vitalício (ditador). Ponto final!

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“Os EUA não serão mais passivos em relação à China, afirma um conselheiro da Casa Branca Robert O’Brien: “Os dias de passividade e ingenuidade americana em relação à República Popular da China terminaram””. (2)

Muito significativa a reação dos EUA em aumentar o poder da Marinha

Informa SCMP.com: “A corrida entre a China e os Estados Unidos para desenvolver uma marinha mais capaz deve se intensificar ainda mais, com Washington planejando equipar seus destruidores com mísseis hipersônicos, ultrapassando os mísseis antinavio supersônicos da China, disseram analistas.
“A mudança para instalar as armas altamente avançadas veio depois que o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, disse no início de outubro que a Marinha dos EUA precisaria de mais de 500 navios em sua frota para garantir a superioridade marítima sobre a China nas próximas décadas.
“De acordo com o site de notícias militares Defense News, que citou o conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump, Robert O’Brien, os EUA equiparão seus submarinos de ataque e seus destruidores com mísseis hipersônicos em uma tentativa de evitar a crescente ameaça representada pela China no Pacífico. (3)

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Se queres a paz prepare-se para a guerra. O Ocidente e as Nações Livres devem negociar a partir de uma posição de força, de superioridade. Esperar desarmamento de chineses comunistas é cair no mesmo erro dos Acordos Salt I e Salt II com a Rússia. Ou repetir os erros da Inglaterra (Chamberlain)

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